Mecanismos de Defesa, Estágios de Freud e Teorias Psicológicas

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Mecanismos de Defesa

  • Repressão: Afastar alguma coisa do consciente, mantendo-a distante. O reprimido faz tentativas de encontrar uma saída.
  • Negação: Tentativa de não aceitar a realidade, um fato que perturba o ego (defesa primitiva). Nega-se uma realidade.
  • Racionalização: Processo de achar motivos aceitáveis para pensamentos ou comportamentos inaceitáveis. Para os outros a explicação não convence, mas a pessoa acredita nela.
  • Formação Reativa: Comportar-se de forma oposta àquilo que está sendo ditado pelos seus verdadeiros sentimentos. É uma inversão inconsciente do desejo (ódio/amor).
  • Projeção: Ato de atribuir aos outros sentimentos ou intenções que são nossos.
  • Regressão: Retorno a um nível de desenvolvimento anterior.
  • Deslocamento: Desviar sentimentos emocionais (exemplo: raiva) de sua fonte original a um alvo substituto.

Os Estágios do Desenvolvimento Sexual (Freud)

  • Fase Oral (0 a 2 anos de vida): Fonte primária de satisfação: boca (sugar, morder...). No futuro: fumar, beber, beijar, declamar poesias, fazer discursos...
  • Fase Anal: Fonte primária de satisfação: ânus. Período de treinamento da higiene pessoal (expulsão/controle de esfíncteres). Futuro: gastos, avareza, negligência aos limites e às frustrações, obsessões por limpeza.
  • Fálico: Fonte primária de satisfação: região genital. Complexo de Édipo. No final, a criança identifica-se com o genitor do mesmo sexo.
  • Latência: Até os 10 anos: aquisição de habilidades e papéis culturalmente aceitos.
  • Genital: Adolescência: reativação dos impulsos sexuais; relações objetais. Revive o período edipiano, mas seu objeto de amor deixa de ser incestuoso.

Psicanálise

É uma ciência que busca penetrar na dimensão profunda do psiquismo humano.

Nascimento da Psicanálise

Surgiu no século XIX – estudo da consciência. Freud critica o objeto de estudo da psicologia. Os motivos fundamentais do comportamento humano estão no inconsciente.

Sigmund Freud: Sua História

06 de maio de 1856 (Áustria) – 23 de setembro de 1939 (Londres). Viveu em Viena. Era o filho mais velho, querido de sua mãe. Os pais sempre esperaram que ele fosse um grande homem. Em 1873 ingressou na Escola de Medicina da Universidade de Viena, com interesse por neurologia e estudo das doenças nervosas, especialidade que tinha pouca atenção em Viena.

Associação Livre

Baseado no método de Breuer (de falar). Falar tudo o que lhe vem à mente, sem restrições, sem lógica... Substitui a hipnose. Freud e Breuer se separaram por causa de divergências quanto à origem das doenças. Para Freud, eram os conflitos sexuais que causavam a histeria. Freud percebeu que a primeira infância influenciava, e muito, a formação da personalidade do indivíduo: Sexualidade infantil.

A Primeira Teoria Sobre a Estrutura do Aparelho Psíquico

As 3 Instâncias Psíquicas

  • O Inconsciente: É constituído por conteúdos reprimidos que não têm acesso aos sistemas pré-consciente/consciente pela ação de censuras internas. Expressões do inconsciente: sonho, sintoma.
  • O Pré-Consciente: Sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na consciência neste momento, mas que no momento seguinte pode estar!
  • O Consciente: É o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e interior. Ex: percepção, atenção...

III. A Segunda Teoria do Aparelho Psíquico: ID, EGO E SUPEREGO

  • ID: Busca satisfação dos impulsos. Busca o prazer e evita o desprazer. Regido por processos inconscientes. A partir do ID surgem o EGO e o SUPEREGO. Quando o bebê nasce: ID. No contato com a realidade: EGO E SUPEREGO.
  • EGO: O ego diferencia entre os impulsos do ID e as possibilidades de satisfação dadas pela realidade externa. O EGO é um regulador, na medida em que altera a busca do prazer. Ele busca a satisfação considerando as condições objetivas da realidade. O EGO estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ‘ordens’ do superego.
  • SUPEREGO: É o último a se desenvolver! O superego é um JUIZ MORAL. A moral é função do superego. É composto pelas exigências sociais e culturais. Origina-se a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. O SUPEREGO BUSCA A PERFEIÇÃO, E NÃO O PRAZER IMEDIATO. Por isso ele bloqueia os impulsos do ID.

O Que é Psicologia?

Dificuldade na definição. O objeto de estudo da psicologia é o comportamento: sentimentos, emoções, pensamentos.

Psicologia é uma Ciência

Por que estudar psicologia?

