Mesopotâmia e Egito Antigo: Civilizações Fluviais

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Mesopotâmia - Introdução

A palavra Mesopotâmia tem origem grega e significa "terra entre rios". Essa região localizava-se entre os rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia, no Oriente Médio, onde hoje é o Iraque.

Vários povos antigos habitaram essa região, entre eles, podemos destacar: Sumérios, Acadianos, Babilônios, Cassitas, Assírios e Caldeus.

Os povos da antiguidade buscavam regiões férteis, próximas a rios, para desenvolverem suas comunidades. A região da Mesopotâmia era uma excelente região, pois garantia à população:

  • Água para consumo
  • Rios para pescar
  • Via de transporte pelos rios

Outro benefício oferecido pelos rios eram as cheias que fertilizavam as margens, garantindo um ótimo local para a agricultura.

No geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Na Mesopotâmia, eles praticavam a magia, a adivinhação (prever o futuro) e usavam a astrologia para descobrir a influência dos astros na vida dos humanos.

Acreditavam que as doenças eram um castigo imposto pelos deuses.

Os zigurates eram os templos religiosos, em formato de pirâmides, e serviam como locais de armazenagem de produtos agrícolas e também como templos religiosos.

Economia - Principais Atividades

Na agricultura, cultivavam-se cevada, trigo e tâmara, sendo irrigados nas cheias dos rios Tigre e Eufrates. Na pecuária, os animais eram usados na agricultura para arar a terra.

Sumérios

Esse povo se destacou na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios; construíram canais de irrigação, barragens e diques.

Eles desenvolveram a escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos sobre esse período hoje devemos a essas placas de argila com registros cotidianos, administrativos e econômicos.

Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.

Patesi eram os governantes das cidades mesopotâmicas com poder militar e religioso, além de organizar a cobrança de impostos.

As cidades sumerianas guerreavam frequentemente e, por isso, ficaram enfraquecidas e foram dominadas pelos acadianos.

Invenção e Uso da Roda: Antes, os veículos dos sumérios eram trenós, puxados por animais. Por isso, a necessidade de melhorar os transportes os levou a revolucionar os meios de locomoção da época.

Acadianos

Sargão: o mais importante rei dos acadianos criou o Primeiro Império Mesopotâmico. Sargão I tornou-se conhecido como "o soberano dos quatro cantos da terra".

Embora esse império tenha tido poder, não durou muito. Assim como os Sumérios, as revoltas internas ajudaram a enfraquecer o governo que, em 2100 a.C., desapareceu.

Babilônios

Também conhecidos como amoritas, foram responsáveis por um dos primeiros códigos de leis que temos conhecimento, baseando-se nas leis de Talião ("olho por olho, dente por dente"). O imperador e legislador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código de Hamurabi, todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao crime cometido.

Construíram um zigurate chamado Torre de Babel.

Assírios

Este povo se destacou pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os inimigos que conquistavam, impunham aos vencidos castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Utilizavam cavalos e carros de guerra e armas de ferro, armas que eram superiores aos povos vizinhos, facilitando sua conquista.

Os Assírios organizaram um dos primeiros exércitos permanentes da época. Vencer não era o suficiente; havia o massacre e a tortura dos povos vencidos, como, por exemplo: destruir e queimar cidades conquistadas, imobilizar os guerreiros conquistados com esfolamento vivo nas pedras, cortar orelhas, órgãos genitais e narizes. Isso servia de intimidação sobre os povos conquistados.

Nas guerras, as populações dominadas eram escravizadas.

Assurbanipal foi o principal monarca (rei) assírio. Ele organizou uma das principais bibliotecas da antiguidade.

Foram dominados pelos medos e lidius.

Caldeus (2º Império Babilônico)

A cidade da Babilônia voltou a ser a mais importante. Nabucodonosor II foi o rei mais importante desse povo (também chamados de neobabilônios), responsável pela construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das 7 maravilhas do mundo antigo (que fez para satisfazer sua esposa).

Sob seu comando, os babilônios chegaram a conquistar o povo hebreu e a cidade de Jerusalém (o período em que escravizou os hebreus ficou conhecido como "Cativeiro da Babilônia").

Mesmo com tanto esplendor e glória, esse reinado não durou muito. Após a morte de Nabucodonosor II, a cidade foi conquistada. Em 539 a.C., o rei Persa Ciro anexou a Babilônia ao Império Persa.

Egito Antigo - A Civilização Egípcia

A civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do rio Nilo, no nordeste da África, entre os desertos do Saara e da Núbia. O rio Nilo teve um papel fundamental no desenvolvimento econômico, social e cultural da região. Os antigos egípcios veneravam o rio como um verdadeiro deus.

Inundado anualmente por uma cheia, o Nilo depositava uma camada de húmus sobre a terra, o que fertilizava as margens do rio. Quando as águas baixavam, quilômetros de extensão de terras eram cultivados, proporcionando uma alimentação abundante.

Por volta de 4000 a.C., grupos de pastores do deserto se fixaram nas margens do rio, desenvolvendo a agricultura e fundando aldeias. Para sobreviver, os egípcios tinham de controlar as águas do rio e aproveitar as terras fertilizadas. Construíram diques, canais de irrigação e barragens, o que contribuiu para a obtenção de colheitas anuais. Plantavam grãos mais duros e resistentes como trigo e cevada.

À medida que as concentrações humanas aumentavam, algumas das vilas que se haviam formado nas margens do rio Nilo foram se desenvolvendo. Eram comunidades independentes, conhecidas como nomos. Ao longo dos tempos, os nomos foram se associando, nascendo assim duas federações de nomos, uma ao norte e outra ao sul. Seus chefes foram elevados à dignidade real.

Em 3200 a.C., tropas do reino do Alto Egito, lideradas por Menés, marcharam até o norte, o reino do Baixo Egito, tomando Mênfis, uma de suas principais cidades. Foi estabelecido um novo governo, unificado com o poder centralizado nas mãos de um único soberano: o faraó. Dessa forma, os dois reinos, do Alto e Baixo Egito, ficavam subordinados à sua autoridade.

Faraós - O Poder Deles

O faraó era visto como um deus vivo: filho do sol (Amon-Rá) e encarnação do deus-falcão (Hórus). Para os egípcios, toda a felicidade dependia do faraó e seu poder era ilimitado. Comandava os exércitos, distribuía a justiça, organizava as atividades econômicas.

O faraó ostentava uma coroa e um cetro, símbolos de sua autoridade. Para os povos do Antigo Egito, o faraó era o pai e a mão dos seres humanos; um governante com autoridade sobrenatural para recrutar trabalho em massa necessário à manutenção do sistema de irrigação ao longo do rio Nilo.

O cotidiano deles era exaustivo. O faraó tinha de acordar antes do amanhecer e fazer suas orações no templo. Depois, cumprir uma longa agenda de reuniões com funcionários, emissários de outros lugares...

Como a palavra dele era considerada uma manifestação divina, o Egito não possuía leis escritas.

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