Módulo 4 — Fenômenos físicos e químicos
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Módulo 4 — Fenômenos físicos e químicos (I e II)
Características do bico de Bunsen
Características:
- Com ar fechado (pouca entrada de ar): chama amarela, luminosa, menos calorífica (≈ 700 °C), tende a produzir fuligem.
- Com ar aberto (muita entrada de ar): chama azul, não luminosa, mais calorífica (≈ 1 200 °C), transmite mais calor e é estável.
O sal e areia
1 - Lista de utensílios necessários
- Colher / espátula
- Almofariz
- Sonda
- Vaso de 250 mL
- Vareta de vidro
- Funil comum
- Erlenmeyer
- Cápsula de porcelana
- Suporte com base, porca e barra
- Lavador / material para lavagem
- Tela de amianto metálica
- Isqueiro
2 - Descrição da prática de separação (sal e areia)
- Levar duas colheres de sopa de sal e duas de areia.
- Colocar a mistura no almofariz e triturar até obter partículas finas.
- Tomar um tubo de ensaio ou copo e preenchê-lo com água até 60 mL.
- Adicionar cerca de 40 mL de água à mistura triturada para dissolver o sal.
- Agitar para dissolver; deixar decantar se necessário.
- Montar filtração com funil e papel filtro; iniciar a filtração para separar a areia.
- Os grãos de areia, tendo diâmetro maior que os poros do papel, permanecerão no filtro; o sal passa com a solução.
- Obter a solução salina filtrada (filtrado).
- Deixar a areia retida no filtro secar.
- Evaporar a água do filtrado: colocar a solução salina na cápsula de porcelana.
- Colocar a cápsula sobre a tela de amianto e aquecer com o bico de Bunsen.
- A água evapora e o sal permanece na cápsula de porcelana.
3 - Perdas de sal durante a prática
Durante o aquecimento da solução, pode haver projeção ou respingo de gotas quentes, levando à perda de sal. Enquanto a água ferve vigorosamente, ouve-se um ruído semelhante ao crepitar.
4 - Preparação do papel-filtro para o funil
- Umedecer levemente o papel-filtro (com gotas de água).
- Aplicar o papel no funil, pressionando contra as paredes para adquirir a forma cônica e evitar deslocamento.
Cristalização de sulfato de cobre
7 - Fórmula do sulfato de cobre penta
Fórmula: CuSO4·5H2O
8 - Forma das faces dos cristais de sulfato de cobre
Os cristais apresentam forma romboédrica (rhomboidal).
9 - Uso importante do CuSO4
É utilizado para combater fungos (fungicida) em campos e plantações.
11 - Descrição da prática de cristalização
- Colocar o sulfato de cobre em um almofariz.
- Triturar o sal de sulfato de cobre até obter fragmentos finos, se possível.
- Encher um copo de 500 mL com água adequada para a preparação da solução.
- Aquecê-lo ao calor e adicionar o sulfato de cobre ao líquido.
- Observar a solução adquirindo cor azul intensa; aquecer até cerca de 75 °C (conforme procedimento do grupo).
- Filtrar a solução quente para remover impurezas.
- Deixar a solução repousar; cristalização e formação de cristais ocorre em 2 a 3 semanas.
12 - Diferença visual entre sulfato de cobre hidratado e anidro
O sulfato de cobre anidro é branco (ou cinza-esbranquiçado). Quando cristaliza a partir de solução aquosa, forma-se o sulfato de cobre penta-hidratado, de cor azul intensa: CuSO4·5H2O, que incorpora moléculas de água na estrutura cristalina.
13 - O que é um hidrato?
Um hidrato é um composto sólido que incorpora moléculas de água em sua estrutura cristalina.
14 - Exemplos de dois hidratos
- Sulfato de cobre pentahidratado: CuSO4·5H2O
- Cloreto férrico hexahidratado: FeCl3·6H2O
31 - O que diz a lei de Mitscherlich?
A lei de Mitscherlich refere-se à isomorfia: compostos isomorfos apresentam composição química semelhante e podem cristalizar em formas semelhantes.
32 - O que constitui as isoformas (isomorfos)?
