Metodologia de Estudo e Aprendizagem no EAD

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Objetivos

Vamos iniciar nosso aprendizado!

1.1 - Introdução aos Estudos de Metodologia no EAD

A sociedade está em constante transformação e, atualmente, as novas tecnologias imperam no ambiente de trabalho, na educação, na saúde, no lar, enfim, em todos os ambientes humanos. A todo o momento, as novas tecnologias exigem do ser humano um conhecimento maior para lidar e transformar o meio social na era tecnológica.

O ambiente sociocultural e educacional do estudante, neste início de século, está fundamentado em novas maneiras de pensar e de conviver a partir das tecnologias interativas, surgidas com o avanço das telecomunicações e da informática. Isso está gerando novas formas de ensinar e aprender, tendo o computador como principal recurso, que representa a possibilidade de dinamização das práticas pedagógicas, através de ambientes de ensino-aprendizagem poderosos, onde a cooperação virtual vem apoiar o processo de desenvolvimento cognitivo e social dos educandos, com vistas à construção coletiva de conhecimentos pelo tratamento de informações que são compartilhadas, processadas e distribuídas em tempo real ou não.

Nesse contexto, segundo Levy [1], “o professor é incentivado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos”.

Reflita

Isto vai ao encontro das práticas pedagógicas normalmente adotadas hoje em sala de aula convencional, onde os recursos utilizados ainda são o giz, o quadro-negro e o retroprojetor, e o professor continua sendo aquele que incentiva os seus alunos a buscar a prática do pensar, da pesquisa e do saber fazer. Com as novas práticas na educação, decidiu-se implementar, na Universidade Camilo Castelo Branco, uma metodologia através do curso EAD (Ensino a Distância) de forma interativa e dinâmica para que você tenha a possibilidade de aprender a aprender e aprender a estudar de forma eficiente no curso que escolheu.

Os resultados do trabalho mostraram, até agora, uma mudança no comportamento da maioria dos estudantes que utilizaram esta metodologia de forma construtivista, em relação à motivação, aprendizagem contextualizada e uma participação mais atuante [2].

1.2 - Fundamentação Teórica

Segundo Demo [3], “O centro da aprendizagem é saber reconstruir, elaborar, questionar. O que a aprendizagem significa? Não é só reconstruir conhecimento, é também forjar o indivíduo capaz de ser o dono de seu conhecimento, ser autônomo em seu conhecimento”. Assim, a metodologia vem para que possamos auxiliá-lo na prática de uma aprendizagem da qual você é o dono do próprio saber.

Na teoria piagetiana [4], a autonomia do indivíduo é fundamental. Para Piaget, a autonomia está relacionada à participação do indivíduo na elaboração de novas formas de pensar e na criação de novos conhecimentos, auxiliando na reflexão crítica da realidade, para questioná-la e, se possível, transformá-la. Os conflitos e as contradições devem atuar como elementos motivadores, favorecendo uma nova reestruturação, processos de assimilação e acomodação. Desta forma, o aluno, ao construir conhecimentos, aprende os seus mecanismos de produção, tornando-se mais independente. Faz parte do processo de aprendizagem a exploração da atividade, o incentivo à criatividade e à observação. Piaget apresenta, portanto, uma visão interacionista partindo do indivíduo para o contexto.

Já Vygotsky [4] considera que o caminho do desenvolvimento do pensamento no indivíduo vai no sentido do social para o individual. Para ele, o conhecimento depende fundamentalmente da adaptação à realidade externa.

