Maria Montessori e Makarenko: pedagogias e práticas

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Maria Montessori: "Desencadeando o potencial da criança para desenvolver a autonomia"

Maria Montessori (1870–1952). Estudou Medicina. Primeira mulher a licenciar-se em Medicina na Europa. O seu trabalho baseia-se no conhecimento científico sobre a criança, no desenvolvimento sensorial e na ideia de autoatividade. Demonstrou que é possível educar crianças pobres e aplicou os métodos em contextos pré-escolares deficientes no que se refere à educação do desenvolvimento. Será muito mais rápido.

Inventou uma série de atividades de vida prática, que permitem que a criança cuide de si mesma e do seu entorno desde momentos precoces. Nos E.U.A. criou um centro para incentivar habilidades. Projetou materiais de aprendizagem destinados a incentivar competências de manipulação e investigação e a promover o desenvolvimento das potencialidades da criança. Representa uma nova escola em comparação com a tradicional.

Obras

  • O Método da Pedagogia Científica
  • A Criança: O Segredo da Infância

Materiais

  • Puzzle

Makarenco: "O trabalho da escola, na prática"

Makarenco (1888–1939) tentou implementar ideias marxistas sobre a relação entre educação e trabalho produtivo. Desde 1920 dirigiu a colónia Gorki para crianças e jovens delinquentes e, desde 1927, foi responsável pela colónia de órfãos Dzerzhinsky. O seu desempenho levou-o a um conflito permanente com os inspectores e supervisores, a quem via como instalados nas cimeiras do Olimpo pedagógico e sem qualquer contacto com a vida real.

Com a subida de Estaline ao poder, iniciou-se a busca por uma pedagogia soviética "verdadeira", baseada na ordem, disciplina, rigor e formação ideológica do "novo homem soviético". Escreveu dois livros, Poema Pedagógico e Bandeiras em Torres, que narram as suas experiências práticas nas colónias. A escola que descreve é a coluna na qual vivem, trabalham e estudam os alunos, embora ofereça poucas referências metodológicas.

Quatro preocupações sobre a prática pedagógica de Makarenco

  1. A convicção absoluta de que, através da educação, se forma o "novo homem comunista"; o caminho não passou por uma teoria pedagógica, mas pela aprendizagem a partir da prática.
  2. A consideração de que o "novo homem comunista" é um homem coletivo. Rousseau rejeitava as alegações sobre o livre desenvolvimento da individualidade na criança. Para Makarenco, toda a educação deve ser feita dentro e para a comunidade, sendo não só um fim, mas também um meio formador.
  3. A aplicação prática e quotidiana da concepção marxista do valor educativo do trabalho produtivo. A pedra angular da comunidade é o trabalho socialmente útil. Makarenco estava longe de atingir o ideal de ensino politécnico tal como Marx o definiu, ou sequer de pensar que seria plenamente possível conciliar educação com trabalho produtivo.
  4. A importância atribuída à autoridade e à disciplina. Entendia que o papel do professor tinha capital importância. A presença da disciplina era totalmente visível. Organizava um sistema de postos e estruturas disciplinares, incluindo órgãos de tribunal.

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