Modelo de caracterização pedagógica: fases e subfases

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2 - Modelo de caracterização pedagógica: indicar e caracterizar as suas fases e subfases.

Momento I — Determinação de Elementos de Caracterização

O modelo de caracterização pedagógica divide-se em dois momentos: Determinação de Elementos de Caracterização e Definição de Estratégias de Intervenção e de Avaliação.

1ª Fase — Dados de Estrutura

Identificam‑se e conhecem‑se os elementos de estrutura. Recolhem‑se dados sobre alunos, professores, turma, escola e meio. Esta recolha pode incluir consulta de arquivos ou dossiês da escola e a utilização de fichas de registo. Nesta fase, a recolha, a análise e a síntese conduzem a uma macro‑perspetiva da realidade a observar.

2ª Fase — Dados de Dinâmica

Estabelecem‑se interações de fenómenos e definição de funções. Trata‑se da recolha, análise e síntese de dados de dinâmica, obtidos por observação direta ou indireta do real. Esta fase divide‑se em três subfases:

  • 1. Conhecimento das perspetivas — Recolha das opiniões de alunos e professores sobre a turma, a escola e o ensino, através de questionários, entrevistas, composições escritas e análise de conteúdo. Esses dados conduzem à definição de objetivos para o esquema de observação.
  • 2. Observação naturalista — Observação das ações de alunos e professores, participante ou não participante, focalizada na situação em que se produzem os comportamentos. Tem significação intrínseca e visão etológica do ser humano, analisando o comportamento em situação.
  • 3. Definição das funções dos comportamentos — Através da análise molar dos comportamentos observados na situação (observação naturalista), definem‑se as funções subjacentes aos comportamentos pedagógicos (função, finalidade, direção e intenção). A finalidade do observador e a intenção (entrevista ao sujeito) conduzem à significação real dos comportamentos.

3ª Fase — Dados de Organização

Consiste na construção de interpretações para uma maior compreensão do real, com recolha, análise e síntese dos dados de organização. Realiza‑se um estudo comparativo das opiniões e dos comportamentos das pessoas em interação, levando à definição de funções e organizações. Observa‑se a sobreposição dos planos de significação e da intenção dos sujeitos intervenientes (situação–relação). Compara‑se os dados de opinião e de comportamento dos intervenientes no decorrer das ações de uma situação educativa (se necessário, com entrevista final) e confronta‑se com as significações atribuídas pelo observador aos mesmos comportamentos ou ações, levando à síntese interpretativa.

Momento II — Definição de Estratégias de Intervenção e de Avaliação

O segundo momento divide‑se em duas fases principais: Tomada de decisões de intervenção e Avaliação em situação.

Fase — Tomada de decisões de intervenção

Esta fase subdivide‑se nas seguintes subfases:

  • Definição da problemática central e formulação do projeto de ação — Identificação do núcleo problemático e elaboração do projeto de intervenção pedagógica.
  • Acompanhamento pedagógico — Monitorização e apoio durante a implementação das ações previstas.
  • Reformulação do projeto de ação — Ajustes e reformulações do projeto com base nas evidências recolhidas durante a implementação e no acompanhamento.

Fase — Avaliação em situação

Divide‑se em:

  • Avaliação do processo — Avaliação contínua das ações e dos resultados ao longo da implementação.
  • Autoavaliação — Reflexão crítica dos intervenientes e avaliação do próprio processo por parte da equipa envolvida.

Nota: O modelo integra a observação, a recolha de dados e a interpretação, articulando informação estrutural, dinâmica e organizacional para fundamentar intervenções e avaliações pedagógicas eficazes.

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