Mercado de Capitais: Guia Completo

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Apontamentos sobre o Mercado de Capitais

Introdução

É um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.

Os principais títulos negociados representam o capital das empresas, tangibilizado em suas ações, ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o desenvolvimento econômico.

No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação.

Seu objetivo é canalizar as poupanças (recursos financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria, outras atividades econômicas e para o próprio governo. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum. Nos países capitalistas mais desenvolvidos os mercados de capitais são mais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse mercado nos países em desenvolvimento dificulta a formação de poupança, sendo um sério obstáculo ao desenvolvimento, obrigando esses países a recorrerem ao mercado de capitais internacionais.

Mercado de Capitais

À medida que cresce o nível de poupança, maior é a disponibilidade para investir. A poupança individual e a poupança das empresas (lucros) constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos de um país. Tais investimentos são o motor do crescimento econômico e este, por sua vez, gera aumento de renda, com consequente aumento da poupança e do investimento, e assim por diante. Esse é o esquema da circulação de capital, presente no processo de desenvolvimento econômico.

As empresas, à medida que se expandem, carecem de mais e mais recursos, que podem ser obtidos por meio de:

  • empréstimos de terceiros;
  • reinvestimentos de lucros;
  • participação de acionistas.

As duas primeiras fontes de recursos são limitadas. Geralmente, as empresas utilizam-nas para manter sua atividade operacional. Mas é pela participação de novos sócios - os acionistas - que uma empresa ganha condição de obter novos recursos não exigíveis, como contrapartida à participação no seu capital.

Com os recursos necessários, as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas, melhorando seu processo produtivo, tornando-o mais eficiente e beneficiando toda a comunidade. O investidor em ações contribui assim para a produção de bens, dos quais ele também é consumidor. Como acionista, ele é sócio da empresa e se beneficia da distribuição de dividendos sempre que a empresa obtiver lucros. Essa é a mecânica da democratização do capital de uma empresa e da participação em seus lucros.

CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada pela Lei 6.385/76, é uma autarquia federal que regula, disciplina e fiscaliza as bolsas de valores, as companhias abertas, os fundos de investimento e os mercados derivativos que tenham por referência valores mobiliários, tendo como presidente a Sra. Maria Helena Santana.

Uma das principais funções da CVM é cuidar para que investidores tenham acesso a informações que confirmem a boa qualidade das empresas abertas e dos fundos de investimento. Ou seja, que o mercado seja transparente para o investidor e, o que ainda é mais importante, que todos tenham oportunidade de acesso a informações relevantes de maneira uniforme. Dessa forma é possível evitar o chamado insider information, que é o uso de informações privilegiadas que vão beneficiar determinado grupo de investidores em detrimento de outro.

As funções da CVM, dentre outras, são regular e fiscalizar:

  • Registros de companhias abertas;
  • Registro de distribuição de valores mobiliários;
  • Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários;
  • Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;
  • Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
  • Administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
  • Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
  • Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores.
  • Fundos de Investimento.

Bolsa de Valores

É uma organização financeira onde se negociam fundamentalmente títulos de renda variável (ações), dependendo das condições econômicas do mercado financeiro, bem como títulos de renda fixa. A Companhia Holandesa das Índias Orientais instituiu e comercializou as primeiras ações a serem colocadas em um estabelecimento financeiro, criando a primeira bolsa de valores, localizada em Amsterdã, em 1602. A Bolsa de Valores é uma associação sem fins lucrativos cujo objetivo é promover todas as condições necessárias para o funcionamento do mercado de ações. O patrimônio da Bolsa é representado por títulos que pertencem às sociedades corretoras membros. É na Bolsa de Valores que os investidores compram ou vendem suas ações, sempre por meio de uma corretora de valores.

As Bolsas de Valores são responsáveis por manter local ou sistema de negociação eletrônico adequados à realização de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários. Para o bom funcionamento do mercado, a Bolsa deve preservar elevados padrões éticos de negociação e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.

A legislação autoriza a negociação de outros títulos:

  • Debêntures (simples e conversíveis);
  • Commercial papers;
  • Opções de compra e venda sobre ações de companhias abertas;
  • Quotas de fundos (fechados);
  • Bônus de subscrição;
  • Recibos de carteira de ações;
  • Certificado de Depósito de ações (BDR).

Fluxo Operacional Bolsa de Valores

Bovespa

É a sigla para Bolsa de Valores de São Paulo, que representa o maior mercado de negociação de ações da América Latina.

A BOVESPA foi criada em 1890 por Emílio Rangel Pestana, com o nome de Bolsa Livre de São Paulo, anos mais tarde, recebeu seu atual nome de Bolsa de Valores de São Paulo. Com as reformas do Sistema Financeiro Nacional e do Mercado de Capitais, nos anos de 1965 e 1966, as Bolsas da época assumiram as seguintes características institucionais:

  1. Associações Civis sem fins lucrativos;
  2. Autonomias administrativas, financeiras e patrimoniais.

Até o dia 26 de outubro de 2007 quando ocorreu o IPO, ou seja, uma abertura de capital da empresa coligada Bovespa Holding denominada no IBOVESPA de: BOVH3, que é um consórcio das corretoras que operam na Bolsa de Valores de São Paulo. Seu presidente atual e responsável por essa guinada no mercado de capitais é o Sr. Raymundo Magliano, que prevê a fusão entre a Bovespa e BM&F, criando um gigante com valor de mercado superior a R$ 40 Bilhões, maior que CSN, Gerdau e outras. Além da probabilidade de comprar bolsas latino-americanas ou procurar parceiras com um concorrente internacional.

Com a desmutualização aprovada, os detentores dos títulos patrimoniais da BOVESPA e da CBLC, transformaram-se em acionistas da BOVESPA HOLDING.

A antiga figura individual do corretor de fundos públicos foi substituída pelas Sociedades Corretoras. A BOVESPA opera sob a supervisão da CVM. Em 1972, a BOVESPA foi a primeira bolsa a implantar o pregão automatizado, com disseminação de informações online e em real-time, através de uma ampla rede de terminais de computador. Ao final da década de 70, a BOVESPA foi também pioneira, na introdução de operações com opções sobre ações no Brasil. Nos anos 80, implantou o Sistema Privado de Operações por Telefone - SPOT. Hoje há cerca de 650 empresas listadas no pregão da Bovespa, ou seja, existem 650 companhias que possuem ações negociadas. Algumas delas, as mais negociadas, formam o Índice Bovespa, ou seja, o IBOVESPA, que foi criado há 25 anos, ele é o principal índice do mercado acionário brasileiro e é encarado como melhor termômetro dos negócios com valores mobiliários no país.

O preço do IBOVESPA é formado no mercado à vista de ações, ou seja; seu valor é estabelecido instantaneamente com base no preço das ações negociadas diariamente na Bovespa. Para se operar, negociar ações na Bovespa, é necessário comprar e vender através de uma Corretora de Valores.

A Bovespa funciona como um grande mercado, onde os interessados se encontram para fechar negócios e se informam dos preços praticados (preços de mercado). A Bolsa também tem a função de acompanhamento para garantir e dar segurança às operações. Os negócios são monitorados pelos chefes de postos de negociação, há uma estrutura de análise e acompanhamento, para os limites já pré-definidos. Sempre que são ultrapassados, estes limites, mecanismos são automaticamente ativados, assim a bolsa assegura transparência na formação dos preços.

A Bovespa tem também autonomia para intervir quando localiza posições de alto risco para o mercado. Recentemente, instituiu o mecanismo de circuit-breaker que paralisa temporariamente as operações em fortes altas ou fortes quedas, dando ao mercado tempo para reavaliar suas posições.

O Ibovespa é um ativo do mercado à vista e o contrato futuro é um derivativo, portanto o contrato futuro do Ibovespa não é negociado na Bovespa e sim na BM&F.

BM&F

É a sigla que identifica a Bolsa Mercantil & de Futuros, maior bolsa brasileira que lida com a negociação de contratos de mercadorias (comodities) e derivativos, à vista ou para pagamento futuro. Localizada na cidade de São Paulo, opera principalmente com taxa de câmbio, taxa de juros, café, açúcar, soja, gado bovino, milho, ouro. Praticamente não negocia produtos à vista, apenas os seus derivativos.

A BM&F é a mais importante bolsa de derivativos do hemisfério sul e uma das mais importantes bolsas de derivativos do mundo.

Em 1917, empresários paulistas, ligados à exportação, ao comércio e à agricultura, criaram a Bolsa de Mercadoria de São Paulo - BMSP. Foi a primeira a bolsa no país a operar a termo, alcançando uma tradição em contratos agropecuários, particularmente de café, boi gordo e algodão. Em 1985, surgiu a Bolsa Mercantil & de Futuros, em pouco tempo conquistou posição invejável ao oferecer à negociação produtos em diversas modalidades operacionais. Em 09 de maio 1991 - a BM&F e BMSP fecham acordo para unir suas atividades operacionais, aliando a tradição de uma ao dinamismo da outra, surge a BOLSA DE MERCADORIA & FUTURO - BM&F. Em 30 de junho 1997 - com acordo operacional nesta oportunidade com a Bolsa Brasileira de Futuros, com sede no Rio de Janeiro, que teve por objetivo fortalecer o mercado nacional de commodities e consolidar a BM&F como centro de negociação de derivativos do Mercosul, tendo como presidente o Sr. Manoel Felix da Cintra Neto.

A BM&F transformou-se em um centro de negociação de derivativos lançando produtos sofisticados, como os SWAPS e OPÇÕES FLEXÍVEIS.

Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários

São instituições auxiliares do sistema financeiro que intermedeiam a compra e venda de ações em bolsa de valores, credenciadas pelo BACEN, pela CVM e pelas próprias Bolsas. As"corretora" podem administrar carteiras e fundos de investimentos, intermediar operações de câmbio, dentre outras funções.

Principais funções:

  • promover ou participar de lançamentos públicos de ações;
  • administrar e custodiar carteiras de títulos e valores mobiliários;
  • efetuar operações de intermediação de títulos e valores mobiliários, de compra e venda de metais preciosos e de moedas estrangeiras;
  • operar em bolsa de mercadorias e futuros;
  • prestar serviços de assessoria técnica.

Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários

São instituições auxiliares do sistema financeiro que participam do sistema de intermediação de ações e outros títulos no mercado primário, colocando-os à venda para o público.

Principais funções:

  • efetuar aplicações por conta própria ou de terceiros (intermediação) em títulos de valores mobiliários de renda fixa e variável;
  • realizar operações no mercado aberto (compra e venda de títulos públicos federais);
  • participar em lançamentos públicos de ações.

Introdução aos Mercados de Balcão, Balcão Organizado e Organizado

Mercado de balcão

É um mercado aberto para títulos não cotados em Bolsa, permitindo às empresas de menor dimensão, a transação dos seus títulos a custos substancialmente inferiores. Diz-se que um título foi transacionado no mercado de balcão, quando é transacionado fora da bolsa de valores. Não é, portanto, um mercado organizado onde se faz o encontro entre a procura e a oferta, mas sim um conjunto de encontros particulares. É um mercado virtual, dado que todas as transações são feitas apenas por telefone ou informaticamente.

Mercado de Balcão Organizado

Em 1996 foi criada a SOMA - Sociedade Operadora do Mercado de Ativos S.A. sendo, desde então, a empresa responsável pela administração do mercado de balcão organizado no Brasil. Tem como objetivo oferecer um ambiente eletrônico para negociação de títulos e valores mobiliários e demais ativos financeiros ao mercado. A SOMA não possui um recinto físico (pregão) sendo todas as negociações conduzidas por computador, através de uma rede de aproximadamente mil terminais, presentes em grande parte do território nacional. A SOMA é uma instituição regida por normas e regulamentos específicos da CVM - Comissão de Valores Mobiliários.

Mercado Organizado

Diz-se que uma transação é efetuada num mercado organizado quando é feita numa bolsa de valores oficial. Estamos falando das Bolsas de Mercadorias e Futuros e das Bolsas de Valores.

Estes ambientes proporcionam aos participantes:

  • Anonimato: As partes operam através de corretores;
  • Liquidez: Grandes volumes negociados todos os dias;
  • Padronização: Todos os contratos de uma mesma série são exatamente iguais;
  • Segurança: Em função da Margem Inicial e os Ajustes diários o ambiente torna-se muito seguro.
Tipos de Mercados de Balcão Organizados nas Bolsas de Valores

Mega Bolsa: É o pregão eletrônico da BOVESPA e a maior parte das negociações é feita por este sistema, que engloba o antigo Pregão Viva Voz e os terminais remotos, permitindo o registro de operações em um ambiente tecnologicamente avançado. Pelos terminais eletrônicos do Mega Bolsa, as corretoras podem enviar suas ordens de compra ou venda diretamente de seus escritórios, de qualquer parte do território nacional ou mesmo do mundo. O sistema reproduz na tela o ambiente de negócios, exibindo os registros das ofertas de compra e venda das ações negociadas e propiciando o fechamento automático das operações.

Home Broker: é o processo que permite a negociação de ações via Internet. O Home Broker está interligado ao sistema de negociação da BOVESPA e permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua Corretora na Internet.

After Market: O After Market é um pregão eletrônico que funciona após o fechamento do pregão viva voz. É o horário após o fechamento do pregão principal da BOVESPA quando os investidores podem enviar ordens de compra e venda e realizar negócios pelo home broker. A grande vantagem é possibilitar o acesso ao pequeno e médio investidor que não tem chance de operar durante o pregão principal. Seu horário pode variar de acordo com o pregão principal, podendo ser retardado com a chegada do horário de verão. Hoje o After-market aceita ordens entre 17:30 e 19:00h. A data de liquidação dos negócios segue a mesma do pregão principal.

Existem algumas restrições:

  1. Limite máximo de operações de R$300.000,00 por CPF;
  2. A oscilação de preço nos negócios não pode ultrapassar 2% para mais ou para menos do valor de fechamento do papel;
  3. Não é possível operar opções.

Day Trade: Fazer um day trade significa comprar e vender, no mesmo dia, a mesma quantidade de títulos de uma empresa, utilizando para isso a mesma Corretora e também o mesmo Agente de Compensação. Portanto, trata-se da diferença do preço de compra para o preço de venda, multiplicado pela quantidade das ações (considerando também as taxas da operação e os impostos).

Tipos de mercado

A forma mais conhecida de negociação de ações é aquela realizada no mercado secundário. Ou seja, ações das empresas de capital aberto já em circulação que são compradas e vendidas em bolsa de valores, sem que os recursos passem pelo caixa da empresa. Essas ações são negociadas, segundo regras estabelecidas pelas Bolsas, e diferentes investidores compram e vendem as ações de uma empresa entre si.

Há ainda o mercado primário que é menos conhecido dos investidores. Neste caso, a empresa está vendendo parte de suas ações e abrindo suas portas para a entrada de novos sócios (acionistas). No mercado primário as empresas que desejam colocar pela primeira vez suas ações à venda (abertura de capital) podem transacionar simultaneamente com os investidores e esses recursos vão para o caixa da empresa.

Obs: Tanto em uma opção como na outra, o investidor deverá contar com os serviços de uma corretora de valores.

Mercado primário

Mercado primário refere-se ao mercado no qual ocorre a compra e a venda de ações pela primeira vez, ou seja, ações criadas pelas empresas e simultaneamente adquiridas por investidores.

Obs: No jargão do mercado, convencionou-se chamar a criação de ações de emissão de ações, e a aquisição destas ações pelos investidores de subscrição de ações.

Quando uma empresa faz uma emissão de ações ou uma venda no mercado primário, ela está captando recursos no mercado para entre outras coisas, financiar seus projetos e fazer investimentos. Os recursos obtidos entram para o caixa da empresa. A empresa pode abrir seu capital (colocando ações no mercado) ou fazer a emissão de um novo lote de ações (colocando mais uma parte da empresa à venda em forma de ações).

Mercado secundário

Chamamos de mercado secundário o mercado em que os investidores ou acionistas transacionam ações de sua titularidade. Ou seja, é o mercado em que é possível comprar e vender ações já emitidas e em circulação.

O mercado secundário pode ser um local ou espaço físico destinado a viabilizar a compra e a venda de ações, como no caso das bolsas de valores. Porém, o conceito é mais amplo, e abrange toda e qualquer operação envolvendo ações já existentes, já emitidas e detidas por um determinado acionista.

Dessa forma, além das bolsas, o termo"mercado secundári" engloba também qualquer compra e venda realizada fora do recinto das bolsas, em mercado de balcão (os bancos ou corretoras de valores, por exemplo) ou em negociação direta entre acionistas celebrada por meio de um contrato de compra e venda.

Títulos Negociados no Mercado de Capitais:

Ações

Uma ação representa a menor parcela em que se divide o capital de uma empresa organizada em forma de sociedade anônima (S.A.). Ao abrir uma S.A., os fundadores aportam recursos, que podem ser financeiros ou não, que formarão o seu capital social. Com esses recursos eles compram máquinas e equipamentos, pagam empregados, enfim, fazem a empresa funcionar. Para ter suas ações negociadas em mercados organizados, como as bolsas de valores, a empresa precisa registrar-se como companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Como são negociadas diariamente, as ações podem apresentar oscilações de preço. Quando há uma grande procura por ações, a tendência é de alta no seu preço; já quando ocorre o movimento inverso, ou seja, muitos investidores vendendo suas ações, o preço cai. É a chamada lei da oferta e da procura. O investidor em ações é sócio da empresa, e como sócio tem direito a participar dos lucros da empresa, e poderá ganhar dinheiro com os dividendos distribuídos e/ou com a valorização do preço de suas ações. Porém, caso a empresa tenha dificuldade financeira, por reflexo de problemas do setor em que ela atua, ou problemas administrativos, por exemplo, a expectativa é de que seu lucro se reduza, resultando, portanto na queda do preço da ação.

As ações de uma empresa S.A. podem ser negociadas a qualquer tempo em bolsas de valores ou no mercado de balcão, tendo o acionista à possibilidade de obter o dinheiro correspondente ao valor de sua cotação ou preço.

Tipos de ações:

As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No Brasil, elas estão divididas em dois grandes grupos:

  • ações ordinárias;
  • ações preferenciais.

Ambos os tipos de ações devem ser Nominativas, ou seja, seu detentor é identificado nos livros de registro da empresa.

As empresas também podem emitir diferentes classes de ação e criar quantas classes quiser. Essas classes de ação recebem uma letra, conforme objetivos específicos. A empresa pode, por exemplo, estabelecer em seu estatuto valores diferenciados de dividendos ou proventos especiais para cada classe de ação. Uma ação PNA indica uma ação PN preferencial nominativa classe A. A classe A pode indicar que seja uma ação com dividendo mínimo, e classe B com dividendo fixo.