A Educação Online é uma estratégia baseada na aplicação da tecnologia à aprendizagem, sem limitação de lugar, tempo, ocupação ou idade dos aprendizes. A Educação Online é a ação sistemática e conjunta entre as novas tecnologias, que incluem a hipermídia, as redes de comunicação interativas e todas as tecnologias intelectuais da cibercultura, e as metodologias de ensino-aprendizagem em ambientes de software baseados na Web (groupwares) que propiciam uma aprendizagem autônoma, com o apoio de uma organização e tutoria através dos meios de comunicação. Isso implica novos papéis para os alunos e professores (facilitadores), novas atitudes e novos enfoques metodológicos. Um aspecto fundamental está relacionado à importância que o meio tem em ambientes para Educação a Distância. O meio frequentemente impõe a metodologia, criando por isso restrições para a instrução. A incorporação de metodologias e estratégias pedagógicas no ambiente de Educação Online permite reduzir tais restrições.

  • Jean William Fritz Piaget: (Neuchâtel, 9 de agosto de 1896 - Genebra, 16 de setembro de 1980). Iniciou seus estudos experimentais sobre a mente humana e começou a pesquisar também sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas.
  • Lev S. Vygotsky: (1896-1934), professor e pesquisador, foi contemporâneo de Piaget. Nasceu e viveu na Rússia. Considera o papel da instrução um fator positivo, no qual a criança aprende conceitos socialmente adquiridos de experiências passadas e passa a trabalhar com essas situações de forma consciente. Se uma transformação social pode alterar o funcionamento cognitivo e pode reduzir o preconceito e conflitos sociais, então esses processos psicológicos são de natureza social. Devem ser analisados e trabalhados através de fatores sociais.

Saiba Mais

Da mesma forma que o ensino presencial exige de cada um o esforço para o processo ensino-aprendizagem, a Educação a Distância (EAD) exige o desenvolvimento de um modelo pedagógico específico. Essa pedagogia online baseia-se nos seguintes aspectos:

  • Aprender trabalhando: O trabalho e a aprendizagem devem caminhar juntos; o aprender trabalhando é algo que se deve fazer desenvolvendo a sua capacidade racional em relação à habilidade profissional.
  • Inteligência: A sociedade, hoje, exige que um indivíduo saiba contribuir para o aprendizado do grupo de pessoas ao qual ele pertence. Ou seja, é a inteligência para a coletividade do grupo que se deseja colocar em funcionamento, disponibilizando-se as diversas competências de seus integrantes.
  • O professor online: Deve ajudar na construção desta nova proposta pedagógica com sua prática educacional. Deve assumir o papel de companheiro, líder e animador comunitário, concentrando-se não somente no domínio de um conteúdo ou de técnicas didáticas, como também na capacidade de mobilizar a comunidade de aprendizes em torno da sua própria aprendizagem, de estimular o estudo, de promover um clima de ajuda mútua e de incentivar cada um a se tornar responsável pela motivação de aprendizagem no coletivo, seja pelo chat ou pelos fóruns e demais instrumentos de comunicação.
  • O aluno online: Para ser um aluno online não basta saber navegar na Internet ou usar o correio eletrônico; é necessário ser capaz de atender às demandas dos novos ambientes online de aprendizagem e desempenhar o novo papel que lhe foi reservado nesta comunidade virtual, principalmente para desenvolver a capacidade intelectual. Lembre-se que estar online significa atender ao cronograma de atividades e realizar o seu processo educacional.

O método de ensino via Web [5], que permite ao professor exercer o papel de um “animador da inteligência coletiva” e ao aluno o papel de um “coautor” na construção do conteúdo do curso, é o método do Desenvolvimento Gerativo-Elaboração de conteúdo, que envolve assimilação, reflexão e síntese do conhecimento adquirido, seguido da organização do conteúdo através da utilização de recursos e instrumentos metodológicos.

O docente ou facilitador deixa de ser o responsável pela transmissão do conhecimento para se tornar o facilitador e provocador do processo de aprendizagem do grupo, através da elaboração de conteúdos atraentes e interativos que correspondem aos textos de aula. O ambiente também disponibiliza outros recursos, tais como listas de discussão, grupo de interesse e chat (mecanismos de comunicação). Para a avaliação da aprendizagem, a ferramenta oferece ao docente mecanismos de coordenação com agenda, trabalho, exercício e avaliação da aprendizagem.

