Nutrição: Síndrome de Down, Transtornos e Vegetarianismo

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Síndrome de Down

Síndrome de Down: nos músculos apresentam hipotonia, hipertireoidismo, constipação e dificuldade de mastigação. Observa‑se menor crescimento e desenvolvimento. Avaliação nutricional: análise alimentar, avaliação antropométrica (peso, altura e composição corporal). Utilizar análise de dados pelas curvas de crescimento de Mustachi e Cronk et al. Prevalência de sobrepeso/obesidade; risco aumentado de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Se houver alimentação inadequada e ausência de atividade física, podem ocorrer carências nutricionais.

Transtornos alimentares

Transtornos alimentares: realizar questionários autoaplicáveis, por exemplo:

  • EAT — Teste de Atitude Alimentar (Eating Attitudes Test).
  • BITE — Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo (Bulimic Investigatory Test, Edinburgh).

Esses instrumentos avaliam se o paciente apresenta características bulímicas (ingere alimentos em excesso e pode realizar purgação), com questões sobre padrões alimentares e métodos compensatórios. Utilizar também questionários de imagem corporal (perguntas sobre a percepção da imagem corporal, respondidas por escala; a soma das respostas permite verificar o resultado).

Vegetarianos

Vegetarianos — motivos: ética, saúde, filosofia, religião, etc. Tendem a ter menor ingestão de gordura saturada, colesterol e proteína animal; maior ingestão de carboidratos complexos, fibras, potássio, folato, fitoquímicos e vitaminas C e E.

Déficits nutricionais

  • Possíveis déficits: vitamina B12, cálcio, ferro, zinco e ômega‑3.

Proteínas e inibidores

Inibidores de proteases: proteínas que inibem atividades de tripsina, quimiotripsina, amilase e carboxipeptidase (presentes em leguminosas). Recomenda‑se cocção adequada (ex.: 100 °C por 5–10 minutos) para reduzir inibidores.

Antinutrientes importantes

  • Ricos em oxalato: espinafre, beterraba e cacau em pó.
  • Fitato (ácido fítico): encontrado em amêndoas, amendoim, concentrado de proteína de soja e feijão branco; reduz a disponibilidade de minerais como ferro e zinco.

Benefícios de menor ingestão de proteína animal

Benefícios: diminui excreção urinária de cálcio, pode retardar a progressão de doença renal, menor teor total de gordura, gorduras saturadas e colesterol; maior teor de carboidratos complexos e fibras.

Recomendação proteica: 1,0 a 1,2 g PTN/dia (observando necessidade individual).

Ferro não‑heme

Ferro não heme: menos biodisponível que o ferro heme; pode apresentar ferro sérico baixo mesmo com ferritina adequada. Inibidores: fitato, cálcio e alguns polifenóis. Absorção: favorecida por vitamina C e ácidos orgânicos (ácido ascórbico, cítrico, málico, tartárico), retinol e beta‑caroteno — a presença de vitamina C pode aumentar a absorção até ~1,8×.

Alimentos ricos em ferro não heme: quinoa, trigo, feijão branco, avelã, castanha de caju, gergelim, linhaça, pêssego, agrião e coentro.

Zinco

Fatores que estimulam: proteína e vitamina C. Fatores que inibem: fitatos e caseína. Recomenda‑se considerar aumento de aproximadamente 50% na ingestão de zinco para vegetarianos, quando necessário.

Fontes ricas em zinco: cereal matinal de milho, soja, linhaça e coentro.

Cálcio

Cálcio: ingestão similar à de onívoros, porém a biodisponibilidade pode ser afetada por fitatos e oxalatos. Alimentos vegetais ricos em cálcio: coentro, feijão branco, manjericão e farinha de soja.

Boa disponibilidade de cálcio: brócolis, repolho e couve (baixos em oxalato); sucos enriquecidos com cálcio (40–60% de absorção relativa), tofu e extrato de soja. Suplementação com vitamina C pode auxiliar a absorção (estimativa 30–35%). Linhaça, feijão e amêndoas apresentam baixa disponibilidade de cálcio.

Resumo de alimentos recomendados

  • Quinoa, trigo, feijão branco, avelã, castanha de caju, gergelim, linhaça, pêssego, agrião e coentro — boas fontes de ferro não heme.
  • Brócolis, repolho e couve — boas fontes de cálcio com maior biodisponibilidade.
  • Tofu e extrato de soja — fontes de cálcio e proteína vegetal.
  • Leguminosas — fonte proteica, atenção a inibidores de proteases (cocção recomendada).

Observação: monitorar estado nutricional (antropometria, exames laboratoriais) e ajustar estratégias (suplementação e orientação dietética) conforme necessidade individual, especialmente para vegetarianos e pessoas com Síndrome de Down ou transtornos alimentares.

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