Questões da psicologia nos rodeiam continuamente: sonhos, problemas familiares, dificuldades no relacionamento, medos e ansiedades...

Contribuições para a Educação Física.

Áreas de atuação:

Clínica, organizacional, educacional, experimental, hospitalar, esporte...

Histórico da Psicologia

PSICOLOGIA: Torna-se ciência no final do século XIX. Até então: parte da filosofia. Não era ciência autônoma.

O que é uma ciência?

  • Área que tem um objeto próprio de estudo;
  • Métodos específicos para estudar este objeto;
  • Conclusões objetivas.

A psicologia só conseguiu ser ciência no final do séc. XIX.

Por que foi importante a psicologia se firmar como ciência?

  1. Ela se tornou uma disciplina própria.
  2. Diferenciar conhecimento científico X senso comum.

O Que é Conhecimento Científico?

O conhecimento científico é produzido por uma investigação científica, através de métodos ou procedimentos que buscam soluções para os problemas de ordem prática da vida diária. Procura fornecer explicações sistemáticas, organizadas, que possam ser testadas, verificadas e criticadas, através de dados obtidos pela pesquisa ou estudo.

O Que é Senso Comum?

É o conjunto de teorias que cada pessoa tem a respeito de como o ser humano funciona. Essas teorias e convicções estão profundamente arraigadas no ser humano e servem de base para as decisões que as pessoas tomam no dia-a-dia.

Teoria Comportamental (Skinner)

Condicionamento Operante (S R C)

SITUAÇÕES ANTECEDENTES – RESPOSTAS – CONSEQUÊNCIA. As consequências desempenham um papel fundamental na PROBABILIDADE FUTURA DE OCORRÊNCIA DE UM COMPORTAMENTO.

Início do estudo do condicionamento operante: Thorndike (estudava o impacto das consequências): Lei do Efeito.

Os comportamentos bem sucedidos tornavam-se mais frequentes e os malsucedidos eram eliminados. Essa ideia foi fortalecida por B.F. Skinner, que posteriormente introduziu as noções de reforço, punição, extinção...

COMPORTAMENTOCONSEQUÊNCIAEFEITO SOBRE O COMPORTAMENTO
IR A UM RESTAURANTEREFEIÇÃO SABOROSATENDÊNCIA VOLTAR NO LUGAR
CONTAR PIADASPESSOAS NÃO RIEMTENDÊNCIA A NÃO CONTAR MAIS

Reforço

Reforço positivo: Serve para fortalecer um comportamento. Ele é apresentado após um comportamento (é uma consequência para um comportamento). O que define o reforço: ele aumenta a probabilidade de ocorrência futura de um comportamento.

Exemplo: Ao ensinar uma criança a jogar uma determinada modalidade esportiva, é necessário programar reforços para as respostas que se deseja aumentar.

Conclusão sobre Reforço

Reforço: Deve ser apresentado como consequência de uma resposta e ele tem que fortalecer esta resposta (aumentar ou fazer com que ela continue ocorrendo). Para saber se estamos usando reforço, é necessário “testar”.

Punição

Tornar um evento aversivo contingente a um comportamento $\Rightarrow$ RESULTADO: a probabilidade da resposta ocorrer novamente diminui.

Exemplo de punição: Tirar nota de um aluno; dar tarefas extras; expor o indivíduo ao ridículo; agressão física/verbal; perder privilégios.

Tirar nota (evento aversivo) $\leftarrow$ conversar (comportamento contingente)

Efeitos Prejudiciais da Punição:

  • A diminuição da probabilidade do comportamento ocorrer novamente pode ser temporária;
  • O indivíduo aprende comportamentos para evitar / fugir da punição;
  • Estímulos punitivos podem ser perigosos, pois deixam marcas psicológicas;
  • Indivíduos que usam estímulos punitivos em forma de agressão servem como modelo para a conduta agressiva;
  • A punição não dá alternativas para outros comportamentos; deve-se sempre procurar usar o reforço positivo conjuntamente.

Se for utilizar punição, lembrar sempre: Utilizar a punição para enfraquecer comportamentos indesejáveis e o reforço positivo para fortalecer comportamentos desejáveis.

Apresente exemplos de reforço, extinção e punição:

REFORÇO: [Espaço para exemplo]

EXTINÇÃO: [Espaço para exemplo]

PUNIÇÃO: [Espaço para exemplo]

Extinção

Resposta reforçada $\rightarrow$ aumento na probabilidade da resposta ocorrer novamente. Reforço suspenso $\rightarrow$ o comportamento volta aos níveis anteriores (EXTINÇÃO) $\rightarrow$ suspensão do reforço.

Como ocorre a extinção?

Suspende-se o reforço: $\Rightarrow$ efeito imediato: aumento da resposta; além disso, o organismo passa a apresentar uma série de outros comportamentos (variabilidade) buscando o reforço. Apenas num momento posterior o comportamento diminui.