Existe também Ação Nominativa Endossáveis, que a declaração de sua transferibilidade deve ser mediante ao endosso e o nome e a qualificação do proprietário da ação deve ser inscrito no

Ações PN

As ações preferenciais nominativas, PN, são aquelas que menos protegem o acionista minoritário, porque não lhe dá o direito de votar em assembleia e ainda, em caso de venda da empresa, a lei não lhe garante o direito de participar do prêmio de controle. São ações típicas do mercado brasileiro. No Brasil, no entanto, são as ações PN as que geralmente têm maior liquidez, porque permitem a empresa emitir ações, sem precisar ter sócios com direito a voto, não correndo assim, risco de perder o controle da empresa.

A nova Lei das Sociedades Anônimas limitou a emissão de ações PN. Atualmente, ao constituir uma nova empresa, para cada ação ON, a empresa pode emitir apenas uma ação PN. Antes essa relação era de duas ações PN para uma ação ON. As empresas que já existiam antes da entrada em vigor da nova lei podem continuar emitindo ações pela regra antiga.

Os acionistas preferencialistas, contudo, têm preferência no recebimento dos dividendos pagos pela empresa quando ela tem lucro. A legislação estabelece dividendo mínimo obrigatório para as ações PNs, e se a empresa não pagar dividendos por três anos consecutivos, as PNs adquirem direito a voto.

Ações ON

Os detentores de ações ordinárias nominativas, ações ON, têm o direito de votar nas assembleias da empresa, no entanto, na maioria das vezes eles não têm poder de veto. O direito de voto ganha relevância nos casos em que há divergências entre os acionistas controladores. O que torna as ações ordinárias ainda mais interessantes, contudo, para o investidor é o tag along. A Lei das Sociedades Anônimas determina que todo acionista com ações ON tenha direito de participar do prêmio de controle. Pela lei, esses acionistas possuem o direito de receber por suas ações no mínimo 80% do valor pago para o controlador em caso de venda da empresa.

Tag along: é um instrumento que promove a extensão do prêmio de controle aos acionistas minoritários. Segundo a Lei das S.A., quando uma empresa é vendida, os minoritários detentores de ações ordinárias têm o direito de receber por suas ações, no mínimo, 80% do valor pago aos acionistas controladores da empresa. O estatuto social, a critério da empresa, pode determinar valor superior ou estender o direito às ações preferenciais.

Blue chips

As ações conhecidas como blue chips são aquelas que apresentam maior liquidez, ou seja, as mais negociadas no mercado. Esses papéis, geralmente de grandes empresas, têm a maior tradição de segurança no mercado acionário.

Small caps

O termo vem do inglês small (pequena) cap (capitalização), ou seja, empresas com pequeno valor de mercado. Também conhecidas como ações de segunda ou de terceira linha. São ações com volume de negócios (liquidez) inferior às ações Blue Chips. Não existe uma norma para definir quais são os parâmetros para classificar uma ação como uma ação small cap. Alguns incluem todas as empresas com valor de mercado abaixo de R$ 3 bilhões, outros, abaixo de R$ 5 bilhões. Ou seja, o conceito de baixo valor de mercado varia muito de instituição para instituição. Uma pesquisa feita pela Revista Exame publicada no dia 28 de junho 2007 mostra as small caps com maior potencial de valorização nos próximos cinco anos. As eleitas foram: Alfa PN e Banestes ON (bancos), CSU CardSystem ON (companhia de cartões de crédito), Datasul ON (empresa de tecnologia), Globex PN (varejista controladora do rede Ponto Frio), Grazziotin PN (varejo), João Fortes ON (construção), Marcopolo PN (veículos), Profarma ON (do ramo de medicamentos) e Santos Brasil (transportes).

Desdobramento ou Split

Quando uma empresa quer tornar suas ações mais líquidas no mercado, substitui os papéis que já estão em circulação e emite novas ações com valor nominal menor do que o da emissão anterior, porém em quantidades maiores. Para o acionista não há alteração sobre o montante financeiro nem sua participação proporcional no capital da Companhia. Nesta operação simplesmente é feita a troca de ações de valores maiores por várias ações de menor valor.

Agrupamento ou Inplit

Termo utilizado para designar o mero agrupamento de ações: o número de papéis em poder do acionista diminui, sem, alterar sua participação no capital da empresa, pois o valor nominal das ações se eleva proporcionalmente. Isto já ocorreu, por exemplo, em decorrência da mudança de padrão monetário, quando as cotações passaram a ser expressas em lotes de mil ações. É exatamente o inverso do Split, e a exemplo deste, como já dito, não há alteração sobre o montante financeiro nem sua participação na Companhia.

Ações ex-dividendos

É o que se diz de uma ação que está sendo negociada sem os direitos de seus dividendos. Esta é uma denominação em geral dada por prazos curtos, apenas para caracterizar claramente uma situação que foi alterada.

Por exemplo: suponha que uma empresa pague sempre dividendos em março. Até a divulgação do valor destes dividendos referentes a exercício de 2003, ela estará sendo cotada considerando este direito incluído. Assim que ela anunciar estes dividendos, por exemplo em 15 de março de 2004, a Bolsa de Valores define que o papel passa a ser negociado sem este direito. Ou seja: sem o direito dos dividendos de 2003. Mas continua sendo negociada com outros direitos que serão anunciados no futuro, até que sejam anunciados.

O ex-dividendos é um título temporário que a ação recebe, apenas naqueles primeiros dias do anúncio de provento, para deixar bem claro que algo aconteceu com o papel naqueles dias, a ponto de eventualmente interferir em seu preço de mercado.São identificados na Bovespa pela sigla ED de ex-dividendos.

Direitos e Proventos de uma Ação:


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··Dividendos
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··O dividendo é a parte do investidor no lucro da empresa. Sempre que uma empresa obtém lucro, ela reserva parte desse resultado para distribuir aos seus acionistas. No Brasil, as empresas são obrigadas a um pagamento mínimo de dividendos de 25% do lucro.
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Direito de Subscrição
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§Ocorre quando a empresa necessita de recursos para financiar investimentos ou modificar sua estrutura de capital e decide lançar novas ações no mercado.
·§O acionista tem o direito de subscrever ações em quantidade proporcional à já possuída.
·§Para incentivar o investimento adicional nas novas ações a empresa procura estabelecer um preço de emissão inferior à cotação em bolsa de valores.
·§O direito de subscrição pode ser negociado em bolsa no período que antecede o término da operação de aumento do capital.
·§Subscrição gera captação de novos recursos para a empresa emissora.
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··Bônus de Subscrição
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··Valor Mobiliário negociável, emitido por uma empresa dentro do limite de aumento de capital autorizado nos estatutos, que dá direito à subscrição de ações.
A compra de um bônus de subscrição garante ao acionista, o direito ou preferência de comprar ações desta mesma empresa dentro de um prazo estabelecido, por um preço predeterminado. Caso o acionista não efetue a compra no período estipulado, perderá seu direito e não terá restituição do valor pago antecipadamente.
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··Bonificação (ou filhotes)
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§Advém do aumento de capital de uma sociedade, mediante a incorporação de reservas e lucros, quando são distribuídas gratuitamente novas ações a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas;
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··§Excepcionalmente, além dos dividendos, uma empresa poderá conceder a seus acionistas uma participação adicional nos lucros por meio de uma bonificação em dinheiro;
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··§Bonificação não gera captação de recursos para a empresa emissora embora represente aumento de capital.
··Juros sobre capital próprio
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As empresas, na distribuição de resultados aos seus acionistas, também podem optar por remunerá-los por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio.
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·Para o investidor, a diferença básica é que ao receberem dividendos ele não é tributado, pois a empresa já o foi quando da apuração de seu lucro líquido. Mas quando recebe o pagamento de juros sobre capital próprio, ele tem de pagar Imposto de Renda sobre o total recebido. Para a empresa, a grande vantagem do pagamento de juros ao acionista é justamente a questão fiscal. Isso porque esse pagamento pode ser contabilizado como despesa da empresa, antes do lucro; portanto, o que representa um significativo benefício para a companhia.
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··O juro sobre capital próprio é pago pela empresa com base em suas reservas patrimoniais de lucros (resultados de exercícios anteriores que ficaram retidos na empresa), e não com base nos resultados da empresa no período, como os dividendos.
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··A decisão de distribuir resultados via pagamento de juros sobre capital próprio ao acionista compete a assembleia geral ou ao conselho de administração da empresa ou à diretoria.
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··O pagamento de dividendos e de juros sobre capital próprio representa uma fonte adicional de remuneração proporcionada pelo mercado de ações.
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··Custos
··Para investir em ações deve-se fazer uma série de considerações: perfil do investidor, necessidades de curto, médio e longo prazos e também todos os custos envolvidos.
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···Corretagem:
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·É o principal custo quando você compra ações diretamente em uma corretora de valores. A taxa de corretagem é formada por um valor fixo somado a um valor variável, de acordo com o volume total de operações realizadas. Este é um custo que varia de acordo com a corretora.
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···Taxa de custódia:
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·É uma taxa cobrada pela corretora pela manutenção dos seus ativos sob guarda da instituição custodiante.
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··Dependendo da corretora e do montante dos recursos aplicados esta taxa pode até não ser cobrada.
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···Taxa de registro:
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·Percentual estabelecido pela Bovespa/CBLC, sobre o valor de cada operação no pregão (tabela anexa).
··Impostos
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A maior parte dos investimentos em Renda Variável tem alíquota de 15%. O Imposto de Renda (IR) é um tributo cobrado das pessoas físicas e jurídicas, sobre o rendimento recebido, seja em uma aplicação financeira, seja em uma atividade comercial ou profissional.
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··oNos investimentos em Ações são cobradas as seguintes alíquotas:
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Operações/AtivosImposto de Renda Venda de ações 15% sobre rendimento líquido* e 0,005% retido na fonte como antecipação. Day-trade 20% sobre rendimento líquido* e 1% retido na fonte como antecipação. DividendosOs ganhos com dividendos são isentos, pois o lucro que lhes deu origem já foi tributado. Juros s/ capital próprio 15% sobre o valor pago pela empresa ao acionista.
*O Imposto de Renda deverá ser recolhido via DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal) até o último dia útil do mês subseqüente ao da venda das ações.