Importante

Você, enquanto estudante, é o participante do processo de aprendizagem do ambiente EAD e corresponde ao usuário final do produto. O EAD oferece a você um menu de opções, que pode ser controlado remotamente para a escolha de diferentes serviços como o contato com o professor, lista de discussão, grupo de interesse, agenda, etc.

A escolha pelo EAD se deu por apresentar as características desejáveis de uma ferramenta para se trabalhar com a Educação Online, uma vez que considera os limites individuais de cada aprendiz, como por exemplo, as distâncias espacial, temporal, tecnológica, psicossocial e socioeconômica, que porventura possam impedir o acesso ao saber (acessibilidade). Por outro lado, permite uma aprendizagem no ambiente do aprendiz, que poderá planejar no tempo e no espaço suas atividades de estudo, respeitando seu ritmo de aprendizagem (flexibilidade). Outra característica importante é a diversificação das interações, pois permite a interação entre o professor e o estudante, entre este e outros e entre todos os indivíduos do seu meio ambiente (família, comunidade, trabalho, etc.).

A utilização desta metodologia facilitou também a interdisciplinaridade de disciplinas para seu curso, facilitando bastante o seu processo de aprendizagem.

É possível construir um curso à distância utilizando recursos informáticos já conhecidos, superando obstáculos como a desmotivação e fatores como cansaço e dispersão durante as aulas, uma vez que a sala de aula oferece, hoje, poucos recursos para acompanhar o ritmo das novas tecnologias que permitem um acesso mais imediato aos novos conhecimentos, consequentemente, a construção de novos conhecimentos de uma forma mais abrangente do que os métodos tradicionais de ensino.

Esperamos que, através desta pequena introdução, possamos ajudá-lo a desenvolver o melhor método de estudos para o desenvolvimento científico na aprendizagem universitária.

1.3 - A Organização da Vida de Estudos na Faculdade

  • O estudo no ensino superior exige uma nova postura diante das novas tarefas, diferentemente do que era estudar no ensino médio ou cursos técnicos.
  • O resultado do processo de ensino-aprendizagem depende fundamentalmente de você mesmo. Logo, há necessidade de aprender a estudar, isto é, aprender a aprender.
  • Fazer faculdade exige do estudante maior autonomia na efetivação da aprendizagem, maior independência em relação aos subsídios da estrutura do ensino, ou seja, não pode ficar na dependência da faculdade, ou de professores, coordenador e estrutura de laboratórios.
  • Em primeiro lugar, é preciso entender que as coisas mudaram com o curso superior. É preciso saber respeitar a liberdade que terá. Chegar atrasado ou sair mais cedo pode, e certamente vai, prejudicar muito sua aprendizagem. Imagine você chegar no meio de um assunto novo, que você nunca ouviu! Já perdeu todo o fio da meada, não conseguirá entender o raciocínio que o professor estará desenvolvendo para a classe captar a ideia. A mesma coisa acontece ao sair mais cedo: você perde o desfecho da aula, sua conclusão. É claro que, às vezes, pode acontecer de chegar atrasado ou precisar sair mais cedo. Mas, exceção não é regra.
  • O aprofundamento da vida científica passa a exigir do estudante uma postura de autoatividade didática crítica e rigorosa.
  • Fazer um curso superior não é ouvir aulas para conseguir adivinhar testes, mas instrumentar-se para o trabalho científico.
  • O projeto de trabalho é individualizado, apoiado no domínio e na manipulação de uma série de instrumentos e métodos, os quais serão apresentados nos próximos itens.
  • Quem acaba de ingressar na faculdade sabe como deve orientar seus estudos particulares? Sabe como participar ativa e produtivamente das aulas? Sabe ler com eficiência, tomar apontamentos, levantar esquemas, fazer resumos, desenvolver temas e redigir trabalhos? Percebe que aprender é principalmente analisar, assimilar, reter e ser capaz de reproduzir com inteligência?