Teoria Piagetiana Sobre o Desenvolvimento Cognitivo

Jean Piaget (1886 -1980): um dos pesquisadores mais importantes do último século. Interessado no processo de raciocínio. CRIANÇAS NÃO PENSAM / RACIOCINAM COMO OS ADULTOS. Sua obra é de epistemologia genética. O objetivo: conhecer o desenvolvimento da inteligência. Piaget fazia observação de seus próprios filhos. Visão do desenvolvimento da criança $\rightarrow$ produto da interação entre biologia e experiência.

Inatismo x Ambientalismo x Interacionismo

Temas principais:

  • Esquema: “padrão de comportamento ou de ação que se desenvolve com certa organização e que consiste num modo de abordar a realidade e conhecê-la” (Goulart, 1983). Os esquemas são estruturas que se modificam. O ser humano vai ampliando seus esquemas. Exemplo: cachorro, tigre, cavalo, ovelha...

Assimilação e Acomodação

Processos que auxiliam o ser humano na adaptação em seu ambiente.

  • Assimilação: Uma nova situação é incorporada e assimilada a um esquema já pronto $\rightarrow$ a criança tenta adaptar novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. Ex: TIGRE = CACHORRO. Outros exemplos: subir escadas, andar de bicicleta...
  • Acomodação: Processo de modificação de estruturas antigas com vistas à solução de um novo problema. Ex: TIGRE $\neq$ CACHORRO.

Estes processos agem continuamente na vida dos indivíduos e permitem um estado de adaptação e de equilíbrio. Brincar com uma bola; dar aulas, conceito de pássaro - Molda-se o conceito anterior ao conhecimento que se está recebendo.

CRIANÇA $\rightarrow$ SER ATIVO: Crianças exploram, aprendem e descobrem coisas quando têm liberdade para isso.

Inteligência Sensório-Motora

  • Sub-estágio 1 (0-1 mês): Reflexos, os movimentos vão se aperfeiçoando, alguns reflexos desaparecem com o tempo e outros permanecem inalterados ao longo da nossa vida.
  • Sub-estágio 2 (1-4 meses): Formação das primeiras estruturas adquiridas = hábitos: a criança começa a repetir algumas situações que antes não ocorriam (reações circulares primárias). 2 aspectos importantes: o efeito foi produzido de maneira fortuita e são ações ligadas ao próprio corpo da criança.
  • Sub-estágio 3 (4-8 meses): A criança repete ações que aconteceram, ligadas ao seu ambiente. Ex: sacudir o braço e fazer soar o chocalho (efeito fortuito).
  • Sub-estágio 4 (8-12 meses): Surge a intencionalidade: se há um obstáculo entre a criança e um objeto que ela deseja pegar, ela retira este obstáculo. Procura por objetos que desapareceram.
  • Sub-estágio 5 (12-18 meses): Criança faz “experimentações”. Pega objetos utilizando-se de outros, puxar o barbante para pegar o carrinho.
  • Sub-estágio 6 (18-24 meses): Criança reconhece as propriedades sensório-motoras sem necessidade de agir sobre elas. Pressupõe a transição entre a inteligência sensório-motora e a inteligência simbólica. Esquema de representação não precisa de tentativa e erro, ex: subir na cadeira e acender a lâmpada.

Inteligência Pré-Operatória (Dos 2 aos 7 anos)

Reforça-se a função simbólica (linguagem, imaginação, jogo simbólico, imitação). “UMA COISA DE CADA VEZ”.

  • Egocentrismo: Dificuldade de ver o ponto de vista da outra pessoa. Ocorrem os monólogos solitários ou coletivos.
  • Centração: A criança centra-se em um único aspecto da situação e despreza os outros. Ex: um copo grande e fino e outro pequeno e gordo com a mesma quantidade de água, só que a criança acha que tem mais no copo grande e fino por “aparentar” estar mais cheio.
  • Irreversibilidade: A criança ainda não é capaz de seguir o raciocínio de volta ao ponto de partida.

Estágio Operações Concretas (7-12 anos)

  • Operatório: Estabelecer relações.
  • Concreto: Apoiar os seus pensamentos naquilo que existe.

Supera o caráter subjetivo do pensamento. As ações são integradas, trabalha com combinações e não de forma isolada. O pensamento é menos egocêntrico.

Diversidade e Organização Operações:

  • Classificação: Agrupar elementos que têm alguma relação.
  • Seriação: Ordenar coisas de diferentes tamanhos.

Adquire as noções de conservação: quantidade, massa, número, reversibilidade, necessidade de explicar logicamente as suas ideias e ações. Passagem da intuição à operação. Agrupamento das ações em sistemas organizados.

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