Operações Passivas e Arrendamento Financeiro
Classificado em Economia
Escrito em em
português com um tamanho de 3,98 KB
Operações Passivas
Operações Passivas na Intermediação Financeira: Representam recursos captados junto a aplicadores e depositantes para serem emprestados ou investidos a taxas mais elevadas.
Principais operações passivas das instituições financeiras:
- a) Captação por depósitos, títulos e outras formas contratuais de obrigações;
- b) Recursos transitórios de terceiros;
- c) Obrigações da própria instituição financeira decorrentes de seu funcionamento.
Depósitos a Vista (COSIF) - Saldos considerados:
São considerados os saldos das contas: Depósitos Vinculados, Cheques Marcados, Cheques-salário, Cheques de Viagem, Depósitos Judiciais, Depósitos Obrigatórios, Depósitos para Investimentos, Depósitos Especiais do Tesouro Nacional, saldos credores em contas de empréstimos e financiamentos, bem como os depósitos a prazo não liquidados no vencimento.
Depósitos a Prazo - Classificação:
São classificados de acordo com a forma de captação em:
- a) Com ou sem emissão de certificado;
- b) Com remuneração prefixada ou pós-fixada.
Depósitos de Poupança - Finalidade:
Foram criados para fortalecer a poupança popular e, ao mesmo tempo, como alternativa para fomentar o crédito habitacional para a população de baixa renda.
Depósitos Interfinanceiros - Objetivo:
Têm por objetivo equilibrar a distribuição dos recursos entre as instituições financeiras.
Letras Imobiliárias e Hipotecárias:
Destinam-se a financiar a atividade imobiliária, tanto ao mutuário final como para a construção do empreendimento.
Empréstimos e Repasses – Tipos de recursos:
- Empréstimos no país – instituições oficiais;
- Empréstimos no país – outras instituições;
- Empréstimos no exterior;
- Repasses no país – instituições oficiais;
- Repasses do exterior.
Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida – Vantagens:
Possibilitam às empresas financeiras a captação de recursos mediante a emissão de uma dívida caracterizada como uma 'opção' sobre o valor futuro do patrimônio, com o principal atrativo de ser menos onerosa para a instituição do que o lançamento e subscrição de novas ações.
Exemplo Prático: Arrendamento Financeiro (Leasing)
Uma máquina injetora de plástico, no valor de R$ 300.000,00, em 60 meses, com parcela fixa de R$ 18.000,00. A vida útil do bem é estimada em 10 anos.
| a) Na aquisição do bem: |
| D - Bens Arrendados (Arrendamento Financeiro) |
| C - Bancos Privados (Conta Depósito): R$ 300.000,00 |
| b) Na assinatura do contrato com o Arrendatário: |
| D - Arrendamento Financeiro a Receber (AC): R$ 216.000,00 (18.000 x 12) |
| D - Arrendamento Financeiro a Receber (ANC): R$ 864.000,00 (18.000 x 48) |
| C - Renda a Apropriar de Arrend. Financeiro (Redutora AC): R$ 216.000,00 |
| C - Renda a Apropriar de Arrend. Financeiro (Redutora ANC): R$ 864.000,00 |
| c) Apropriação mensal da receita financeira: |
| D - Renda a Apropriar de Arrend. Financeiro (Redutora) |
| C - Renda a Apropriar de Arrend. Financeiro (Resultado): R$ 18.000,00 |
| d) Contabilização dos recebimentos mensais: |
| D - Bancos Privados (AC) |
| C - Arrendamento Financeiro a Receber (AC): R$ 18.000,00 |
| e) Reconhecimento da Depreciação mensal: |
| D - Despesa de Depreciação (Resultado) |
| C - Depreciação Acumulada - Arrendamento Mercantil: R$ 3.571,43 (300.000 ÷ 84 meses) |