Odontopediatria: Processo Eruptivo, Cistos e Mantenedores

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Processo Eruptivo e Anomalias Anatômicas em Bebês

  • Calo de Amamentação (Sucking Pad)

    Apoio para sucção. Diminui após o aleitamento materno.

  • Freio Labial Superior (Bebê Edêntulo)

    Crescimento vertical do rodete gengival, fazendo com que o freio assuma uma nova posição (mais vestibular e mais alta). Ocorre nos primeiros 6 meses de idade.

  • Freio Labial Inferior

    Mais delgado e firme, geralmente imperceptível no bebê.

  • Palato Duro

    Mais rugoso na infância; a rugosidade diminui à medida que a criança cresce.

  • Arco Inferior

    Mucosa gengival firme e aderida, lobulada com segmentação vertical (indicando a presença de dentes decíduos).

Rodete Gengival e Discrepância Maxilomandibular

O rodete gengival é recoberto por tecido gengival. A compressão durante o parto normal pode influenciar a forma da cabeça para a passagem no canal vaginal. O padrão de aleitamento materno ajuda a diminuir esta discrepância maxilomandibular.

Dispositivo de Dunn

Auxilia na projeção da mandíbula em bebês que utilizam mamadeira.

Padrões de Deglutição

  • Imatura: Projeção da língua entre os rodetes gengivais e boca semiaberta.
  • Madura: Dentes em oclusão, língua posicionada entre os incisivos (padrão de transição).

Cistos de Inclusão em Recém-Nascidos

Estes cistos estão relacionados a períodos embrionários.

  • Pérolas de Epstein

    Remanescente de tecido epitelial no fechamento dos processos palatinos. Localizado na rafe mediana palatina, possui conteúdo esbranquiçado e aparece logo após o nascimento. Involui até desaparecer. Conduta: Acompanhamento e massagem digital.

  • Cisto da Lâmina Dentária

    Semelhante às Pérolas de Epstein, mas se forma sobre a lâmina dentária, no rebordo gengival do bebê.

  • Nódulo de Bohn

    Remanescente de tecido de glândulas mucosas. Conteúdo amarelado, encontrado sobre o rodete gengival (porção vestibular ou palatina). Aparece mais tardiamente.

Conduta Geral: Massagem e observação até involuir (aproximadamente 6 meses para desaparecer).

Tratamento Ortodôntico em Dentes Decíduos: Manutenção de Espaço

Consequências da Perda Dentária Precoce

A perda precoce de dentes decíduos pode levar a alterações funcionais e/ou esqueléticas. Com a perda, a criança pode começar a projetar a língua no espaço. Essa força pode provocar uma série de deformações, como:

  • Aumento do espaço perdido;
  • Sobressaliência;
  • Padrão de deglutição atípica.

Indicações e Manutenção do Mantenedor de Espaço

Objetivo: Manter o espaço até a época da erupção do dente permanente (Estágio 8 de Nolla).

Quando usar o Mantenedor Estético Funcional (MEF): Quando houver perda precoce de espaço, ou seja, quando a perda de um elemento ocorre antes de o permanente estar pronto para erupcionar.

Aceitação: A partir dos 4 anos, há maior aceitação do uso do mantenedor, facilitando a fala, alimentação e deglutição.

Controle: O controle e a manutenção do MEF devem ser feitos mensalmente. Quanto mais nova a criança, mais complexa é a reabilitação.

Função Adicional: O mantenedor pode ser acoplado a outros dispositivos para auxiliar na correção de maloclusões (Ex: dispositivo para descruzar mordida + mantenedor de espaço).

Contraindicação: Crianças com hábitos de sucção digital. Primeiro, deve-se remover o hábito e, depois, instalar o dispositivo fixo.

Retenção Radicular e Erupção Permanente

Caso Clínico: Criança perdeu as coroas por cárie, foi realizado tratamento endodôntico e sepultamento radicular.

O processo de erupção do permanente é guiado pelas raízes dos decíduos. Não devemos extrair a raiz para evitar que o processo de erupção seja tardio ou que a forma do arco seja alterada. Deve-se realizar controle radiográfico semestral, especialmente devido ao tratamento endodôntico.

Observações Importantes sobre Mantenedores

  • O mantenedor (fixo ou removível) não é estético (referindo-se ao tipo padrão, não ao MEF).
  • O mantenedor é sempre indicado quando ainda não houve a perda do dente e/ou a perda do espaço.
  • Após a instalação, a mãe deve ser orientada sobre a higienização.
  • Em alguns casos, resina pode ser colocada na região do grampo para aumentar e melhorar a retenção do dispositivo.

Tipos de Mantenedores de Espaço

Mantenedor Removível

  • Indicação: Perda unitária ou múltipla, em região anterior e/ou posterior.
  • Vantagem: Pode acoplar outros dispositivos para correção. É frequentemente a primeira opção.

Mantenedor de Espaço Fixo

  • Indicação: Menores de 4 anos, pois é fixo e não depende da maturidade da criança.
  • Limitação: Geralmente usado apenas na região anterior, para perda unitária (máximo de dois elementos). Requer dente adjacente.

Mantenedores Fixos para Região Posterior (Perda Unitária)

  • Banda-Alça

    Desvantagem: Não repõe o dente, não havendo contato com o antagonista.

  • Coroa-Alça

    Indicado quando o dente de suporte apresenta destruição. É confeccionada uma coroa com uma alça que se apoia no dente vizinho.

  • Banda-Coroa

    Em vez da alça presa à banda, uma coroa é presa à banda para garantir o contato oclusal com o antagonista.

Resumo das Opções por Região

  • Região Anterior: Mantenedor removível, Mantenedor Fixo Denari, Mantenedor Fixo de Extremidade Livre.
  • Região Posterior: Mantenedor removível, Mantenedor Fixo tipo Banda-Alça.

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