Modelo de Risco de Auditoria: Componentes e Cálculo

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O Modelo de Risco de Auditoria

A fórmula fundamental do modelo de risco de auditoria é:

RA = RI x RC x RD

Onde:

  • RA: Risco de Auditoria. Risco de não qualificar o parecer sobre as demonstrações financeiras materialmente incorretas. É o nível de confiança estabelecido pelo auditor, assumindo o risco de erro na emissão do seu parecer. (RA, pelo menos 0,1 - 10%)
  • RI: Risco Inerente. Risco de que erros materiais existam nas demonstrações financeiras, sem considerar os efeitos do controle interno. É a probabilidade de erros nas informações contábeis. Só é mensurável.

Características a Avaliar para o Risco Inerente (RI)

  • De Conta ou Transação Comercial: Ativos suscetíveis a roubos, saldos de estimativas contábeis, transações não canceladas, operações extraordinárias ou complexas, acréscimos.
  • De Gestão: Decisões tomadas por um pequeno grupo ou uma pessoa, alta rotatividade de gestão, ênfase na projeção de benefícios, atitude agressiva do gerente, má reputação do gerente, ser evasivo às perguntas dos auditores, desentendimentos frequentes com auditores, limitação do âmbito do trabalho dos auditores, acordos de compensação baseados em informações contábeis, etc.
  • Operações e da Indústria: Resultados operacionais sensíveis a fatores econômicos, baixa rentabilidade em relação ao setor, taxa de mudança rápida no setor (atividades ou linhas de produtos), setor em declínio com altas taxas de falências, preocupações com a continuidade dos negócios, organização descentralizada sem controle adequado.
  • Ambiental: Questões controversas, operações de auditoria difíceis ou importantes, relações raras e importantes com outras empresas, erros detectados em períodos anteriores, o cliente é novo (sem histórico prévio de auditoria ou informações suficientes), inexperiência ou falta de cooperação da equipe de contabilidade em relação às suas obrigações.
  • RC: Risco de Falha de Controle Interno. Risco de o controle interno falhar em prevenir ou detectar erros materiais contidos nas demonstrações financeiras. Depende da empresa. O auditor não atua sobre ele. Só é mensurável.

Etapas para a Avaliação do Risco de Controle (RC)

  • Compreensão do sistema de controle interno.
  • Avaliação do risco de controle: Existem duas abordagens:
    1. Dar diretamente o valor máximo (100%) e ir diretamente para os testes substantivos.
      • O auditor não depende das políticas de controle interno.
      • O auditor conclui que os testes substantivos são menos onerosos do que os testes de cumprimento.
    2. Dar um valor menor que o máximo.
      • Desenhar controles específicos para os erros.
      • Implementar controles para avaliar a eficácia do sistema (testes de cumprimento).
  • RD: Risco de Detecção. Risco de que os procedimentos aplicados pelo auditor falhem em detectar distorções contidas nas demonstrações financeiras que não foram detectadas ou impedidas pelo controle interno. É controlável pelo auditor.

Dois Componentes do Risco de Detecção (RD)

  • Análise de Risco Substantiva: Risco de que os testes substantivos não consigam detectar erros em demonstrações financeiras que não foram detectadas pelo controle interno.
  • Amostragem: Risco de falha da amostragem realizada (o auditor não examina 100% da população).

Modo de Usar o Modelo de Risco de Auditoria

A fórmula rearranjada para determinar o Risco de Detecção é:

RD = RA / (RI x RC)

Quanto menor o RD necessário, maior o esforço profissional exigido.

O auditor define o RA e avalia o RI e o RC. Deve resolver a equação, tendo em conta fatores quantitativos e qualitativos.

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