Metabolismo de Carboidratos e Digestão

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Metabolismo

Conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula, com o objetivo de gerar energia para a célula.

Controle Hormonal da Glicemia

  • Tecidos dependem de glicose.
  • O Sistema Nervoso Central (SNC) tem como principal fonte de energia a glicose, pois consegue atravessar a barreira hematoencefálica.
  • Glicemia de jejum = 70 a 99 mg/dL.
  • Glicemia pós-prandial = 140 a 150 mg/dL.

Índice Glicêmico (IG)

O índice glicêmico classifica os alimentos de acordo com a velocidade com que são digeridos e absorvidos no período pós-prandial, mensurando seu efeito na glicemia.

Carga Glicêmica (CG)

A carga glicêmica acrescenta o aspecto quantitativo ao IG, refletindo as variações glicêmicas relacionadas à porção do alimento que será efetivamente consumida.

Hiperglicemia

Hiperglicemia: O anabolismo reduz a glicemia; o catabolismo aumenta. O estado alimentado aumenta a concentração de glicose no sangue; entra a insulina, que capta a glicose para dentro das células.

Formas de Armazenamento dos Carboidratos (CHO)

  • Insulina: Com o aumento da glicose sanguínea, ajuda a transportar a glicose para a célula.
  • Glicogênese: Síntese de glicose em glicogênio. Utilizada sempre que o nível de glicose no sangue estiver abaixo do normal.
  • Gliconeogênese: Formação de glicose a partir de outras substâncias (aminoácidos, glicerol, piruvato, lactato).
  • Glicogenólise: Processo que converte o glicogênio em glicose. Ocorre no fígado e nos músculos. Utilizada quando há necessidade de glicose no organismo. A glicose é produzida a partir dos depósitos existentes de glicogênio (fígado).
  • Neoglicogênese: Formação de glicose partindo de fontes que não sejam CHO – Aminoácidos, glicerol e lactato. É o reverso da glicólise; o fígado tem capacidade enzimática para fazer a gliconeogênese.
  • Glicólise: Quebra, degradação. Sequência metabólica de várias reações catalisadas por enzimas. Habilidade da glicose gerar ATP.

Digestão

Digestão: Principal função prover o organismo de água, nutrientes e eletrólitos. Mecanismo para identificar, preparar, separar, absorver os nutrientes e eliminar os resíduos. Funções: sensitiva (características físico-químicas), mecânica (fragmentação, trituração), química (umidificação e secreções), absortiva (incorporação de nutrientes).

  • Boca: Mastigação prepara o bolo alimentar para recepção gástrica. Secreção da amilase salivar (digestão de CHO), umidifica para facilitar a deglutição. As glândulas salivares secretam amilase salivar que atua no bolo alimentar até ser inativada pela secreção ácida no estômago.
  • Esôfago: Tubo que une ao estômago, cerca de 25 cm no adulto. Ondas de peristaltismo são responsáveis por transportar o alimento (função motora). Limite EES (Esfíncter Esofágico Superior) e EEI (Esfíncter Esofágico Inferior).
  • Estômago: Recebe o alimento, umidifica em partículas reduzidas, diminui sua acidez, diminui a carga bacteriana dos alimentos. Função: reservatório, mistura e parcial digestão do alimento (mucosa gástrica).

Absorção

Absorção:

  • Transporte co-ativo de sódio: Íons de sódio a favor do gradiente de concentração (fornece energia para o transporte) para a glicose e galactose.
  • Difusão facilitada: Frutose. Realizada por carreadores específicos (GLUT).

Ciclo de Cori

Ciclo de Cori: Ativado em situações onde há fornecimento limitado de oxigênio (ex: músculo durante exercício vigoroso). O piruvato é reduzido a lactato. Quando o oxigênio torna-se novamente disponível, o lactato é reoxidado no fígado, gerando glicose novamente.

Enzimas

Ciclo de Krebs

Ciclo de Krebs: Acetil-CoA, sequência de 8 reações, juntamente com oxaloacetato, tendo como produto próprio o oxaloacetato, que retorna ao ciclo e pode prosseguir indefinidamente. Etapas sucessivas, acrescentadas moléculas de água. Liberação de dióxido de carbono e átomos de hidrogênio. H+: oxidados para formação de ATP. CO2: dissolve-se nos líquidos corporais e é transportado até os pulmões, onde é eliminado do organismo.

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