Movimentos Sociais: Poder e Transformação

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Movimentos Sociais

Os movimentos sociais podem ser considerados redes de relações informais entre uma pluralidade de indivíduos e grupos, mais ou menos estruturados do ponto de vista organizativo. Compõem-se de redes dispersas e debilmente ligadas a indivíduos que se consideram parte de um esforço coletivo. Uma das características diferenciadoras dos movimentos é o poder de pertencer, com o qual se sentem envolvidos num esforço coletivo sem terem de aderir automaticamente a uma organização específica.

Favorecem novas interpretações da realidade, pois permitem a circulação dos recursos necessários para a ação coletiva. São um movimento social na medida em que os membros partilham um sistema de crenças, que alimenta novas solidariedades e identificações coletivas. São considerados protagonistas da mudança social, pois elaboram visões do mundo e sistemas de valores alternativos em relação aos dominantes, que no passado eram desconhecidos ou mesmo inconcebíveis.

Os valores emergentes estão, pois, na base da definição dos conflitos para os quais os atores se mobilizam. A partir dos anos 70, começou a falar-se de novos movimentos como atores de novos conflitos. Os novos movimentos sociais tentariam opor-se à penetração do Estado e do mercado na vida social, para reivindicar a reapropriação da sua identidade, o direito de realizar a sua vida privada e afetiva contra a manipulação do sistema. A diferença de espécie, defesa do ambiente natural, convívio entre várias culturas são alguns dos temas em volta dos quais se constituíram recentemente os movimentos sociais.

Finalmente, os movimentos sociais caracterizam-se por adotar formas invulgares de comportamento público, utilizando o protesto como modo de exercer pressão política. O protesto é uma forma de ação não convencional que interrompe a rotina quotidiana. Os movimentos sociais tendem a utilizar os mass media como caixa de ressonância, daí a necessidade de ações invulgares para atrair a atenção. Criticam a democracia representativa, desafiando os pressupostos institucionais dos modos convencionais de fazer política em nome de uma democracia participativa.

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