Estão isentos do Imposto de Renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado a vista de ações, cujo valor realizado em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20.000,00, para o conjunto de ações.

oNos investimentos em Renda Variável o IR é cobrado nas seguintes situações:

(Operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas)
MercadosFato Gerador de Imposto de RendaÀ Vista
Valor da alienação (venda).OpçõesValor positivo da soma dos prêmios pagos e recebidos no mesmo dia.A TermoA diferença, se positiva, entre o preço a termo e o preço a vista, ou a liquidação financeira.FuturoSoma algébrica dos ajustes diários (se positiva), no encerramento.
··Os acionistas
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··O acionista é todo aquele que detém uma parte do capital da empresa, que é representado por suas ações.
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?Os acionistas podem ser divididos em dois grupos:
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Aqueles que se envolvem na administração da empresa ou no acompanhamento de sua rotina, participando de suas assembléias;
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··Aqueles que ficam a distância e enxergam as ações apenas como instrumentos de renda ou de especulação no mercado.
?A condição de acionista lhe confere um complexo de direitos que estão distribuídos em duas categorias: os essenciais e os modificáveis.

u Os direitos essenciais são aqueles inerentes à titularidade acionária. Basta ter uma ação para estar protegido por esses direitos. Ou seja, nem o estatuto da empresa nem a assembléia geral, podem excluir qualquer acionista do seu âmbito de incidência.

u Já os direitos modificáveis, ora decorrem da lei, ora do estatuto da empresa. São direitos que podem se estender à todos os acionistas ou ter alguma classe de ação excluída.

A Lei das Sociedades Anônimas enumera todos os direitos essenciais (art.109). Os direitos modificáveis são todos os demais.

Direitos essenciaisDireitos modificáveisDireito de participar nos lucrosExtensão às ações PN do direito a voto em circunstâncias específicasDireito de recessoExtensão às ações PN do direito de participar do prêmio de controleDireito de fiscalização (por intermédio do conselho fiscal)Direito de preferência para subscrição de ações em aumentos de capitalParticipar do acervo/ativos da companhia em caso de liquidaçãoFixação de dividendo superior ao mínimo previsto em lei
2Controlador

O controlador é todo aquele investidor ou grupo de investidores que detêm mais de 50% do capital votante da empresa, ou seja, das ações ON. Ele pode ser uma pessoa, uma família, uma outra empresa ou um grupo de acionistas organizados, por meio de bloco de controle. O controle se exerce a partir das ações com direito a voto. O acionista que reunir, em sua titularidade, metade dessas ações mais uma tem o domínio das assembléias.

A Lei das Sociedades Anônimas estabelece uma série de responsabilidades ao acionista controlador, de modo a coibir ou punir qualquer desvio que venha a cometer que prejudique os demais acionistas.

1Minoritário

Os acionistas que não fazem parte do bloco de controle da empresa são chamados de acionistas minoritários. Eles podem ser atuantes, ter representantes na empresa e estar atentos aos seus direitos, ou simplesmente nem saber que são minoritários. Apesar de não participar da rotina da gestão da empresa, tem o direito de acesso a todas as informações que vão influenciar no desempenho futuro da empresa. Como sócio no negócio, o minoritário tem o direito de participar nos lucros e também pode optar por vender sua participação se a empresa trocar de controlador ou de ramo de atividade.

A Lei das Sociedades Anônimas coloca à disposição dos acionistas minoritários vários instrumentos para assegurar-lhes certos poderes. Em alguns casos, basta ter a titularidade de apenas uma ação para ter acesso a esses instrumentos; em outros exige-se um percentual mínimo do capital.


ØLiquidação e Custódia


··Liquidação
··
·
··
··Atualmente, a CBLC (Cia Brasileira de Liquidação e Custódia) é a responsável pela liquidação de operações de todo o mercado brasileiro de ações.
·
·
··Custodia ações de companhias abertas, certificados de privatização, debêntures, certificados de investimento e quotas de fundos imobiliários.
··
·
··
·
··uNo mercado à vista, vigora atualmente o seguinte calendário de liquidação:
··
··
·
···D+0 - dia da operação;
··
···D+1 - prazo para os intermediários financeiros especificarem as operações por eles executadas junto à bolsa;
··
···D+2 - entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC;
··
···D+3 - liquidação física e financeira da operação.
··
··
·
·
··Custódia


A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia herdou os serviços de custódia que a Bolsa de Valores de São Paulo vinha prestando desde 1974.


O Serviço de Custódia Fungível CBLC é um produto dinâmico e em constante expansão, desenvolvimento e aperfeiçoamento. Diversas medidas visando o aprimoramento dos serviços de custódia e a manutenção do alto nível de qualidade e confiabilidade sempre foram o objetivo da BOVESPA. Esse elevado nível de qualidade e de segurança dos serviços de custódia continua a ser uma meta da CBLC.


Além de atuar como depositária de ações de companhias abertas, a estrutura dos sistemas utilizados pelo Serviço de Custódia CBLC foi desenvolvida para prover o mesmo tipo de serviço para outros instrumentos financeiros como, por exemplo, certificados de privatização, debêntures, certificados de investimento, quotas de fundos imobiliários e títulos de renda fixa.


Obs: Praticamente todos os valores em custódia na CBLC são mantidos em forma escritural (99%), uma vez que atualmente no Brasil poucas companhias ainda emitem certificados físicos.


ØTítulos Negociados no Mercado de Capitais:

1 ADR (American Depositary Receipts)
ADR são certificados que representam ações de empresas não americanas, negociados nas principais bolsas dos EUA.
Esses certificados são emitidos por uma instituição financeira que é denominada "depositária" dos recibos, tendo como lastro valores mobiliários emitidos pelas respectivas empresas em seus países. O lastro fica depositado em uma instituição de custódia do país emissor.
Por exemplo. A empresa XPTO com ações na bolsa de Madrid deposita 20% de suas ações emitidas em uma instituição de custódia de seu país. Ao mesmo tempo um banco nos EUA emite o ADR em bolsa, tendo como lastro as ações depositadas.
O ADR representa então de forma indireta o capital social da empresa. A instituição financeira é responsável pela segurança da emissão.


O Bank of New York é o principal depositário nos EUA de ADRs. Existem depósitos de empresas de todo o mundo.

O Bank of New York criou índices de ADR, denominados de ADR Index, contendo os ADRs mais representativos de cada país.

1Existem 4 índices principais:

-Composite;
- Europe;
- Asian;
- Latin American.


{SEC (Security Exchange Comission) = CVM // CFTC (Commodity Futures Trading Commission) = BM&F}

ØPrincipais caracteristicas dos Certificado de Depósito - ADR

§O ADR (American Depositary Receipt) é um recibo negociável que representa a propriedade de ações emitidas por empresas não-americanas;

§Foi desenvolvido para permitir que investidores americanos tivessem acesso ao mercado de ações de outros países, através da Bolsa de Valores Americana, em condições e práticas muito semelhantes àquelas existentes nos EUA;

§No caso de emissão de ADRs por empresas Brasileiras, as ações ficam depositadas em um banco custodiante no Brasil e servem de lastro para a emissão do ADR, que será negociado junto a Bolsa de Valores de Nova Iorque;

§É sempre com base nessas ações (lastro) que um banco nos Estados Unidos emite o ADR;

§O ADR concede ao acionista que o possui, o direito sobre todos os dividendos, subscrições, bonificações, além do ganho de capital;

§Os investidores podem converter seus ADRs em ações da companhia e negociá-las no Brasil se assim quiserem;

§O DR (Depositary Receipt) também permite, além da negociação de ações de uma empresa Brasileira nos EUA, a eventual captação de recursos no mercado internacional - não só nos Estados Unidos (ADR), mas em outros mercados como Europa e Ásia.

uOs programas de ADR consideram 3 (três) categorias:


üNível 1 (Divulgação)

··Negociados no mercado de balcão;
·Emitidos com base em ações que foram depositadas no banco custodiante;
·Não há oferta paralela dos títulos custodiados nos Estados Unidos;
·A companhia não capta recursos - são ações já existentes;
·Não provoca alterações no balanço da companhia.

üNível 2 (Consolidação)

··Negociados numa bolsa de âmbito nacional dos Estados Unidos;
·Emitidos com base em ações que foram depositadas no banco custodiante;
·Não há oferta paralela dos títulos custodiados nos Estados Unidos;
·A companhia não capta recursos - são ações já existentes;
·Não provoca alterações no balanço da companhia;
·As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP (Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos nos Estados Unidos).

üNível 3 (Realização)

··Negociados numa bolsa de âmbito nacional dos Estados Unidos;
·Emitidos com base em novas ações emitidas e depositadas no banco custodiante e vinculados a uma oferta pública nos Estados Unidos;
·A companhia capta recursos - são ações novas;
·Provoca alterações no balanço da companhia;
·As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP (Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos nos Estados Unidos);

Obs: O DR é um instrumento que permite que ações de uma empresa sejam negociadas em países diferentes do seu país de origem.

1BDR - Brazilian Depositary Receipt

Operação inversa ao ADR, os BDRs são certificados representativos de valores mobiliários de emissão de companhia aberta, ou assemelhada, com sede no exterior e emitidos por instituição depositária no Brasil.

