Mídias Digitais: Coexistência e Complexidade Comunicativa
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A Emergência das Mídias Digitais
Seriam os jornais atuais substituídos somente pelos sites de notícias? O *boom* de informações na Internet e nas redes sociais, que favorecem frases como: “Te vejo no MSN” ou “Siga-me no Twitter”, seria capaz de substituir a tão venerada televisão, por exemplo? Essas e outras perguntas habitam cada vez mais os nossos pensamentos a respeito das novas tecnologias, que já não são mais tão novas; são simplesmente atuais.
Para alguns, isso é possível. Prova disso é a imensa quantidade de acessos ao YouTube, onde pode-se assistir cenas de novela, gravações das principais notícias e aulas de como fazer cachecóis com tear de pregos.
Guilhermo G. Orosco define essa mudança como um ecossistema comunicativo cada vez mais complexo. Isso porque as mídias podem coexistir, complementando-se. O surgimento de novos meios de comunicação e tecnologias não torna os meios anteriores dispensáveis ou substituíveis. Cada nova tecnologia demanda um tempo de aprendizagem e apropriação por parte dos usuários e pode atender algumas novas necessidades, mas não todas.
Exemplo: Cinema, Vídeo e Televisão
Podemos usar como exemplo a ameaça que o surgimento do vídeo e da televisão causou ao cinema. Aparentemente, o vídeo redimensionava o tempo e oferecia interatividade. A TV popularizou a informação e a programação e, mesmo assim, atualmente o cinema preserva sua individualidade de público e conteúdo.
Cultura e Inserção nas Novas Mídias
Comunicação é cultura, pois, apesar de não haver exclusão da mídia anterior, para sermos inseridos nas mídias atuais como usuários, é necessário um novo jeito de se inserir no mundo, que acaba se tornando uma prática da vida cotidiana. O usuário precisa estar apto a responder aos processos interativos e às demandas. Isso significa desenvolver nova ordem de sensibilidades, habilidades e visibilidades. Ele se torna, também, produtor interagindo com a informação.
Vantagens e Desvantagens do Jornalismo
No caso do jornalismo, talvez a grande vantagem do impresso sobre a Internet seja a “suposta” idoneidade da equipe de redação que produz os grandes jornais, e a “suposta” veracidade das informações, pois sabe-se que nem sempre há imparcialidade. É mais fácil conhecer o jornalista, sua história e linha de pensamento, além da certeza da autoria das reportagens, o que não acontece em todos os sites de notícia.
Apesar da rapidez e agilidade da informação, o aspecto negativo da Internet é a falta de critérios de alguns. É comum, por exemplo, encontrarmos a mesma notícia, ou parte dela, em diferentes sites, com diferentes autorias.
O Papel do Público
Os resultados dessa mudança não são imediatos, mesmo porque dependem do aspecto sociocultural e, principalmente, do perceptivo. Este, ainda mais importante, pois é a partir da criticidade e exigência do público que as mídias digitais ou não, sentirão a necessidade competitiva de oferecer qualidade na informação e informação de qualidade. Seremos nós, capazes de fazer bom uso das informações que nos são oferecidas?