Neoclassicismo e Romantismo na Literatura Espanhola

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Neoclassicismo

Neoclassicismo: o movimento artístico do século XVIII marcou a Ilustração. Predomina a razão sobre os sentidos; a literatura tem uma finalidade didática e crítica, onde o ensaio possui um estilo simples que valoriza o bom gosto.

Lírica: não é emocional ou original, mas preza pelo valor didático e pela utilidade. Salienta-se Juan Meléndez Valdés por ser quem melhor encapsula o anacreontismo neoclássico, escrevendo também sobre questões sociais.

Prosa: as contribuições do ensaio conseguem criar uma linguagem mais moderna e simples. Os autores tinham o objetivo comum de modernização do país com as suas obras:

  • José Cadalso: com "Cartas Marruecas", uma sátira social da Espanha.
  • Feijoo: com "Teatro Crítico Universal".
  • Jovellanos: com "Relatórios sobre Educação", defende que a cultura é o modo para atingir o bem pessoal e social.

Teatro: defesa da verossimilhança e obras didáticas contrárias às obras barrocas. Os concursos públicos ilustrados rejeitam a forma do teatro barroco porque não respeitavam a regra das três unidades e pela falta de conteúdo didático. Teve pouco sucesso, exceto pela tragédia "Raquel", de García de la Huerta, e pela comédia de Moratín, que tenta educar os espectadores ao criticar as normas sociais, costumes e comportamentos (ex: "El sí de las niñas").


Romantismo

Romantismo: movimento estético da primeira metade do século XIX; na Espanha, foi tardio. Os escritores românticos espanhóis mostram seu desejo por um mundo ideal e sua insatisfação com a sociedade materialista, através de atitudes revolucionárias ou tradicionalistas.

Poesia: traz inovações como o uso de novas e antigas formas (romance), recolhendo itens específicos do movimento. Distinguem-se dois tipos de poesia:

  • Intimidade lírica: expressa os anseios e frustrações do autor com questões sociais e religiosas (Bécquer e Rosalía de Castro).
  • Narrativa: foca em lendas e temas históricos (Espronceda e Duque de Rivas).

José Espronceda: de formação neoclássica, mas obteve a influência do Romantismo no exílio. Alguns de seus poemas tratam de párias sociais (como "Canción del pirata") e outros sobre seus ideais políticos e sociais. Seu estilo é grandiloquente, enfático e com muita musicalidade. Suas obras mais importantes são: "El estudiante de Salamanca" e "El diablo mundo".

Bécquer e Rosalía de Castro: pertencem ao Romantismo tardio e caracterizam-se pelo lirismo intimista, simples e cuidado. Bécquer é conhecido por suas "Rimas"; sua poesia surge da evocação do sentimento e da fantasia misturada com singeleza. Rosalía destaca-se por "En las orillas del Sar", com um estilo pessoal, simples e direto.

Prosa: há dois gêneros principais:

  • O romance histórico: com temas da Idade Média, destaca-se Gil y Carrasco ("El Señor de Bembibre").
  • Costumbrismo: descreve a sociedade de forma graciosa. Destacam-se Serafín Estébanez Calderón e Larra.

Larra: sublinham-se os seus artigos jornalísticos, que se distinguem entre: tradicionais (visão crítica e satírica da sociedade), políticos (visão global da política) e literários (crítica literária do momento). Na prosa de Bécquer, destacam-se as "Lendas".

Teatro: domina o drama político que visa comover. Os temas são o amor e a liberdade, que levam a finais trágicos. Destacam-se Martínez de la Rosa ("La conjuración de Venecia") e o Duque de Rivas ("Don Álvaro o la fuerza del sino"), que mistura o cômico, prosa e verso, sem respeitar as três unidades. O escritor mais famoso é José Zorrilla ("Don Juan Tenorio").

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