Participantes do Programa:

I - Instituição custodiante - a instituição, no país de origem dos valores mobiliários, autorizada por órgão similar à CVM a prestar serviços de custódia;

II - Instituição depositária ou emissora - a instituição que emitir, no Brasil, os correspondentes certificados de depósito, com base nos valores mobiliários custodiados no país de origem;

III- Empresa patrocinadora - a companhia aberta, ou assemelhada, com sede no exterior, emissora dos valores mobiliários objeto dos certificados de depósitos, e que esteja sujeita à supervisão e fiscalização de entidade ou órgão similar à CVM.

Somente serão aceitos valores mobiliários de emissão de companhias abertas, ou assemelhadas, com sede em países cujos órgãos reguladores tenham celebrado com a CVM acordo de cooperação sobre consulta, assistência técnica e assistência mútua para a troca de informações.


Obs: Poderão ser instituídos programas de BDR's patrocinados ou não pela companhia aberta, ou assemelhada,emissora dos valores mobiliários objeto dos certificados de depósitos, os quais deverão ser previamente registrados na CVM.


ØTítulos Negociados no Mercado de Capitais:

1Commercial Papers

Assim como as debêntures, os commercial papers são títulos de dívida emitidos por empresas, que podem ou não ser financeiras. Contudo, ao contrário das debêntures, têm um prazo mais curto de duração, e são indicados para investidores interessados em aplicações de curto prazo. O prazo mínimo dos commercial papers é de 30 dias e o máximo de 360 dias. Os recursos obtidos com a emissão dos commercial papers em geral são usados para financiar as atividades de curto prazo da empresa, ou necessidades de capital de giro, como compra de estoques, pagamento de fornecedores, etc.

1Rentabilidade

A rentabilidade dos commercial papers é definida pelos juros pagos pela empresa ao investidor, juros estes que podem ser pré-fixados (maioria dos casos), pós-fixados, neste caso baseado no desempenho de um indexador definido no contrato. Também existe a possibilidade de emissão de commercial papers em dólares, que são uma boa alternativa para quem está buscando aplicar em dólar. Por se tratar de emissões de curto prazo, a garantia da operação em geral está vinculada à situação financeira da empresa. Da mesma forma que com as debêntures, há a necessidade de registrar a emissão junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e contratação de uma instituição financeira para a intermediação.
Se desejar é possível vender um Commercial Paper antes do vencimento para outro investidor, para isso basta transferir a sua titularidade através de endosso. Por outro lado, a empresa também pode resgatar antecipadamente, mas para isso é preciso que tenha decorrido o prazo mínimo de 30 dias.
Garantias:

2Impostos

Como nas demais aplicações em renda fixa, a alíquota de imposto de renda que incide sobre os rendimentos é de 20%, sendo que cabe a instituição responsável pelo pagamento dos rendimentos recolher este imposto diretamente na fonte.

3Colocação/Negociação no Mercado

A colocação de Commercial Paper ouNotas Promissórias no mercado primário, por intermédio de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, mediante contrato de distribuição e, se for o caso, de garantia de colocação, será feita da seguinte forma:

§em mercado de balcão; e
§em mercado de balcão organizado (CETIP, SOMA, BOVESPAFIX).

No mercado secundário podem ser negociadas somente no mercado de balcão organizado sendo a CETIP o mais usual.

4Registro

Devem estar registradas no CETIP, ou em outro sistema de custódia e de liquidação autorizado pelo Banco Central, para que possam:
§ser objeto de operações de intermediação praticadas pelas instituições financeiras e demais sociedades autorizadas a funcionar pelo Banco Central;
§integrar as respectivas carteiras e as relativas aos fundos administrados pelas referidas instituições; e
§integrar as carteiras das sociedades seguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas e fechadas de previdência privada.

A emissão deverá ser registrada na CVM e, por se tratar de emissão escritural, na Cetip/SND (Sistema Nacional de Debêntures), onde são realizados os controles de transferências e efetuadas as liquidações financeiras das operações. O registro na CETIP não é obrigatório, mas os investidores qualificados ficam impedidos de adquirilos caso não estejam ali custodiados.
··Debêntures
São títulos emitidos pelas empresas com prazo certo e remuneração certa, que têm como garantia os ativos das empresas. As empresas emitem debêntures para se auto financiar - é como se a empresa obtivesse um empréstimo a longo prazo em troca dos títulos, ou seja, na verdade você está emprestando dinheiro para a empresa, correndo risco de que elas não venham honrar seus compromissos. Para tornar suas debêntures mais atrativas para os investidores, algumas empresas dão garantias na emissão de debêntures. É um investimento atraente, pois os juros são altos. Nas grandes empresas de capital aberto os riscos são baixos uma vez que os balanços das empresas são públicos, ou seja, são divulgados para o conhecimento de todos.

Instituições Participantes: Além de compradores e vendedores de valores mobiliários, atuam neste segmento várias instituições financeiras exercendo diversas funções - como de intermediação, assessoramento ao emissor e liquidação financeira -, reguladas pelo CMN - Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil e CVM - Comissão de Valores Mobiliários.

O Emissor: Empresas não-financeiras que obtiveram, junto a CVM, registro de companhia aberta para a emissão de debêntures. As sociedades de arrendamento mercantil (leasing) também podem emitir, desde que obtenham aprovação do Banco Central.

O Underwriter: A empresa interessada em emitir debêntures é obrigada a contratar uma instituição financeira que faça parte do sistema de distribuição. Consideram-se underwriters os bancos de investimento, bancos múltiplos com carteira de investimento e corretoras e distribuidoras de valores, devidamente autorizados pela CVM para esta finalidade.

UNDERWRITER e EMISSOR acertam o tipo de garantia a ser oferecida, a partir da qual são definidos os custos, considerando-se as comissões de coordenação e colocação.

Basicamente, existem três tipos de garantia de emissão de debêntures: Firme (stand by); Regime de Melhores Esforços (best effort); e Mista - combinação de ambas.

2Garantia Firme: o emissor recebe os recursos oriundos da emissão, independentemente da aceitação ou não dos papéis pelo mercado. Nesse caso, o intermediário financeiro subscreve o total dos títulos não colocados no prazo contratual e é remunerado com comissões de coordenação, garantia e colocação;
3Regime de Melhores Esforços - não há nenhum compromisso do intermediário financeiro com a colocação da totalidade dos títulos. Sua remuneração corresponde somente às comissões de coordenação e colocação, já que o esforço de venda será apenas no sentido de colocar no mercado a maior quantidade possível dos títulos previstos em contrato.

As debêntures não dão direito aos lucros ou bens da empresa.

As debêntures podem ter remuneração pré-fixada ou fixada em um índice mais juros.

A rentabilidade também é definida pela valorização dos títulos. As debêntures podem ser adquiridas através dos bancos ou instituições financeiras, oferta pública (neste caso o papel pode ser negociado entre investidores) ou venda direta (onde o comprador fica com o papel até o vencimento). A liquidez depende do interesse de outros compradores, ou seja, quando você compra os títulos eles têm um prazo estipulado para empresa resgatar (normalmente o prazo é de 2 a 3 anos). Se você quiser vendê-los antes deste prazo terá que fazê-lo para qualquer outro comprador interessado.

Considerando os custos de toda operação que envolve a emissão da debênture não é economicamente viável uma emissão com prazo inferior a um ano.

A Decisão-Conjunta no. 003 - Banco Central do Brasil e CVM, de 07/02/96, introduziu uma diferenciação nas condições de remuneração das debêntures. Fica proibido oferecer mais de um indexador como forma de remuneração. Continuam proibidas todas as emissões em variação cambial.

A tributação é de 20% de imposto de renda sobre os juros pagos mais 20% de imposto de renda sobre o rendimento líquido do título. Há incidência regressiva de IOF no caso de resgate antes de 30 dias e são descontados diretamente da conta do comprador (retido na fonte).
··Tipos de Debêntures:
··
··Conversíveis: são aquelas que permitem aos seus detentores, observados os prazos e condições constantes da escritura de emissão, converter seus títulos em ações de emissão da própria empresa;
·Simples: são aquelas que não dispõem de mecanismo acima descrito.

1Formas de Debêntures: As debêntures podem ser nominativas ou escriturais.
1. Debêntures Nominativas: são aquelas em cujos certificados consta expressamente o nome do titular. A transferência é feita mediante registro, em livro próprio mantido pela companhia, e substituição do certificado por outro em nome do novo titular. Sua evolução acompanha o desenvolvimento do mercado de debêntures e, em particular, o de emissões de empresas de leasing, que vem aumentando sua participação.
2. Debêntures Escriturais: também são nominativas, embora não exista a emissão do certificado. São mantidas em contas de depósito, em nome de seus titulares, em instituição financeira depositária designada pela emissora.

ü Hierarquia de Debêntures de acordo com os tipos de Garantias:
§Garantia real: direitos do investidor são garantidos por um ativo da empresa, que não podem ser negociados até que as obrigações com os investidores sejam quitadas por completo. O valor da emissão está limitado a 80% do valor do ativo que a garante;
§Garantia flutuante: o investidor tem privilégio sobre um ativo da empresa sem que com isso este deixe de ser negociado, o valor da emissão da debênture está limitado a 70% do valor do ativo dado em garantia;
§Garantia sem preferência (quirografária): não há qualquer garantia real para o investidor, que em caso de falência concorre em pé de igualdade com os demais credores sem preferência da empresa para receber seus direitos. Emissão está limitada ao valor do capital da empresa que emitiu;
§Garantia subordinada: debêntures sem garantia podem contar com cláusulas de subordinação, garantindo a preferência somente em relação aos acionistas com relação ao recebimento dos seus direitos. Neste caso não há limites para a emissão.

