Maquiavel e Hobbes: Poder, Virtù e Contrato Social

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Nicolau Maquiavel

O governante deve governar sendo violento e virtuoso, realizando as coisas ruins de uma só vez e as coisas boas aos poucos. O príncipe deve conquistar o poder; ele surge, toma o poder, governa e, eventualmente, sai do poder.

Os fins justificam os meios – você deve manter a palavra se for vantajoso (mentir por um bem maior). A ideia de Maquiavel é entender a verdade efetiva das coisas (as coisas como elas são), olhar a realidade como ela é e não como gostaríamos que fosse. Foca-se no ser em vez do dever ser.

“A ordem deve ser constituída pelo homem para evitar o caos e a barbárie”. O príncipe surge para colocar ordem no caos; somente "mãos de ferro" colocam as coisas nos eixos.

  • Fortuna: Honra, riqueza, glória e poder.
  • Virtù: É a coragem e a virilidade. Para possuir a Fortuna, é necessário ter Virtù.

Para Maquiavel, a história é cíclica e se repete. Existem duas formas de ver sua obra: como um manual de como um príncipe deve governar ou como um alerta sobre a maneira como o príncipe governa.

Thomas Hobbes

Hobbes é Contratualista – os homens fizeram um pacto (contrato social) para criar a sociedade. Vivíamos em um Estado de Natureza e criamos o contrato social, que originou a Sociedade/Estado.

O homem natural de Hobbes não é selvagem; é o mesmo que vive em sociedade, pois a natureza do homem não muda. Em sua natureza, nenhum homem pode, a partir de sua inteligência ou poder, dizer o que o outro pode ou não fazer. Todos são livres para fazer o que quiserem, pois os homens não são sociáveis por natureza.

  • Direito de Natureza: Liberdade do homem de usar seu próprio poder e julgamento, com meios adequados ao fim.
  • Estado de Natureza: "Guerra de todos contra todos". É uma condição de guerra, pois cada um se imagina com a razão.

O pacto foi criado para evitar essa guerra; porém, um pacto de palavras não tem força sem a "espada". O indivíduo hobbesiano não almeja apenas bens, mas sim a honra.

Poder do Estado: Deve ser pleno e absoluto. Somente os súditos firmam esse contrato; os soberanos não (o soberano não pode ser igual aos outros). A igualdade é a fonte que leva à guerra de todos contra todos. Deve haver força para conter a igualdade e, consequentemente, a guerra.

Ao realizar o contrato social, o homem renuncia ao seu direito natural para proteger a sua vida. O soberano passa a garantir essa proteção; caso o soberano não proteja o súdito, este não lhe deverá mais nada. Todas as terras e bens são controlados pelo soberano.

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