Minerais, Vitaminas e Proteínas na Nutrição Animal

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Minerais Essenciais e Vitaminas

Macro minerais: Cálcio, fósforo e potássio. Micro minerais: Ferro, zinco e cobre.

  • O cobalto é necessário para a síntese da vitamina B12.
  • Incorreto: Os microrganismos do rúmen não são capazes de sintetizar todas as vitaminas lipossolúveis.
  • Incorreto: As vitaminas A, D e E não são hidrossolúveis.

Deficiências Vitamínicas e Minerais

Vitamina K

Associada a hemorragias.

Vitamina D

Relacionada à absorção de cálcio e osteomalácea.

Sódio e Cloro

Podem causar canibalismo em aves.

Enxofre

Limita a síntese de proteína microbiana.

Cobre

Pode causar despigmentação.

Colina

Associada ao fígado gorduroso.

Ácido Pantotênico

Pode causar o sintoma conhecido como passo de ganso.

Fósforo

A deficiência diminui o desempenho produtivo e reprodutivo.

Zinco

Pode causar paraqueratose.

Lipídios e Digestão em Ruminantes

3) Gorduras de origem vegetal têm, via de regra, ponto de fusão mais baixo que as gorduras de origem animal.

Gorduras vegetais contêm mais ácidos graxos insaturados. Cadeias tortuosas dificultam o empacotamento das moléculas, reduzindo as forças intermoleculares e, consequentemente, o ponto de fusão. Gorduras animais, ricas em ácidos saturados, possuem cadeias lineares que se empacotam melhor, elevando o ponto de fusão.

4) Ácidos graxos que chegam ao intestino delgado dos ruminantes são, na sua maioria, saturados ou insaturados?

São, em sua maioria, saturados. Isso ocorre porque, no rúmen, as bactérias realizam a bio-hidrogenação, um processo que converte ácidos graxos insaturados em saturados, adicionando hidrogênios às ligações duplas.

5) Reduções no pH ruminal podem ocasionar depressão na produção diária de gordura no leite?

Sim. Reduções no pH ruminal podem causar depressão na produção de gordura no leite. Isso porque o pH baixo prejudica a fermentação normal e altera a população microbiana do rúmen, reduzindo a produção de ácidos graxos voláteis, como o acetato, que é essencial para a síntese de gordura no leite.

6. Classificação de Lipídios

  • Triglicerídeos: Compostos por glicerol + 3 ácidos graxos e ocorrem principalmente em óleos, gorduras e carnes.
  • Glicolipídeos: Lipídios ligados a carboidratos e são mais comuns em folhas, vegetais e cereais.

7. Produtos da Ação de Lipases e Colipases Pancreáticas

Cite os produtos originados pela ação das lipases e colipases pancreáticas sobre os triglicerídeos no intestino delgado dos monogástricos.

Proteínas e Aminoácidos

8. Aminoácidos Essenciais Limitantes em Suínos

Em ordem de prioridade: Lisina, treonina, metionina e triptofano.

9. Excesso de Proteína em Monogástricos

O excesso de proteína pode diminuir o desempenho de animais monogástricos, principalmente em clima quente. Isso ocorre porque a digestão e o metabolismo da proteína geram mais calor metabólico e excreção de nitrogênio, o que aumenta o estresse térmico em ambientes quentes, reduzindo o consumo de ração e o desempenho dos animais.

10. Valor Biológico da Proteína

O valor biológico da proteína de origem alimentar é mais importante em monogástricos. Isso porque os monogástricos dependem diretamente da qualidade da proteína da dieta, já que digerem e absorvem os aminoácidos como fornecidos no alimento. Já os ruminantes utilizam a proteína microbiana sintetizada no rúmen, o que reduz a dependência da qualidade da proteína da dieta.

11. Suplementação com Proteína Degradável no Rúmen (PDR)

A suplementação com PDR geralmente não é necessária para bovinos que consomem forragem de alta qualidade, pois essa forragem já fornece PDR suficiente para as necessidades dos microrganismos ruminais.

12. Resposta à Suplementação com Proteína Não Degradável no Rúmen (PNDR)

A resposta à suplementação com PNDR é, via de regra, maior em animais de alta exigência nutricional, pois eles precisam de mais aminoácidos absorvíveis no intestino para atender à demanda de produção e crescimento.

13. Excesso de Proteína em Monogástricos

Sim, o excesso de proteína em monogástricos pode reduzir o desempenho, pois aumenta o gasto energético para excreção e sobrecarrega fígado e rins, prejudicando a eficiência e a saúde.

14. Frações Constituintes da Proteína Metabolizável em Ruminantes

As frações são: Proteína microbiana, Proteína não degradada no rúmen (PNDR) e Nitrogênio endógeno digestível.

b) Valor Biológico da Proteína Metabolizável em Ruminantes vs. Monogástricos

A proteína metabolizável dos ruminantes tem, em geral, valor biológico inferior ao dos monogástricos, pois é formada principalmente por proteína microbiana, com perfil de aminoácidos menos adequado às suas necessidades.

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