Padrões de Drenagem e Tipos de Geleiras
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Padrões de Drenagem
Dendrítico
Padrão de forma arborescente, ou que lembra as nervuras de uma folha vegetal. Típico de áreas cobertas por rochas horizontais, não fraturadas e isotrópicas em relação à erosão pluvial e fluvial. Constitui um padrão onde os talvegues têm variados comprimentos e não possuem nenhuma orientação preferencial ou organização sistemática.
É típico de rochas sedimentares horizontais, podendo também ocorrer em rochas de baixo grau metamórfico (ardósias e filitos) horizontais ou subhorizontais. Pode também ocorrer em alguns derrames de lavas ou sedimentos de origem vulcânica.
Retangular
Padrão onde os cursos d'água se encontram em ângulos retos (90 graus), ou quase. Ocorre em rochas que foram submetidas a processos de diaclasamento e falhamentos. Estas estruturas são áreas onde a erosão pode progredir mais facilmente. Diz-se que a drenagem é condicionada pelas estruturas das rochas.
Pode ocorrer em arenitos diaclasados, derrames de lavas, rochas ígneas plutônicas, onde as diáclases se formam no processo de resfriamento. Comum também em rochas metamórficas submetidas a falhamentos e fraturamento.
Paralelo
Padrão de drenagem onde os talvegues são paralelos a sub-paralelos entre si. Típico de regiões onde houve falhamento intenso em uma única direção e em camadas sedimentares levemente inclinadas, aflorantes em regiões de topografia suave, onde os contatos geológicos se apresentam mais ou menos retilíneos.
Treliça
Padrão caracterizado pela existência de cursos d'água longos e por um conjunto de tributários de cursos curtos que desembocam em ângulos retos no curso maior.
É um padrão que se desenvolve em regiões dobradas, com uma sucessão de sinclinais e anticlinais de eixos horizontais a subhorizontais, onde os cursos maiores se encaixam em vales sinclinais e os cursos menores descem pelas abas destas dobras.
Radial
Padrão caracterizado por talvegues que se dispõem radialmente a uma estrutura ou região mais elevada. Ocorre em estruturas vulcânicas, em áreas sedimentares soerguidas por domos salinos e em áreas onde afloram plútons ígneos que, devido à erosão diferencial, são realçados na topografia.
Abaixo há uma fotografia de um vulcão onde se pode observar uma drenagem radial.
Anelar
Padrão caracterizado por uma drenagem radial e alguns cursos que se colocam como segmentos de arcos ao redor de um ponto mais elevado a montante da drenagem radial.
É um padrão onde uma drenagem radial se associa a uma drenagem concêntrica devido a estruturas concêntricas. Muito comum em regiões que foram soerguidas por domos salinos (diápiros) ou intrusões ígneas. As fraturas foram formadas pela ruptura das rochas intrudidas e soerguidas.
Formação das Geleiras
As geleiras se formam em áreas onde se acumula mais neve no inverno do que a que se derrete no verão. Quando as temperaturas se mantêm abaixo do ponto de congelamento, a neve caída muda sua estrutura, já que a evaporação e a recondensação da água causam a recristalização para formar grânulos de gelo menores, espessos e de forma esférica. Este tipo de neve recristalizada é conhecido por nevado. À medida que a neve se acumula e se converte em nevado, as camadas mais profundas são submetidas a pressões cada vez mais intensas. Quando as camadas de gelo e neve têm espessuras que alcançam várias dezenas de metros, o peso é tal que a nevada começa a desenvolver cristais de gelo maiores.
Geleira Alpina
Esta classe inclui as geleiras menores, as quais caracterizam-se por estarem confinadas nos vales das montanhas: razão pela qual são denominadas geleiras de vale, alpinas ou de montanha. A taxa de alimentação de neve é elevada e sua velocidade também: 60m/mês.
Geleira de Piemonte
As geleiras de piemonte ocupam terras baixas, amplas, nas bases de montanhas escarpadas e se formam quando uma ou mais geleiras alpinas surgem das paredes de confinamento dos vales de montanhas e suas línguas de gelo se unem. O tamanho das geleiras de piemonte varia muito: entre as maiores está a geleira Malaspina, que se estende ao largo da costa sul do Alasca. Ocupa mais de 5.000 km² da planície costeira plana situada no sopé da elevada Cordilheira São Elias.
Geleira de Planalto
As geleiras de planalto são geleiras de menor tamanho. Parecem-se com as calotas de gelo, mas neste caso seu tamanho é inferior. Cobrem algumas zonas elevadas e planaltos. Este tipo de geleiras aparece em muitos lugares, sobretudo na Islândia e algumas das grandes ilhas do Oceano Ártico (Baffin, Ellesmere, Devon, etc.).