Modernismo Português e a Grande Depressão de 1929

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Com o escândalo surgiram os opositores, mas os autores da revista respondiam-lhes, como por exemplo o movimento Anti-Dantas de Almada Negreiros. Outro exemplo é a revista Portugal Futurista e, como artistas, temos: Manuel Bentes, Almada Negreiros, Mário de Sá Carneiro, Amadeu de Sousa Cardoso, Santa-Rita e Fernando Pessoa.

O segundo modernismo ocorreu entre 1920 e 1940. Devido à ditadura ocorrente em Portugal, teve alguns entraves que diminuíam a originalidade comparativamente ao primeiro. Houve a difusão das vanguardas estéticas, como o expressionismo, cubismo e abstracionismo, entre outros. Como exemplo prático, temos a revista Presença e artistas como Almada Negreiros, Sara Afonso, Eduardo Viana, entre outros.

Nas Origens da Crise

Em 1928, os americanos acreditavam que o seu país atravessava uma fase de prosperidade infindável; tinham orgulho nos seus progressos tecnológicos, nas suas fábricas e no consumo desenfreado. Essa era de prosperidade viria a revelar-se precária. Algumas indústrias, como a de extração de carvão, têxteis, estaleiros, etc., ainda não tinham recuperado os níveis anteriores à crise de 1920/21. O desemprego crónico devia-se à intensa maquinização, e a agricultura não se mostrava compensadora. As produções excedentárias originavam a baixa de preços e a queda de lucros.

Uma política de facilitação de crédito mantida pelos bancos sustentava artificialmente o poder de compra dos americanos. Tudo o que os americanos compravam (automóveis, eletrodomésticos, etc.) era com base no crédito e no pagamento a prestações. Também a crédito adquiriam ações. Crentes na solidez da sua economia e tentando enriquecer facilmente, muitos investiam na bolsa, onde a especulação crescia.

A Dimensão Financeira, Económica e Social da Crise

A 24 de outubro (Quinta-Feira Negra), o pânico instalou-se: milhões de títulos foram postos à venda no mercado a preços baixíssimos e não encontraram comprador. Mais tarde, a 29 de outubro, 16 milhões de ações tiveram o mesmo destino, e esta catástrofe ficou conhecida como o Crash de Wall Street. Posteriormente, centenas de milhares de acionistas ficaram na ruína. Como a maior parte dos títulos tinha sido comprada a crédito, também os bancos ficaram na ruína porque as pessoas não conseguiam pagar.

Fecharam mais de 10.000 bancos, o que levou à estagnação da economia, cessando a grande base da prosperidade americana: o crédito. As empresas faliram, o desemprego aumentou, a produção industrial caiu e os preços baixaram. Os preços dos produtos agrícolas afundaram-se, pois a crise da agricultura fez com que a maioria das pessoas ficasse na miséria; as fábricas fecharam ou mantinham estritamente os trabalhadores necessários, e os salários sofreram cortes drásticos.

Mundialização da Crise

A Grande Depressão propagou-se às economias delas dependentes, ou seja, os países fornecedores de matérias-primas, como, por exemplo, México, Brasil e Índia. No mundo capitalista liberal, em que os EUA detinham a hegemonia, os anos 30 foram de profunda miséria e angústia. A conjuntura deflacionista caracterizava-se pela diminuição do investimento e da produção.

O governo americano tomou medidas que acabaram por acentuar a crise: aumentaram para 50% as taxas sobre as importações, levando a que os outros países não pudessem adquirir produtos americanos; esta medida foi grandemente responsável pelo declínio do comércio mundial então verificado. Aumentaram impostos para obterem novas receitas para o seu orçamento e restringiram ainda mais o crédito para que desaparecessem as empresas não rentáveis. Isto fez com que houvesse obstáculos ao investimento e ao aumento do poder de compra da população. Sem procura, não poderia haver o relançamento da economia.

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