Mercadologia — Introdução ao Mercado e Trocas
Classificado em Economia
Escrito em em
português com um tamanho de 6,09 KB
Apresentação
- Apresentação do professor
- Apresentação da ementa e objetivos do curso
- Apresentação dos alunos
O Mercado — Principais Características
- Segundo a ciência econômica, as necessidades são constantemente crescentes e os recursos não crescem na mesma proporção — recursos escassos.
- Mesmo que a economia possua recursos suficientes para suprir a demanda por produtos/serviços, caso a sociedade não disponha desses produtos ou serviços, haverá uma demanda reprimida e, consequentemente, os preços tenderão a subir. Ex.: no Brasil, demanda por telefone antes da privatização.
- Excesso de oferta ou escassez de produtos — anomalias em uma economia.
O Sistema de Trocas
O sistema de troca pressupõe a existência de, no mínimo, dois indivíduos e/ou empresas: um com sobra de algum produto, outro com necessidade/desejo por esse mesmo produto e com sobra de outro produto, sendo considerado, ainda, preço e oportunidade.
As trocas remontam à antiguidade, quando o homem passou a produzir mais do que o necessário à sua subsistência com o objetivo de trocar o excedente por outro tipo de produto (escambo).
Fases do Sistema de Trocas
Troca na economia de subsistência
- Os alimentos ainda não eram produzidos, apenas extraídos da natureza — pescados ou caçados, com a finalidade de sobrevivência.
- O homem percebeu que, em alguns momentos, por exemplo, sobravam-lhe caças, mas faltavam-lhe frutas; a troca foi descoberta como forma de suprir a carência do que lhe faltava.
Troca sem intenção de ganho
- Nessa fase surge o escambo, que é a troca direta sem utilização de um instrumento intermediário.
- Com a intensificação das trocas, o processo foi ficando cada vez mais complexo, devido aos valores diferentes dos produtos, à impossibilidade de se dividir alguns produtos mais ou menos valiosos por outros de menor valor e à interferência de diversas pessoas que queriam trocar produtos diferentes.
- Nessa fase surge também o interesse por produtos para estoque — que não serão consumidos imediatamente, mas que podem ter maior valor de troca no futuro.
Surgimento da moeda
- Surgiu a ideia de ter um tipo de produto que facilitasse a troca, que não fosse perecível, pudesse ter valor de troca, ser guardado com facilidade e não perdesse o valor.
- Moeda: meio de pagamento reconhecido por determinada sociedade, uma reserva de valor, útil como denominador comum de valores, tinha poder de compra e constituía uma forma de preservar o capital.
- Tipos de moedas: conchas, sal (que originou a palavra 'salário'), pedaços de metais como ferro, cobre, chumbo e, finalmente, prata e ouro. Depois, moeda metálica e papel-moeda.
Troca para satisfazer às classes dominantes
- Com a intensificação das trocas e da busca por maiores ganhos, algumas pessoas conseguem se capitalizar, acumular capital — a classe dominante.
- Surgiu a sociedade capitalista, fundamentada em produzir determinados tipos de produtos com o objetivo de satisfazer as necessidades e os desejos das classes dominantes, principalmente com artigos de luxo.
- Nesse momento nasce a burguesia, representada pelos comerciantes, produtores agrícolas e produtores de manufaturados.
Troca com o objetivo de ganho
- A burguesia transforma-se na classe dominante, tendo no comércio o objetivo maior de enriquecimento.
- A produção se consolidou como meio de abastecer cada vez mais o crescente aumento da população e o surgimento de novas classes sociais e de pequenas cidades medievais, surgindo a necessidade de se produzir cada vez mais em larga escala e com custos menores.
- Final do século XVII: produção em maior escala — produção pré-industrial.
Troca e Produção Industrial
- A partir de 1700, dado o crescimento das cidades, é iniciada a produção por encomenda com a produção direcionada para o consumo imediato, sem existência de estoque.
- A venda por antecipação estava assegurada, pois havia poucos produtores industriais. Essa falta de produtores incentivou o ingresso de novas pessoas para a produção, o que, após certo tempo, gerou excedente de produção.
- Entre 1800 e 1850, nos EUA, iniciou-se a fase de produção especulativa, período em que os produtores passaram a produzir determinados produtos que julgavam ter certa demanda.
- Na segunda metade do século XIX, com a Revolução Industrial, difundiu-se a ideia de produção maciça, visando diminuir custos e aumentar lucros, minimizando os riscos a partir do aumento da demanda pelos produtos.
A Era do Produto
- A preocupação central passa a ser o produto, ao invés de ser a produção, o que levou as indústrias a oferecerem ao consumidor melhor qualidade, concepção, utilidade e desempenho.
- Nessa fase surgiu o conceito de gerência de produto, segundo o qual o profissional cuidaria de um ou mais produtos desde sua concepção até sua retirada do mercado e toda energia seria capitalizada para desenvolver bons produtos.
- Campanhas de marketing: 'Nós fazemos os melhores produtos do mercado.'
- Grande equívoco: focavam mais no produto do que na necessidade/desejo do consumidor.
A Era das Vendas
- Fase anterior: foco no produto. Excesso de oferta. Nessa fase: foco nas vendas.
- Nessa fase, o mais importante era vender quantidades cada vez maiores para escoar a produção.
- Período entre 1930 e 1932.
- O foco estava em desenvolver novas técnicas capazes de ajudar o vendedor a vender cada vez mais e qualquer coisa, sem se preocupar com as necessidades do consumidor.
A Era do Marketing
- O foco principal passa a ser a satisfação das necessidades e desejos dos clientes.
- Entender o comportamento do consumidor.
- Desenvolver produtos que satisfaçam os indivíduos, trazendo para a empresa oportunidade de lucros.