São diferentes compostos químicos, mas de composição e estrutura semelhantes, que podem cristalizar na mesma forma cristalina, com ângulos interfaciais e relações axiais similares.
Fenômenos físicos e químicos (II) — Vidro
1 - Por que não descrever o vidro como sólido cristalino?
Porque o vidro não apresenta um ponto de fusão definido; ao aquecer-se torna-se plástico e comporta-se como um líquido viscoso. Por isso muitas vezes não é classificado como sólido cristalino.
2 - Segredo para bom trabalho com vidro
Trabalhar com o vidro bem aquecido (temperatura adequada) facilita a conformação sem fraturas.
3 - Cuidados ao manusear vidro quente
Não distinguir visualmente vidro frio de vidro quente pode provocar queimaduras; manusear com proteção adequada.
4 - Primeiro passo para cortar um tubo de vidro usando uma lima triangular
Deixar o tubo sobre a mesa; com a mão que o segura (mão esquerda se destro) estabilizar o tubo. Com a outra mão fazer uma ranhura transversal com a lima. A ranhura não deve envolver toda a circunferência do tubo.
5 - Movimento correto da lima ao recortar
Não usar movimento de gangorra (vai e vem). Deve-se limar em um só sentido para evitar fissuras e estilhaçamento.
6 - Como posicionar as mãos para quebrar o tubo após o entalhe
Colocar as mãos nos lados opostos ao entalhe: ambos os polegares de um lado e os demais dedos do outro, aplicando força controlada até romper. (Faça um desenho explicativo conforme solicitado.)
7 - Sentido das forças ao dobrar um tubo
Aplicar força como se fosse dobrar o tubo, mantendo a ranhura no lado convexo. (Faça um desenho explicativo conforme solicitado.)
8 - Se o tubo não se quebra com força moderada
Fazer uma ranhura mais profunda com a lima, sem forçar excessivamente o vidro.
9 - Como cortar um tubo de vidro
Seguir os passos descritos nas perguntas 4 a 8.
10 - O que é o "annealing" (matar estrias)?
Envolve aquecer a extremidade recém-cortada com o bico de Bunsen para arredondar e alisar o acabamento.
11 - Por que aplicar calor com cuidado na extremidade cortada?
Se aquecido de forma inadequada, a extremidade pode fechar-se, alterando o diâmetro do tubo.
12 - Por que efetuar o acabamento (matar estrias)?
- Evitar cortes à pessoa que manipula o vidro (extremidade afiada).
- Quando o tubo for usado com rolhas de borracha, evita que o vidro cause rasgos nas rolhas.
13 - O que fazer com o tubo enquanto se aplicam operações que exigem calor?
Girar o tubo continuamente para aquecimento uniforme.
14 - Como dobrar um tubo de vidro
Aqueça não apenas um ponto, mas uma área de aproximadamente 3 cm. Puxe levemente as extremidades para obter o ângulo desejado.
15 - Indicadores de que o tubo está pronto para dobragem
- A chama tem uma coloração amarelada devido ao vidro aquecido.
- A região aquecida fica maleável (flácida) na área de aquecimento.
16 - Como estirar (alongar) um tubo de vidro
Aqueça uma área de cerca de 3 cm e puxe as extremidades; a seção central ficará cada vez mais estreita e alongada. Formar-se-á uma região estreitada, o chamado "estreitamento" ou "cabelinho".
Determinação do ponto de fusão
17 - O que é uma fórmula química?
É uma maneira de expressar a composição de uma substância, indicando os elementos presentes e suas proporções.
18 - Fórmula condensada do p-diclorobenzeno
Fórmula condensada: C6H4Cl2
19 - Por que o p-diclorobenzeno também é nomeado 1,4-diclorobenzeno?
Porque a fórmula estrutural mostra que os átomos de cloro estão nas posições 1 e 4 do anel benzênico (posição para), daí o nome 1,4-diclorobenzeno.
20 - Propriedades do p-diclorobenzeno
- É um sólido branco.
- Pode ser usado como inseticida (por exemplo, na fabricação de blocos anti-traça).
