Neoliberalismo, Globalização e Impactos na Educação
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Neoliberalismo e Economia
O neoliberalismo defende a não participação do Estado na economia, o que possibilita o livre comércio, garantindo o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país.
- Pontos Positivos: A economia se torna mais competitiva, impulsiona o desenvolvimento tecnológico e contribui para a queda dos preços e da inflação dos produtos.
- Pontos Negativos: Beneficia apenas as grandes potências econômicas e grandes empresas multinacionais.
Neoliberalismo e Educação
Quais são as consequências do neoliberalismo para a educação?
- Menos recursos.
- Formação menos abrangente e mais profissionalizante.
- Privatização do ensino (a formação intelectual era destinada à elite).
- Aceleração da aprovação para obtenção de vagas.
- Ensino médio profissionalizante: mais mão de obra barata para o mercado de trabalho e menos consciência crítica.
Países pobres apontam o neoliberalismo como causa do desemprego, baixo salário, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.
O mundo está se tornando um grande mercado, e a educação está se transformando em mercadoria, semelhante a um objeto qualquer de consumo. Um lugar onde quem tem dinheiro, paga.
Globalização e Políticas Educativas
Com relação ao ensino, o processo de globalização vem interferindo nas políticas educativas de maneira profunda e significativa, com muitas consequências negativas. Percebe-se claramente a crise do setor educacional. Ações desconexas, improdutivas e ineficientes, de caráter meramente eleitoreiro, vêm sendo tomadas ao longo dos anos, culminando na pobreza educacional e resultando no empobrecimento do estudante.
A Dinâmica da Globalização
A globalização é gerada pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maior mercado para os países centrais (desenvolvidos). Ela diz respeito à forma como as pessoas se interagem e se aproximam, interligando o mundo, porém:
- Visa somente mão de obra e mercado de trabalho. O pensamento crítico e o intelectualismo não fazem parte desse contexto.
A nova onda de modernidade trazida pela globalização fez com que todos os segmentos da sociedade, inclusive escolas, se adaptassem à nova ordem social. Essas mudanças, necessidades de transformações, adaptações e modernizações ocasionaram efeitos em nossa sociedade. A educação sofre a influência direta das características de um sistema essencialmente capitalista, que é de natureza competitiva, individualista e excludente, provocando mutações nos conceitos de cidadania, qualidade, conhecimento, produtividade e competência.
Globalização e Neoliberalismo na Educação
Os valores decorrentes desses dois pontos são a racionalidade empresarial: têm a eficiência, a competitividade, a produtividade e o lucro como recompensa a alcançar. Como a educação é vista como um bem de consumo, ela se torna acessível somente a uma pequena parcela da sociedade. A tendência é a seletividade e a elitização do conhecimento. A consequência para a grande maioria é o analfabetismo, o desemprego, a miséria e a violência.
Uma educação de qualidade é aquela que promove a cidadania, superando a desigualdade social e a democratização do Estado.
Influência de Órgãos Internacionais
A educação sofre influência de órgãos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O discurso desses órgãos remete à qualidade total na educação, procedendo como se esta fosse uma empresa. É exigida capacitação profissional polivalente, com visão de todo, que tenha habilidades múltiplas e vários idiomas. Quem não possuir tais características não está apto para o mercado, resultando em desemprego.
Heterogeneidade dos Efeitos
O processo da globalização não é homogêneo, e muito menos seus efeitos. As resultantes variam de acordo com as realidades socioeconômicas e culturais das populações e sua dependência de recursos externos, favorecendo evidentemente as sociedades mais desenvolvidas e com maior poder econômico.
Cada sociedade tem sua particularidade, seus costumes, tradições e seus próprios problemas. A implantação de processos homogêneos não respeita essas diferenças e práticas, e tende a gerar lacunas no segmento evolutivo das sociedades e de seus organismos sociais.