Modelos de Concorrência e Estratégias de Mercado
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O Modelo de Cournot: Concorrência via Quantidade
Neste modelo, a variável de decisão é a quantidade. As firmas definem suas produções e o preço ajusta-se conforme a demanda. Embora seja uma suposição comum, pode não refletir a realidade de todos os mercados.
Relaxando Suposições: Capacidade Limitada
É possível salvar o modelo de Bertrand com capacidade limitada? As firmas competem via preço (assumindo c = 0), mas possuem limites de produção (k1 e k2).
- Alta capacidade: Firmas tornam-se agressivas, pois o benefício de capturar o mercado é maior.
- Baixa capacidade: Firmas tornam-se acomodativas.
- Longo prazo: Capacidade ajustável favorece o modelo de Bertrand.
- Curto prazo: Capacidade fixa favorece o modelo de Cournot.
Capacidade Limitada: Kreps e Scheinkman
Jogo sequencial: 1º estágio (escolha de capacidade) e 2º estágio (concorrência via quantidade).
Produtos Diferenciados: A Cidade Circular de Salop
A diferenciação é modelada pelo custo de transporte (t) que o consumidor enfrenta. As firmas estão equidistantes em um círculo, competindo principalmente com seus vizinhos imediatos.
Conluio e Concorrência Dinâmica
O conluio tácito surge quando firmas interagem repetidamente, utilizando estratégias de "cenoura" (lucros futuros) e "porrete" (concorrência agressiva em caso de desvio).
Equilíbrio e Repetição
- Repetição finita: O conluio não é sustentável, pois o equilíbrio de Nash (p = CMg) retroage até o primeiro período.
- Repetição infinita: A ausência de um período final permite a sustentação do conluio.
Fatores que facilitam o conluio
A simetria entre as firmas é fundamental. Quanto maior a assimetria, menos sustentável é o conluio, tornando difícil a autodisciplina coletiva no mercado.