Motivação no Trabalho: McClelland e Herzberg
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Teoria de McClelland
A teoria da motivação de afiliação, poder e realização de David McClelland
De acordo com McClelland, a maioria das pessoas pertence a três grandes grupos de necessidades relacionadas à atividade de trabalho:
Afiliação
Tendência a favorecer e buscar a aceitação dos outros; preferência por cooperação em vez de competição.
Comportamentos associados:
- Manter contato com os outros
- Preferir um trabalho que exige relações interpessoais
- Escolher trabalhar antes com um amigo do que com um especialista
- Simpatizar com os outros, oferecer apoio e carinho
Poder
Tendência a influenciar e controlar; preferência por situações competitivas, por ganhar prestígio e influência, mais do que pela simples realização de um resultado.
Comportamentos associados:
- Dar conselhos sem ser solicitado
- Procurar fazer com que os outros sigam um padrão
- Expressar emoções de forma avassaladora
- Influenciar os outros para atingir um resultado específico
- Controlar a informação
Realização
Tendência a perseguir metas e obter resultados cada vez mais satisfatórios, melhorando-os continuamente; preferência por situações que envolvam responsabilidade pessoal e risco controlado.
Comportamentos associados:
- Definir metas desafiadoras
- Tomar riscos calculados
- Assumir responsabilidade pessoal
- Cercar-se de especialistas em vez de amigos
- Pesquisar e fornecer informações
Teoria de Herzberg
Herzberg e a teoria dos dois fatores; enriquecimento do trabalho
Herzberg discute a motivação no trabalho a partir da perspectiva da própria natureza do trabalho, e não das necessidades pessoais do trabalhador, assim como Maslow.
Existem dois grupos de fatores. Os fatores de higiene não produzem motivação, mas evitam a insatisfação; já os fatores motivacionais são a fonte de satisfação no trabalho.
Entre os primeiros (fatores de higiene) estão: o ambiente físico de trabalho, salário, segurança no emprego, um bom relacionamento com colegas e chefes, etc. Essas circunstâncias constituem o substrato básico em que as relações de trabalho são realizadas; um bom desempenho não elimina problemas no trabalho, mas tampouco dirige a motivação diretamente. Se houver falhas ou déficits nessas circunstâncias, automaticamente se cria uma situação de insatisfação.
Os fatores motivacionais dirigem diretamente a um trabalho mais intenso e melhor, relacionados ao conteúdo do trabalho e ao trabalho realizado. Esses fatores incluem: promoção na empresa, capacidade de aplicar conhecimento e desenvolvimento profissional, responsabilidade por um trabalho ou uma tarefa e ter metas.