Métodos de Esterilização e Ação de Antibióticos
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Autoclave: Calor úmido a vapor - Acima de 100°C para esterilização.
Registro: Indicador de temperatura e pressão / Resistência coberta por água e suporte da caçapa interna da autoclave.
Temperaturas para Alimentos: 110° a 115°C / 30 min - Alimentos embalados em vidro - Duração longa e altera o valor nutricional.
Calor Seco: Embalados em papel manteiga / caixas metálicas: - Flambagem = chama azul. Aproximadamente 600°C - Raio de 30 cm -> ambiente estéril - Cremação ou incineração.
- Forno de pasteurização (estufa) - 80°C / 1h ou 160°C / 2h - Material acondicionado de forma correta.
- Filtração (soluções sensíveis ao calor): Membrana de nitrocelulose e acetato de celulose / Passagem de líquido através de poros / Esteriliza materiais sensíveis ao calor, ex: enzimas.
- Radiação: Luz ultravioleta: desinfeta / Raio gama (muito caro / atravessa superfícies) esteriliza.
Métodos Químicos (desinfecção / antissepsia): Compostos clorados = corrosivos para metais.
- Iodo = tintura de iodo, soluções alcoólicas a 2% de iodo. // - Iodóforos: PIVI (iodo-povidona / iodo complexado com polivinilpirrolidona) - Ação desinfetante em 10 min. // - Álcool absoluto. Não é bom pois evapora muito mais rápido.
- Álcool etílico ou etanol 70% = contém água, evapora mais devagar e age por mais tempo. Ex: antisséptico bucal.
- Biguanidas (clorexidina): 10 a 30 min (forma vegetativa) - Perde efeito com pus e sangue. // Composto de amônio quaternário: Cloreto de benzalcônio: antisséptico e desinfetante / Cloreto de cetilpiridínio: antisséptico bucal (Cepacol). // - Glutaraldeído: solução aquosa alcalina a 2%. Desinfetante em 10 min / esteriliza: 3 a 10 h.
Método Físico Químico: Óxido de etileno: esteriliza em câmara fechada, similar à autoclave.
2 a 7h / 50 a 60 °C > físico.
Tóxico e explosivo, deve ser misturado com gás não inflamável (dióxido de carbono ou nitrogênio) > químico.
Antimicrobianos: Substâncias que agem contra os micróbios.
História: Alexander Fleming (1928): - Penicilina > 1° antibiótico > Fungo: Penicillium notatum > Staphylococcus aureus.
Antibióticos Naturais: São substâncias produzidas por micro-organismos que, em pequenas concentrações, atuam sobre outros micro-organismos, matando-os ou impedindo sua multiplicação. Ex: penicilina G e tetraciclina.
- Semi-sintéticos: São substâncias inicialmente produzidas por micro-organismos e que posteriormente sofrem alterações em laboratório (geralmente acréscimo de radicais) que, em pequenas concentrações, atuam sobre os micro-organismos, matando-os ou impedindo sua multiplicação. Ex: ampicilina e oxacilina.
- Sintéticos: São substâncias totalmente produzidas em laboratório que, em pequenas concentrações, atuam sobre os micro-organismos, matando-os ou impedindo sua multiplicação. Ex: cloranfenicol.
Quimioterápicos: Têm a mesma função de ação dos antibióticos sintéticos, também inibem a proliferação de células malignas (neoplásicas). A diferença está no dia a dia: Infecção > antibióticos / Câncer > quimioterápico. Ex: sulfonamidas e ácido nalidíxico.
Objetivo: Destruir totalmente ou atuar sobre o micro-organismo sem causar danos ao hospedeiro (toxicidade seletiva) > capacidade do antibiótico de destruir o micro-organismo sem lesar as células do hospedeiro. Efeitos colaterais: lesões nas células hospedeiras.
Antibióticos podem ser classificados: Efeito: - Bacteriostáticos: inibem a multiplicação bacteriana. Ex: cloranfenicol, tetraciclina. / - Bactericidas: agem matando as bactérias. Ex: penicilina G, ampicilina.
Espetro de Ação: - Amplo: atuam sobre vários grupos de bactérias (G+ ou G-). Ex: tetraciclina, ampicilina. / - Pequeno: atuam sobre um grupo específico de bactérias. Ex: penicilina G (G+), polimixina (G-).
Ação dos Antibióticos: - Parede celular: inibe a síntese de peptidoglicano, causando lise osmótica e morte celular.
- Membrana citoplasmática: captura o antibiótico > leva para o interior da célula > desequilíbrio e morte. Ex: polimixina B.