21 - Por que não importa se o tubo do produto está totalmente submerso na água ao determinar o ponto de fusão do p-diclorobenzeno?
Porque o p-diclorobenzeno não se dissolve na água.
22 - Valor do ponto de fusão obtido pelo grupo
62 °C.
Reação de ácido clorídrico com amônia
23 - Princípio dos vasos comunicantes
No exemplo: no nº 1 apenas água é colocada no recipiente A com a torneira fechada; o B está vazio. No nº 2, abrindo a torneira, a água flui para o recipiente B até que os níveis se igualem — princípio dos vasos comunicantes.
24 - Uso de pipetas na prática
Durante a prática, as pipetas foram identificadas por cor e associadas a cada substância para evitar confusão.
25 - Como recolher amostras sem risco
HCl: utilizar sonda; NH3: pipetar. Identificar claramente os recipientes/embalagens.
26 - Equação química da reação HCl + NH3
HCl + NH3 → NH4Cl
27 - Peso molecular (massa molar) das substâncias
Pesos atômicos usados: H = 1; Cl = 35,5; N = 14.
- Pm HCl: 1 + 35,5 = 36,5 g·mol−1
- Pm NH3: 14 + (1 × 3) = 17 g·mol−1
- Pm NH4Cl: 14 + (1 × 4) + 35,5 = 53,5 g·mol−1
28 - Como calcular o peso molecular
Somando os pesos atômicos dos elementos que constituem a substância.
29 - Quantidade de um mol (g·mol−1)
- HCl: 36,5 g (1 mol)
- NH3: 17 g (1 mol)
- NH4Cl: 53,5 g (1 mol)
30 - O que é uma molécula-grama (mol)?
É o número de gramas de uma substância igual à sua massa molar (peso molecular).
32 - Estequiometria da reação HCl + NH3
Estequiometria: as quantidades de substâncias na reação. Exemplo: 36,5 g de HCl reagem com 17 g de NH3 para dar 53,5 g de NH4Cl.
33 - Por que o anel branco se forma próximo ao papel impregnado de amônia?
O anel branco (NH4Cl) forma-se mais próximo da fonte de amônia porque as moléculas de HCl são mais pesadas e, portanto, movem-se mais lentamente que as moléculas de NH3; a reação ocorre no ponto de encontro das duas correntes de vapor/gás.
34 - Comparação das velocidades das moléculas (NH3 vs HCl)
A velocidade média de difusão das moléculas é aproximadamente inversamente proporcional à raiz quadrada da massa molar. Assim:
vNH3 / vHCl = √(MHCl / MNH3) = √(36,5 / 17) ≈ 1,47.
Portanto, as moléculas de amônia movem-se cerca de 1,47 vezes mais rápido que as de ácido clorídrico nas mesmas condições.
35 - Discussão dos cálculos realizados na prática
Os cálculos referem-se às massas molares, ao conceito de mol e à estequiometria já apresentados nas perguntas anteriores.
Reação de ácido clorídrico com vários metais
36 - Efeito da adição de água aos tubos contendo metais
A adição de água dilui o ácido clorídrico, reduzindo sua concentração; o hidrogênio produzido forma-se em bolhas visíveis durante a reação.
37 - Metais que reagiram na prática
Na prática reagiram: zinco, alumínio e ferro.
38 - Equações químicas das reações observadas
- Zn + 2 HCl → ZnCl2 + H2
- 2 Al + 6 HCl → 2 AlCl3 + 3 H2
- Fe + 2 HCl → FeCl2 + H2
39 - Metais que não reagiram
- Chumbo (Pb)
- Cobre (Cu)
40 - O que são reações exotérmicas?
Reações exotérmicas são aquelas em que o calor é liberado para o ambiente.
41 - Algumas reações HCl + metal são exotérmicas?
Sim. As reações com alumínio, zinco e ferro observadas na prática liberam calor (são exotérmicas).
O ácido clorídrico
48 - Relação entre ácido clorídrico e cloreto de hidrogênio
O termo "ácido clorídrico" refere-se à solução aquosa do gás cloreto de hidrogênio (HCl(g)). Ou seja, HCl(g) em água forma HCl(aq), chamado de ácido clorídrico.