Reflita

  • Autoatividade: A postura de autoatividade didática implica que cada um terá que estudar e realizar a análise e a compreensão do conteúdo exposto em cada texto. Além disso, deve ler e entender um texto de forma crítica, desenvolvendo o raciocínio sobre o conteúdo principal do texto e verificar a lógica de seus enunciados. Por fim, a rigorosidade implica em ser disciplinado e estudioso: “não deixar para mais tarde o que pode resolver neste momento”.

1.4 - Tempo para Estudar

  • O primeiro passo para quem quer estudar consiste em reorganizar a vida de maneira a abrir espaços para o estudo e planejar o melhor aproveitamento possível de seu tempo.
  • Há quem imagine que deva fazer um curso superior sem dispor de tempo para estudar, ou mesmo para frequentar as aulas. Como pretende estudar quem não se organiza para ter tempo para estudar?
  • Sabemos que a realidade do estudante-trabalhador no país é de sacrifício. Mas sabemos também que quem quer uma formação sólida fará novos sacrifícios. Requer-se planejamento.
  • É preciso determinar o que estudar em cada horário e de maneira programática, perseverante. É um compromisso com você mesmo.
  • A metodologia ajuda neste sentido, auxiliando-o a otimizar seu tempo, reorganizando seus horários e sua vida. Afinal, é uma nova vida; não existe curso superior que não exija leituras, trabalhos, pesquisas, reuniões em grupo, síntese de textos e avaliação do conhecimento apreendido.
  • Infelizmente, muitos não querem encontrar esse tempo. Vamos propor uma atividade que auxiliará você a programar melhor seu tempo e assim encontrar brechas para poder estudar!
  • Num papel, faça um quadro. Nas colunas, coloque os dias da semana, inclusive domingo, e nas linhas, por horário, coloque todas as suas atividades desde a hora que você levanta até a hora de dormir. Vá preenchendo com o tempo que você gasta em cada atividade.

Tabela de Constatação

Não omita nada, até a hora da “gandaia”, pois o lazer é importante. Não é perda de tempo. Sem ele, não teríamos como repor nossas energias físicas e mentais. Quem não o respeita é um sério candidato a ter uma estafa, ou mais modernamente, um “estresse”, e então precisará parar com tudo.

Bem, depois de fazer esta tabela e constatar o que você faz do seu tempo, você vai analisar com muito cuidado e responsabilidade cada espaço, pensando onde você poderia encaixar horários para estudos. Agora prepare uma tabela igual a essa colocando o tempo que você está se programando para estudar, e não esqueça que isso é um planejamento seu; é você que deverá segui-lo para obter êxito nos estudos. É assim que você vai preparar e rever as aulas, lendo o que o professor pediu, fazendo exercício, revendo a aula anterior, estudando para as avaliações e aprofundando os temas das aulas.

Três são as atividades que perfazem o ciclo e o ritmo de trabalho eficiente de estudo: 1. Preparação para a aula; 2. Revisão de aula; 3. Revisões gerais.

  1. A preparação implica em realizar as leituras dos temas da programação das aulas com antecedência; assim aumenta o rendimento da aula, com suas anotações e possíveis dúvidas. Posteriormente, quando for fazer os apontamentos em aula, eles saem claros e focando o essencial. Devemos fixar o hábito e sentir de perto as vantagens dessa disciplina de estudo.
  2. Não basta preparar-se para a aula e conseguir entender tudo que o professor desenvolve do assunto. É necessário fazer as revisões procurando questionar e responder claramente as questões da temática exposta. Se elas ficarem só nas ideias, caem no esquecimento. O importante é sistematizar (colocar no papel), ou seja, escrever o que você assimilou. Não vale a desculpa de que entendemos, mas temos dificuldade de expressão pela escrita.
  3. As revisões gerais são realizadas no período de provas. Na época de prova não é hora de entender, mas apenas de rever o que de fato aprendeu. Quando se deixa tudo para a véspera da prova, as consequências são nefastas.