- Ribossomo: inibe a síntese de proteínas - Unidade Svedberg (S): 30S ou 50S - antibióticos atuam na unidade 30S ou 50S, inibindo a síntese proteica. Não conseguem se multiplicar e morrem. Ex: rifampicina.
- Síntese de ácidos nucleicos: DNA girase é responsável pelo enovelamento do DNA. Com antibióticos, inativa a enzima DNA girase ao reproduzir a bactéria. O DNA não se enovela, não consegue transmitir seu código genético e não se multiplica. Ex: norfloxacina.
Staphylococcus aureus: Produzem penicilase > inibe a penicilina > destrói o anel beta-lactâmico. // Cepas: Staphylococcus aureus - não produz beta-lactamase / Staphylococcus aureus - produz beta-lactamase - pequena alteração genética.
Ação das Sulfas: (inibição da síntese de metabolitos essenciais): Para a bactéria sobreviver > ácido fólico. A bactéria produz o ácido fólico durante seu metabolismo e necessita também de um mecanismo de competição quando a bactéria está colonizando ou infectando o hospedeiro e começa a se multiplicar. O hospedeiro fornece nutrientes à bactéria que necessita do PABA (ácido para-aminobenzoico). Nós temos o PABA que é a matéria-prima para a bactéria produzir o ácido fólico. O ser humano necessita de ácido fólico, pois não produz o ácido fólico, obtém da dieta (legumes). O hospedeiro com a bactéria > tratamento e utiliza as sulfas. As sulfas e o PABA competem. As sulfas têm estrutura química semelhante ao PABA. A bactéria, ao invés de pegar o PABA, pega as sulfas > sulfas não são matéria-prima para o ácido fólico. A bactéria não produz o ácido fólico. A quantidade de PABA que o indivíduo tem deve ser igual à quantidade da dose de sulfas.
Período de Incubação: Desde o momento do contato com o micro-organismo até o aparecimento dos primeiros sintomas. Mycobacterium tuberculosis (bacilos de Koch) > tuberculose > doença crônica > evolução lenta / PDI = 1 mês / Tratamento com sulfas: 6 meses.
Resistência Bacteriana: - Natural: inerente à bactéria. Ex: bactérias G- são naturalmente resistentes à penicilina. / - Adquirida: não nasceu com resistência. Alteração do DNA da bactéria > mutação (físico-química, UV). Pode se tornar resistente a alguma droga. // * Cromossomial: mutação no gene. A bactéria sofre ação de radiação ou produto químico e sofre alteração; quando a bactéria se multiplicar, as células filhas serão geradas iguais à mãe. Ex: norfloxacina. // * Plasmidial: de contato com a bactéria, pode ser transmitida de uma bactéria para outra. ***Plasmídeos: DNA extracromossômico.*** // Paciente 1 com infecção da bactéria Rebiella, mesmo ambiente, tem outro paciente 2 com cateter e infecção por E. coli com plasmídeo. E. coli resiste ao antibiótico A e o paciente 1 > tratamento com o antibiótico A, a bactéria do paciente 1 > contato com a bactéria do paciente 2. A bactéria 2, em contato com a bactéria 1, pode transferir o plasmídeo para outra. Então: não tem resultado para o paciente 1 com o antibiótico A. // Cepas: 2 ou mais bactérias do mesmo tipo, porém uma com alteração genética.
Antibiograma: É um teste de sensibilidade (ou resistência) das bactérias frente aos antibióticos: - Isolar a bactéria (do material biológico) / - Provas bioquímicas / - Identificação da bactéria. ** Para saber se o antibiótico é eficaz, a bactéria tem que medir o diâmetro do halo. ** Procedimento: Agar Muller Hinton / - Mergulhar o swab (cotonete) no meio caldo / - Retirar o excesso de meio, fazendo leve pressão na parede do tubo. - Semeadura / Aplicação dos discos antibacterianos (exemplo de rotina +- 12 discos / Ambiente hospitalar +- 21 discos). // Leitura: verificar quais antibacterianos inibiram o crescimento (medir o diâmetro do halo de inibição) - Régua (mm) / Halômetro (mm) // Antibiograma: após a incubação.
Genética Bacteriana: Troca de informação genética > Replicação bacteriana: fissão binária: Recombinação > Transformação: introdução do DNA livre --> célula receptora > Conjugação: transferência do DNA de um doador para um receptor -> contato físico entre as duas células > Transdução: transferência do DNA de um doador para receptor através de bacteriófagos.