Óleos Essenciais e Saponinas: Controle de Qualidade, Propriedades e Toxicidade
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Controle de Qualidade de Óleos Essenciais
A avaliação da qualidade de um óleo essencial é crucial para garantir sua pureza e eficácia. Os métodos incluem:
- Aparelho Clevenger: Utilizado para determinar o teor de óleo essencial.
- Teste da Mancha: Verificar se o óleo deixa uma mancha translúcida, indicando adulteração com óleo fixo.
- Métodos Físicos: Avaliação da densidade relativa e solubilidade em álcoois (ex: utilizar água e essência numa proveta; se o óleo tiver álcool, ele terá mais afinidade com a água e se separará).
- Cromatografia Gasosa (CG): Método padrão em empresas, avalia o ponto de ebulição dos componentes. O equipamento aquece a amostra acima de 300°C e verifica os picos de ebulição dos componentes presentes.
Propriedades Farmacológicas dos Óleos Essenciais
- Ação carminativa ou espasmolítica (Ex: Menta, Erva-doce, Camomila)
- Ação antisséptica
- Ação rubefaciente
- Ação secretolítica
- Ação diurética
- Ação neurosedante
- Ação estimulante do SNC e cardiovascular
- Ação anti-inflamatória
- Ação anestésica local
- Ação estimulante do apetite
Toxicidade e Segurança
Os óleos essenciais podem causar diversas reações adversas:
- Reações Cutâneas:
- Irritação (Ex: Mostarda)
- Sensibilização (Ex: Canela)
- Fototoxicidade (Ex: Frutos cítricos)
- Reações no SNC (Sistema Nervoso Central):
- Efeitos convulsivantes (Ex: Losna, Funcho)
- Efeitos psicotrópicos (Ex: Noz-moscada)
Quando um óleo essencial é produzido na indústria farmacêutica para ser utilizado na preparação de cosméticos, a legislação exige que sejam realizados testes in vitro e in vivo para verificar se o produto não causa toxicidade.
Exemplos de Óleos Essenciais e Usos
- Pau Rosa: Óleo nacional, rico em linalol.
- Cravo-da-Índia: Utilizado como vasodilatador, antisséptico e analgésico. É um dos poucos óleos essenciais com densidade maior que a da água.
- Alecrim: Usado como condimento, na cosmética, como anestésico e para neutralizar odor desagradável.
- Lavanda: Conhecida por suas propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, analgésicas e relaxantes musculares.
Saponinas
A Saponina é classificada como uma substância tensoativa (ou aprogênica). Sua principal característica é a capacidade de diminuir a tensão superficial e formar espuma. Para identificar a presença de saponina em uma planta, basta colocar uma pequena quantidade da droga em um tubo de ensaio, misturar com água e agitar; a formação de espuma confirma sua presença.
O termo Saponina indica que a substância é um glicosídeo ou heterosídeo, apresentando sempre um açúcar ligado à sua estrutura. Já o termo Sapogenina refere-se à porção não açucarada da molécula.
Propriedades e Mecanismo de Ação das Saponinas
- Ação Ictiotóxica: Saponinas são tóxicas para peixes e moluscos, pois eliminam os gases da água e modificam a permeabilidade das brânquias.
- Uso Potencial: Podem ser usadas no tratamento da doença barriga-d'água em regiões endêmicas.
Mecanismo de Ação
A formação de espuma nada mais é do que os gases que saem da água, resultado da ação tensoativa da saponina.
É fundamental lembrar que as saponinas modificam a permeabilidade da membrana de qualquer célula. Devido a essa alteração, elas podem promover hemólise (quebra da hemácia), levando a pessoa à morte caso a substância seja injetada diretamente na corrente sanguínea.