1Assembléia Geral de Acionistas ou Reunião do Conselho de Administração

1Decide e estabelece todas as condições da emissão de debêntures;
2Escolhe uma instituição financeira (banco múltiplo, de investimento, corretora ou distribuidora de valores) para estruturar e coordenar todo o processo da emissão;
3Essa instituição financeira é denominada coordenador-líder.

Papel da Instituição Intermediária: Embora a responsabilidade primária sobre as informações prestadas seja da companhia, cabe ao intermediário, que lidera a colocação, verificar se são fidedignas e suficientes para a tomada de decisão pelos investidores.

Coordenador - Líder
1Responsável pela modelagem da operação;
2Transformação da empresa em Sociedade por Ações e obtenção de registro de companhia aberta, caso necessário;
3Preparação da documentação e registro da emissão pública junto à CVM Formação do consórcio de distribuição;
4Apresentações (road-shows);
5Colocação dos títulos junto aos investidores;
6Realização de uma diligência (due diligence process) sobre as informações da emissora que serão distribuídas ao público investidor e utilizadas para a elaboração do prospecto de emissão.


Papel do Banco Mandatário: O Mandatário é o banco responsável pela confirmação financeira de todos os pagamentos e movimentações efetuadas pelo emissor. Tem a função, também, de confirmar os diversos lançamentos tais como, pedidos de depósito e retirada do mercado secundário, conversões, permutas, pedidos e/ou desistências fora do prazo determinado pelo emissor, não repactuação e/ou opção de venda. Esta função só pode ser exercida por bancos comerciais ou múltiplos com carteira comercial.

Papel do Agente Fiduciário: Os debenturistas formam um condomínio representado perante a empresa emitente por um agente fiduciário. Este deve zelar pelos direitos dos debenturistas. É uma terceira parte envolvida num contrato de debênture. Pode ser um indivíduo, uma empresa ou um departamento de crédito de um banco. É de sua responsabilidade assegurar que a emitente cumpra as cláusulas da escritura. Ele atua em favor dos possuidores de debêntures, muitas vezes participando até da elaboração efetiva do contrato.


üOferta Pública e/ou Oferta Pública inicial - IPO

A regulamentação sobre ofertas públicas é regida pela Instrução CVM nº400. Oferta pública é basicamente uma operação para a venda de títulos e valores mobiliários, com intermediação de instituição financeira, com esforço de venda e divulgação pública da oferta aos investidores, distribuição de prospectos etc. As ofertas públicas podem ser para venda tanto de ações como qualquer outro valor mobiliário como, por exemplo, debêntures e notas promissórias ou commercial papers.

A oferta pública de titulos e valores mobiliários pode incluir:

··Underwriting: Oferta primária ou aumento de capital;
··Block trade: Oferta secundária (ações já existentes, em poder de algum acionista)

A forma de distribuição deve ser previamente estabelecida nos documentos de pedido de registro na CVM. A empresa emissora e os intermediários da oferta definirão a forma de venda, que poderá ser:

·Balcão ou Leilão em bolsa;
·Oferta de Varejo.

Obs: A formação de preços (precificação) mais usada nas ofertas públicas é o processo de bookbuilding.


Bookbuilding: É a ferramenta mais usada no Brasil p/ a realização de ofertas públicas de valores mobiliários. É por meio desse processo que os compradores estipulam a qdte. do ativo que deseja adquirir e o preço que estão dispostos a pagar.

Underwriting: É a operação de distribuição primária de títulos de valores mobiliários, ou seja, a primeira venda dos títulos após sua emissão. Tal processo é conduzido por instituição financeira contratada pela emissora, denominada coordenador-líder ou underwriter.


Block-trade: Consiste em colocar no mercado um lote de ações pertencente a um acionista ou grupo de acionistas por meio de um leilão, em que se parte de um preço mínimo e se fecha a operação no preço máximo obtido.


Quando uma empresa abre o capital, ou seja, registra suas ações pela primeira vez para negociação em mercado de balcão organizado e bolsas de valores, ela está fazendo um Initial Public Offering ou IPO. Para realizar um IPO a empresa precisa ser de capital aberto e ter suas ações listadas em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. Para ser de capital aberto é necessário solicitar autorização da Comissão de Valores Mobiliários, para obter o registro de Companhia Aberta. A empresa deve também cumprir uma série de exigências que visam dar proteção aos novos sócios (acionistas minoritários) e estar constituída na forma jurídica de uma sociedade anônima.

O IPO de ações pode ser por emissão de novas ações - emissão primária - ou por venda de ações já existentes - oferta secundária.

A oferta pública de ações envolve várias etapas, como definição do preço de emissão, montante a ser captado, adaptação de estatutos sociais, contratação de instituição para efetuar a colocação das ações junto no mercado, registro na CVM e na bolsa de valores, marketing da operação, adoção de uma política de disclousure de informações e procedimentos legais. Todas as informações sobre a oferta pública e a empresa devem estar descritas no prospecto.

Com o objetivo de melhorar as práticas de Informações ao Mercado e das informações presentes nos prospectos das ofertas, a ANBID instituiu em 1998 o Código de Auto-Regulação para Ofertas Públicas da ANBID, que entrou em vigor em janeiro de 1999.

ØBanco Coordenador ou Líder

Na oferta pública de ações, debêntures, notas promissórias (commercial papers) e demais valores mobiliários é necessária à intermediação de uma instituição financeira que poderá ser uma corretora ou distribuidora de valores mobiliários e, normalmente, um banco de investimento. A colocação dos títulos no mercado se processa conforme as condições estipuladas no contrato de distribuição, firmado entre a empresa emissora e a instituição financeira líder ou banco coordenador.

1O banco coordenador tem as seguintes funções e responsabilidades:

§Avaliar a viabilidade da oferta e as condições de sua colocação no mercado.
§Elaborar o projeto com as informações da emissão.
§Elaborar toda a documentação exigida pela CVM e controlar a colocação, do lançamento ao encerramento do processo.
§Assessorar a empresa em todas as etapas da distribuição e solicitar o registro junto a CVM.
§Organizar o consórcio (pool) de instituições participantes da distribuição se for o caso.
§Agir com diligência (Due Diligence) para assegurar que as informações são verdadeiras e suficientes aos investidores.
§Promover a apresentação da empresa (road show).
§Fixar, no procedimento de book building, uma faixa de flutuação de preço ou taxa, na coleta de intenções de investimento.

Due Diligence: Processo de verificação dos negócios e atividades da empresa para disponibilizar aos investidores as informações suficientes e precisas para decidir a respeito da oferta.

1São dois os tipos de colocação:

§Oferta Firme: o banco coordenador compromete-se a adquirir os títulos não colocados no mercado.
§Melhores Esforços: o banco coordenador devolve à empresa os títulos não colocados no mercado.


Ø Banco Escriturador

A atividade do Agente Escriturador está ligada à empresa emissora de ações e/ou debêntures e ao administrador de fundos de investimento fechados, e compreende:

1Manutenção do cadastro dos investidores;
2Escrituração de documentação legal;
3Transferência de titularidade em negócios realizados em mercado de balcão;
4Conversão em ações, no caso de debêntures conversíveis;
5Emissão de avisos, informes e extratos aos investidores;
6Atendimento aos órgãos reguladores e bolsas de valores.

Banco Escriturador: responsável pela escrituração e registro, em um sistema eletrônico, de títulos e valores mobiliários.

ØBanco Mandatário

A atividade do Banco Mandatário se processa junto aos depositários e clearing houses (CETIP e CBLC), através de sua conta de reserva bancária no Banco Central. Estas clearings houses ou câmaras de compensação são as responsáveis pela liquidação das operações, sob a proteção de mecanismos de garantias.

O Banco Mandatário: é a instituição financeira contratada pela efetivação das liquidações financeiras entre a empresa emissora e instituições do sistema de liquidação.

1 Banco Custodiante

A atividade do Custodiante está ligada ao investidor pelos seguintes serviços:

1Cadastro nas instituições onde o cliente deve ser representado;
2Liquidação física e financeira da operação;
3Guarda e movimentação dos títulos;
4Administração dos direitos dos ativos, juros, dividendos, subscrição, etc.;
5Envio de informações aos órgãos reguladores.

Banco Custodiante: executa a liquidação, o controle e a guarda dos ativos junto aos depositários.
ØGovernança corporativa

A Comissão de Valores Mobiliários define governança corporativa como o conjunto de práticas que tem por finalidade aperfeiçoar o desempenho de uma companhia ao proteger todas as partes interessadas, tais como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente, transparência, eqüidade de tratamento aos acionistas e prestação de contas.

Para os investidores, a análise das práticas de governança auxilia na decisão de investimento, pois determina o nível e as formas de atuação que estes podem ter na companhia.

Os objetivos são a transparência e o compromisso da atuação da diretoria da empresa conforme o mandato que lhes foi confiado.


A boa governança corporativa proporciona aos acionistas a gestão estratégica de sua empresa e o efetivo monitoramento da direção executiva.


?As principais ferramentas que asseguram o controle da propriedade sobre a gestão são:

··o conselho de administração,
·o conselho fiscal; e a
·auditoria independente.


Obs: No Brasil, entre as principais iniciativas de estímulo e aperfeiçoamento ao modelo de governança das empresas destaca-se a reforma na Lei das S.A., a criação do Novo Mercado pela Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa, as novas regras de investimento por parte de fundos de pensão e o projeto de reforma das demonstrações contábeis.