1.5 - Como Ler, Analisar e Interpretar Textos Filosóficos e Científicos

Você quer ler os textos que os professores recomendam, mas não consegue, pois são difíceis, chatos, cansativos. Isso sem contar que geralmente as pessoas detestam ler, ainda mais com tantas palavras difíceis que não conhecem. Por que não conseguimos ler e, quando lemos, não conseguimos entender o que o texto quer dizer?

Simplesmente porque não estamos familiarizados com esses tipos de textos. Nos graus anteriores de ensino (que hoje chamamos de ensino fundamental e médio), nem mesmo os textos literários, que nos pedem e exigem imaginação, foram exigidos pelos professores. Aqueles que tiveram acesso à literatura também têm dificuldades de entendimento dos textos científicos e filosóficos.

Nos textos de pesquisa, usa-se o raciocínio rigoroso seguindo a apresentação dos dados e objetos em que os textos estão fundados. Para a leitura e análise de texto, recomenda-se estabelecer justificativas psicológicas fundamentais para a adoção das mesmas metodologias e técnicas utilizadas pelos autores.

1.6 - Delimitação da Unidade de Leitura

Divida o texto a ser lido em “unidades de leitura”. Unidade é uma parte do texto que forma totalidade de sentido (sempre um trecho com um pensamento completo). Pode ser um capítulo, um título, subtítulo, um parágrafo ou qualquer outra subdivisão.

3.3 - Análise Textual

  • a) Faça uma leitura rápida, mas atenta, da unidade para adquirir uma visão do todo.
  • b) Levante esclarecimentos a respeito do autor do texto: vida, obra e pensamento fornecerão dados importantes para entender e interpretar o texto.
  • c) Levante palavras desconhecidas e procure seu significado no dicionário.
  • d) Levante esclarecimento sobre fatos, doutrinas e autores citados.
  • e) Esquematize o texto, colocando as principais ideias no papel.

3.4 - Análise Temática

Agora, deve-se “ouvir” o que o autor tem para falar e, assim, apreender o conteúdo de sua mensagem. Pergunte ao autor:

  • a) Do que fala o texto?
  • b) Qual a problemática que provocou ou incitou o autor a escrever?
  • c) O que o autor fala sobre o tema? Que posição defende?
  • d) O autor apresenta alguma ideia paralela ou secundária?
  • e) A análise temática nos dá uma excelente base para fazer resumos muito bons.
  • f) Sintetizando as ideias: descubra e siga o raciocínio do autor ou o encadeamento de ideias que ele apresenta no texto.

1.7 - Análise Interpretativa

Interpretar é tomar uma posição própria a respeito das ideias do autor, é ler nas entrelinhas, é dialogar com o autor, interferindo nas ideias do mesmo, com uma crítica e avaliação das ideias apresentadas. Passos para realizá-la:

  • a) Situar o texto no contexto das ideias gerais do autor.
  • b) Comparar o autor com outros autores de sua especialidade.
  • c) Formular uma crítica consistente e fundamentada.

1.8 - Documentação como Método de Estudo Pessoal

Para se ter bons resultados nos estudos e aprendizagem, é necessário criar condições para uma contínua e progressiva assimilação pessoal dos conteúdos estudados. Essa assimilação precisa ser qualitativa e inteligentemente seletiva.

1.9 - A Prática da Documentação

O saber constitui-se pela capacidade de reflexão no interior de determinada área do conhecimento. A reflexão, no entanto, exige o domínio de uma série de informações que, processadas pelo raciocínio, transformam-se em conhecimento. A documentação de tudo que for julgado importante e útil em função dos estudos e do trabalho profissional deve ser realizada em separado.