?Classificação, nível I, II e Novo Mercado:

Nível I: mais informações e dispersão acionária

As companhias Nível 1 se comprometem, principalmente, com melhorias na prestação de informações ao mercado e com a dispersão acionária. Segundo o site do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), as principais práticas incluem a manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações (representando 25% do capital), a realização de ofertas públicas de ações para uma dispersão do capital e a melhoria nas divulgações das informações trimestrais.

Também são práticas desse nível a divulgação de informações sobre contratos com partes relacionadas, a divulgação de acordos de acionistas e programas de stock options, e o anúncio de um calendário anual de eventos corporativos, através da APIMEC - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais.

Nível II: Mais algumas exigências

Para a classificação no Nível 2, a empresa precisa atender as exigências do Nível 1 e, além disso, adotar outras práticas de governança e de direitos adicionais para os acionistas minoritários.

Os critérios incluem mandato unificado de um ano para todo o Conselho de Administração; a disponibilização de balanço anual seguindo as normas US GAAP ou do IASB; e a extensão para os acionistas de ações ordinárias das mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia. Para os detentores de ações preferenciais, os direitos são de no mínimo 70% deste valor.

Outras exigências para participar do nível II incluem o direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias; a obrigatoriedade de realizar oferta de compra das ações em circulação nas hipóteses de fechamento do capital; e adesão à Câmara de Arbitragem para resolução de conflitos societários.
··Novo mercado
··
O Novo Mercado é um segmento da Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa, com regras diferenciadas, destinado à negociação de ações emitidas por empresas que se comprometem, voluntariamente, a aderir práticas de governança corporativa e disclosure (informações relevantes sobre a situação financeira da empresa) adicionais e de vanguarda em relação ao que é exigido pela legislação. Ele foi instituído pela Bovespa com o objetivo de fortalecer o mercado de capitais nacional e atender aos anseios dos investidores por mais transparência de informações com relação aos atos praticados pelos controladores e administradores da companhia.
·
··O Novo Mercado é o nível mais avançado em termos de transparência e governança corporativa.
··
··Obs: As primeiras migrações do mercado tradicional para as listagens diferenciadas (níveis 1, 2 e Novo Mercado) ocorreram em junho de 2001, seis meses depois da criação dos novos segmentos. Na mesma época, a Bovespa começou a divulgar um novo índice de desempenho no mercado, o índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC).
··
·Há uma série de requisitos para que uma empresa liste suas ações no Novo Mercado, mas seu principal avanço está na exigência de dois itens que nem mesmo a legislação obriga para uma empresa aberta:
·
··§ter apenas ações ordinárias emitidas e negociadas no mercado;
·§oferecer para todos os acionistas as mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia (tag along).
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Stock options (Opções de ações)
Os funcionários recebem opções de compra de ações da empresa no futuro. Se as ações valorizarem, eles podem exercer a opção, obtendo lucro. Se as ações desvalorizarem, eles não exercem as opções e não perdem nada. Restricted stocks (Opções de ações)Nesse programa os funcionários de uma empresa recebem um lote de ações e ganham mesmo se houver baixa na bolsa.Free floatManutenção de um percentual de ações da empresa disponível para negociação em bolsa.Lock-up PeriodPeríodo após a colocação primária das ações durante o qual os controladores (acionistas originais) não podem vender suas ações. As empresas que se listarem no NM, devem seguir a seguinte regra: até o 6o. mês seguinte à oferta inicial, os controladores não podem vender nenhuma ação e do 7o. mês até o final do 1o. ano, após a emissão, podem vender, no máximo, 40% de suas ações. O objetivo é transmitir maior segurança ao investidores de que os empreendedores, ao realizarem uma oferta de ações, não pretendem se desfazer das ações da empresa, mas sim buscar sócios p/ financiar a expansão de suas atividades.Silent Period A fim de assegurar a formação correta de preços e prevenir-se contra a publicação de informações não autorizadas sobre previsões de lucro ou qualquer outra informação importante antes de seu anúncio oficial, o silent period constitui-se de um período em que a empresa restringe-se de fazer comentários públicos até a publicação oficial de seu balanço.Tag Along (Lei das S/A, artigo 254-A)Assegura que a alienação, direta ou indireta, do controle acionário de uma companhia somente poderá ocorrer sob a condição de que o acionista adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das demais ações ordinárias, de modo a assegurar a seus detentores o preço mínimo de 80% do valor pago pelas ações integrantes do bloco de controle.Aquisição Originária de Controle Trata-se de um modelo jurídico, em que o novo controlador assume o comando dos negócios sem ter comprado a empresa. Ou seja, em tese não há venda, no sentido previsto pelo regulamento do Novo Mercado, pois o que acontese na prática nestes casos, é um aumento de capital que diluiu a participação de todos os acionistas.
ØÍndices de Referencias

Um índice de ações indica a variação média de preços de uma cesta de ações, chamada carteira teórica, em um determinado período. Seus valores são expressos em pontos e sua variação é medida em percentual. Os índices vão se diferenciar de acordo com os segmentos que representam. Suas carteiras podem representar determinados setores industriais, papéis mais negociados, maiores empresas, níveis de governança corporativa diferenciados ou outra categoria específica. Cada índice é criado a partir de regras específicas que elegem os papéis que vão compor sua carteira e serve como ponto de referência (benchmark) para medir o desempenho de determinado mercado, conjunto de empresas ou ações de um setor específico. Os índices têm como unidade de medida o "ponto". Ele representa um valor absoluto, cuja função é a de servir de instrumento de comparação: ele permite a análise de variação do valor de uma carteira de ativos ao longo do tempo. A rentabilidade é representada pela variação dos pontos do índice. Ou seja, divide-se o valor do índice em uma determinada data pelo valor do índice na data de referência passada, subtrai-se 1 (um) do resultado obtido nessa operação e multiplica-se o resultado por 100 (cem) para se obter a rentabilidade em termos percentuais da carteira.
?Cumprem basicamente três objetivos:
§são indicadores de variação de preços do mercado;
·§servem de parâmetros para avaliação de performance de portfólios; e
·§podem ainda servir como instrumentos de negociação no mercado futuro.

··Ibovespa
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··Mede o comportamento das ações mais negociadas e indica o desempenho médio das cotações de uma carteira teórica de ações negociadas no pregão. A carteira considerada possui ações de 55 empresas, selecionadas entre as que representaram 80% do volume negociado no mercado nos últimos 12 meses. Os papéis do Ibovespa também devem ter presença mínima de 80% dos pregões analisados e participação superior a 0,1% do volume financeiro total. Essa carteira teórica é revisada a cada quatro meses.
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··üISE
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··BOVESPA, em conjunto com várias instituições - ABRAPP, ANBID, APIMEC, IBGC, IFC, Instituto ETHOS e Ministério do Meio Ambiente - decidiram unir esforços para criar um índice de ações que seja um referencial para os investimentos socialmente responsáveis, o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial.
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··IbrX100
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··Índice Brasil, também calculado pela Bovespa e que mede o desempenho das 100 ações mais negociadas, ponderado pelo seu valor de mercado (número de ações disponíveis no mercado multiplicado pelo valor da ação). Os papéis são escolhidos em uma relação de ações classificadas em ordem decrescente por liquidez, de acordo com seu índice de negociabilidade (medido nos últimos 12 meses) e tendo sido negociadas em pelo menos 70% dos pregões ocorridos nos 12 meses anteriores à formação da carteira.
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··IbrX50
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··O IBrX 50 tem as mesmas características do IBrX, mas apresenta a vantagem operacional de ser mais facilmente reproduzido pelo mercado porque tem um número menor de ações. O IBrX 50 é um índice que mede o retorno total de uma carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa em termos de liquidez, ponderadas na carteira pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação.
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··IEE
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··Índice das Empresas de Energia Elétrica, também calculado pela Bovespa. Trata-se de um índice setorial que mede o comportamento das ações das principais empresas de energia elétrica. Foi lançado em agosto de 1996 com o objetivo de medir o desempenho do setor de energia elétrica e foi o primeiro índice setorial da Bovespa.
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··IGC

O Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada, tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar classificadas nos Níveis 1 ou 2 da Bovespa.

1IVBX -2

É o Índice Valor Bovespa. O indicador é resultado de uma parceria entre a Bolsa de Valores de São Paulo e o Jornal Valor Econômico, sendo o primeiro índice brasileiro constituído por ações de segunda linha nobre.O IVBX-2 é formado por ações de 49 empresas e é derivado do Índice Brasil (IBX). O novo índice exclui as dez companhias de maior liquidez do IBX, bem como as dez com maior valor de mercado. Os papéis que compõem o IVBX-2 são ponderados por seu valor de mercado, processo que evita a concentração do índice em ações altamente líquidas.