  • a) Documentação Temática: Visa coletar elementos relevantes para o estudo em geral ou para realização de um trabalho em particular.
  • b) Documentação Bibliográfica: Constitui um acervo de informações sobre livros, artigos e demais trabalhos.
  • c) Documentação Geral: É aquela que organiza e guarda documentos úteis retirados de fontes perecíveis como recortes de jornais, xerox de revistas, apostilas, etc.

1.10 - Observe o Vocabulário

• Na documentação recomenda-se a elaboração de um glossário (dicionário especializado) dos principais conceitos e categorias que o estudante deve, necessariamente, dominar para levar adiante seus estudos. • Um vocabulário tecnico-lingüístico, com um conjunto personalizado de termos cuja compreensão é necessária tanto para a leitura como para a redação de seus textos na área de formação e atuação profissional. • Esse processo irá ajudá-lo(a) a entender melhor os livros e apostilas que você terá acesso em seus estudos. IPRIMEIROS MÉTODOS PARA A BUSCA TEMA 1 DE UMA APRENDIZAGEM DE EXCELÊNCIA 33 RECAPITULANDO Caro estudante! Neste primeiro módulo, você se situará a respeito da aprendizagem através de uma nova modalidade de ensino-aprendizagem, o Ensino à distância. Para isso, o primeiro título mensurado: Introdução aos estudos de metodologia pelo EAD demonstra essa nova modalidade de ensino, deixando dicas práticas para você conduzir sua aprendizagem de maneira eficaz e autônoma. Lembres- -se que a Educação a distância é uma estratégia baseada na aplicação da tecnologia da informática à aprendizagem, sem limitação de lugar, tempo, ocupação ou idade mas, com responsabilidade para cumprir as tarefas e as datas estipuladas para empreender bons estudos. Essa aprendizagem requer maior autonomia sua enquanto estudante, portanto, é uma questão de atitude prática frente a esta nova modalidade de ensino. Em todo processo do ensino aprendizagem universitário, almeja-se a autonomia do estudante para realizar sua aprendizagem, por isso, o título II A Organização da vida de estudante na faculdade vem demonstrar que você deve ter total autonomia na aprendizagem. Não é o professor que irá te ensinar. Você terá que buscar o saber. É uma nova atitude diante dos acanhados processos de aprendizagem no ensino médio. Assim, você terá que organizar e planejar seu tempo para fazer a sua aprendizagem, utilizando os métodos de aprendizagem, planejando o tempo para estudar e ter uma nova atitude no ensino-aprendizagem. Uma dessas atitudes está descrita no item III Como ler, analisar e interpretar textos filosóficos e científicos. São passados métodos práticos de uma nova postura para ler, com a delimitação da unidade de leitura, realizando por etapas para uma eficiente aprendizagem através dos textos, realizando leitura de contextualização para conhecer o vocabulário do texto e a vida e doutrina do autor, realizar a leitura analítica de um texto para encontrar as idéias principais e captar a mensagem do texto, formando seu raciocínio. Por fim, saber realizar a interpretação de textos com sua interferência às ideias do autor. Desse modo, você terá captado as ideias de um texto e formulado o seu próprio raciocínio. Essa atitude será importante para formar sua escrita. No item IV, trataremos de uma forma de você reter o que aprende. Isso mesmo, reter significa criar uma memória. Como sempre estamos atarefados, o melhor é escrever o que aprendemos. Por esse motivo propomos a prática da documentação de textos para retermos maior conhecimento sobre o objeto estudado. Observe que todo o elemento descrito neste primeiro módulo refere-se à praticidade no processo de ensino aprendizagem. Caso você esteja interessado em realizar um ótimo curso e disputar de igual para igual uma vaga no mercado de trabalho, deve ter a atitude de praticar as diretrizes de metodologia para o desenvolvimento da aprendizagem. Bom semestre letivo!

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