1MID LARGE CAP & SMALL CAP
Criados pela BM&FBOVESPA, em 12/09/08, esses índices têm por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de modo segmentado, sendo que o Mid Large medirá o retorno de uma carteira composta pelas empresas listadas de maior capitalização, e o Small Cap medirá o retorno de uma carteira composta por empresas de menor capitalização. As ações componentes serão selecionadas por sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação.
··Análise de Investimentos em Ações
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··Como as ações reagem com o mercado
··Quem quer investir em ações não pode esquecer que o mercado é um espelho que reflete as condições das empresas. Companhias que estão crescendo, gerando lucros e pagando bons dividendos tendem a ter preços atraentes para seus papéis. O desafio para o investidor é conseguir comprar essas ações antes que elas atinjam o chamado preço-alvo, que no jargão do mercado significa o preço-limite de um papel, já embutida a valorização tecnicamente esperada.
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·O mercado de ações sempre vai reagir aos indicadores macroeconômicos, mas isso não significa que o comportamento da Bolsa é ditado por esses indicadores. Muitas vezes, um evento em determinado setor ou empresa pode refletir no comportamento de uma ação em particular. Se esta ação tiver um peso relevante no Ibovespa, por exemplo, esse evento específico pode causar um impacto no índice. Dessa forma, o comportamento do índice é fortemente influenciado por uma particularidade do setor ou da empresa.
··Alta dos juros
··A Bolsa tende a reagir com queda à alta de juros
. Isso ocorre porque a alta da taxa de juro pode provocar uma retração no consumo que, por sua vez, vai provocar uma queda no lucro das empresas.
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··O preço de uma ação reflete a expectativa de lucro da empresa, assim, neste cenário, os investidores tendem a vender seus papéis, fazendo com que o preço da ação caia.
··Crescimento da economia
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O mercado de ações, em geral, reage com alta ao crescimento da economia. Sempre que há uma alta do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país e um dos principais indicadores da atividade econômica, o preço das ações tende a reagir com alta.
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··Isso ocorre porque, ao contrário do efeito das altas da taxa de juros, o crescimento econômico tende a provocar um aumento na receita e nos lucros por ações dessas empresas, o que provoca uma alta no preço dos papéis.
··Alta do dólar
··Não há uma correlação determinada entre a alta do dólar e o Ibovespa
. A reação do mercado a alta da moeda americana pode variar muito ao longo do tempo.
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··?O que ocorre é um impacto significativo em alguns grupos de ações.
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··· As ações de empresas das exportadoras, por exemplo, reagem com alta, pois essas empresas têm uma receita em dólar e são favorecidas com uma valorização da moeda americana.
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··· Já as empresas que têm dívida em dólar sofrem o efeito contrário. Como suas obrigações são em dólar, os lucros dessas empresas é pressionado para baixo por conta do aumento dos seus gatos com o pagamento de dívida.
··üAlta da inflação
··O mercado de ações pode apresentar dois movimentos distintos como reflexos à alta gradual da inflação.
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Se a economia começar a apresentar altas gradativas das taxas de inflação, a tendência é de que o mercado apresente uma queda. Isso ocorre porque os investidores vão esperar que o governo responda a alta gradual da inflação promovendo uma alta nas taxas de juro.No entanto, se a economia passar por uma onda explosiva de inflação, com os índices totalmente fora de controle, a tendência é de que o preço das ações tenha uma alta. Isso porque a ação representa uma fração de uma empresa, ou seja, um ativo real, e assim tende a ser uma boa proteção contra a inflação.
··Crises internacionais
··O mercado de ações tende a reagir com uma forte queda às crises internacionais
. Isso ocorre porque o Brasil ainda é muito dependente do capital estrangeiro para financiar seus investimentos.
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··Como o Brasil é um país emergente, com as crises externas, o investidor internacional tende a se retrair e procurar alternativas mais seguras, como as aplicações em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados os mais seguros do mundo.
··Riscos
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Risco é a possibilidade das coisas não saírem como planejado. Vai sempre existir, por melhor que tenha sido seu planejamento, porque é derivado do fato de o futuro ser incerto. O risco é natural a tudo que fazemos em nossas vidas. E nos investimentos não é diferente.
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Investir em ações traz alguns riscos, portanto, vale avaliar com critério a empresa da qual deseja comprar ações, observar os movimentos do setor a que pertence, as tendências de seus produtos, entre outras coisas. ?Tipos de riscos
Quando você compra a ação de uma empresa, está se tornando sócio dela, ou seja, está investindo no seu crescimento e desenvolvimento.
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uSão dois os principais tipos de riscos relacionados a investimentos em ações:
1) Risco de mercado:
Este tipo de risco é associado à possibilidade de desvalorização ou de valorização de um ativo (título público ou ação, por exemplo), devido às alterações políticas, econômicas, internacionais, entre outras.
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· É a possibilidade de ocorrer mudanças no valor do seu investimento associadas à notícia ou acontecimento que diz respeito direta ou indiretamente à aplicação que você escolheu. Um exemplo clássico é a bolsa de valores, que têm altas ou baixas em conseqüência de movimentos favoráveis ou desfavoráveis do mercado.

Exemplo: Quando algumas empresas anunciam que fecharão o ano com prejuízo devido a uma recessão no país, aumenta o número de acionistas dispostos a vender suas ações. Assim como em qualquer outro mercado, se há mais gente querendo vender (mais oferta), o preço cai e provavelmente a maior parte das ações também cairão de preço devido a recessão.

O risco de mercado é associado às oscilações dos preços dos ativos e esta oscilação é conhecida no mercado financeiro como volatilidade, ou seja, a oscilação de preço de um ativo em relação à sua média.
2) Risco de liquidez:
O risco de liquidez surge da dificuldade em se conseguir encontrar compradores potenciais de um determinado ativo no momento e no preço desejado.
Ocorre quando um ativo está com baixo volume de negócios e apresenta grandes diferenças entre o preço que o comprador está disposto a pagar (oferta de compra) e aquele que o vendedor gostaria de vender (oferta de venda). Quando é necessário vender algum ativo num mercado ilíquido, tende a ser difícil conseguir realizar a venda sem sacrificar o preço do ativo transacionado.

Exemplo: Algumas ações negociadas na bolsa de valores apresentam baixo volume de negócio e, quando um investidor precisa vender uma grande quantidade destas ações, acaba causando uma queda no seu preço. Mas isso necessariamente não significa que estas ações serão menos valorizadas. Para obter um excelente ganho com um investimento de baixa liquidez, deve estar consciente deste risco. Neste caso deve-se estar ciente de que pode levar algum tempo para vender as ação ao preço mais justo.
··Analise Técnica e Fundamentalista
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··Existem basicamente dois tipos de análises muito utilizadas pelo mercado na avaliação dos preços das ações:
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···Análise Técnica ou Gráfica;
·· Análise Fundamentalista.
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1. Análise Técnica: É o estudo dos movimentos passados dos preços e dos volumes de negociação de ativos financeiros, com o objetivo de fazer previsões sobre o comportamento futuro dos preços. Para os analistas técnicos, a resposta está nos gráficos de preços e volumes negociados das ações. Os gráficos traduzem o comportamento do mercado, e avaliam a participação de massas de investidores a induzir as formações de preços. Nessa análise, não importam os lucros obtidos e projetados, política de dividendos das empresas, expectativas para o setor de atividade, grau de endividamento, etc. O que importa são os fatores de procura e oferta internos de mercado, sendo importante entender a psicologia do mercado. De maneira resumida, é uma abordagem que utiliza gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e preço) para comprar e vender ativos.
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··Um Pouco de História: As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX. Dow junto com Edward D. Jones publicava um informativo financeiro que mais tarde seria o "The Wall Street Journal". Através do jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. O conjunto desses textos seria posteriormente reunido, gerando o que pode ser considerado o início da análise técnica: a teoria de Dow.
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2. Análise Fundamentalista: É uma metodologia para determinar o preço justo de uma ação fundamentada na expectativa de lucros futuros das empresas. O preço das ações nas bolsas não é o próprio preço justo, mas refletem uma média de expectativas entre compradores e vendedores da ação. A cotação de bolsa é um dado de mercado, enquanto o preço justo é uma avaliação individual. Nessa análise, as informações utilizadas geralmente envolvem níveis futuros e previstos da atividade econômica nacional, setorial e da empresa, além de considerações políticas que possam influenciar no comportamento de variáveis econômicas, afetando as taxas de retorno esperadas e o grau de incerteza a ela associado. O principal indicador que baliza o preço das ações é o Preço/Lucro (P/L).
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··Análise Técnica X Análise Fundamentalista:
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?As características principais da análise fundamentalista são:
···Tenta determinar um valor adequado que reflita a situação da empresa no presente e as expectativas futuras;
··O valor intrínseco inclui fatores difíceis de quantificar como posicionamento da empresa no mercado;
···Estuda as questões relativas à economia e perspectivas do segmento a que pertence a empresa;
··Avalia como ocorre o gerenciamento da empresa.
··?Características da análise técnica são:
··Analisa os dados gerados pelas transações como preço e volume;
··Utiliza os gráficos na busca de padrões;
·Visualiza a ação dos componentes emocionais presentes no mercado;
··Analisa as tendências e busca determinar alvos (até onde os preços irão se movimentar).
··As duas escolas têm por objetivo determinar o que comprar/vender e quando comprar/vender. Contudo, utilizam abordagens claramente diferentes para atingir esse objetivo.
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·· Importância da Análise Técnica:
Funciona porque o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e expectativas das pessoas. O valor de um ativo reflete o encontro entre os que acreditam que o ativo irá se valorizar (compra) versus aqueles que pensam o contrário (venda). Essas manifestações aparecem nos gráficos. As pessoas lembram-se dos valores em que ganharam ou perderam dinheiro. Dessa maneira, começa a formação de zonas de preços difíceis de ultrapassar, são as chamadas regiões de suporte e resistência. De modo semelhante, as tendências são formadas e a análise técnica oferece ferramentas que possibilitam medir a força da tendência e mesmo sua provável extensão. Outro fator importante é a crescente popularidade da análise técnica. Conforme ela ganha mais adeptos, mais pessoas passam a utilizar suas teorias e a perceber, simultaneamente, padrões de compra e venda, o que acaba por impulsionar o movimento de preço. Não podemos esquecer ainda o dinamismo da análise técnica. Durante o dia surgem diversas oportunidades de negócios, pois o mercado se repete e os mesmos padrões que uma pessoa observa em um gráfico de nível diário pode aparecer diversas vezes ao longo de um único pregão.

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