O Pensamento Empirista de Locke: Experiência e Limites

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O Pensamento Filosófico Empirista

O pensamento filosófico empirista, que parte de uma crítica ao nativismo e ao racionalismo, dedica-se a todos os esforços para aderir à experiência concreta. O empirismo afirma que a consciência humana é confinada dentro dos limites da experiência e, além deles, só há problemas insolúveis ou fantasias arbitrárias. Isto impõe uma salutar restrição às pretensões da razão humana, como defendido por Locke.

Isto se manifesta nas suas ideias de:

  • Declaração de liberdade individual e política.
  • Defesa da tolerância religiosa, pois, ao considerar o homem aberto, busca assegurar o exercício efetivo das respectivas competências.
  • Foco no objetivo: o papel social dos homens e as tarefas específicas que a vida lhes reserva.

"Todos os seus pensamentos, então, são o resultado dessa abordagem: é abandonada toda pretensão metafísica e qualquer tentativa de ir além da realidade dentro da qual o homem vive e trabalha de forma eficaz." (Abagnano e Visalbergui)

A Investigação Epistemológica de Locke

Este filósofo inglês realmente queria entender as capacidades humanas através do estudo dos limites do próprio homem. Na sua investigação epistemológica, afirma que parte de Descartes, mas impõe a primeira limitação, afirmando que as ideias provêm exclusivamente da experiência. Isto não é resultado da espontaneidade criativa do intelecto humano, mas sim da sua passividade perante a realidade.

A realidade pode ser interna (o eu) ou externa (as coisas naturais); as ideias podem vir de uma ou outra dessas realidades:

  • São chamadas de ideias de reflexão se surgirem a partir do sentido interno, por exemplo: pensar, duvidar, raciocinar, conhecer, querer — ou seja, todas as operações da mente.
  • São chamadas de ideias de sensação (ou apenas sentimento) se a direção for externa, por exemplo: amarelo, calor, dureza, amargura, etc.

Crítica às Ideias Inatas

Contra Platão, Locke argumenta que não existem ideias inatas porque elas precisam ser formadas. Assim, Locke é fiel ao princípio cartesiano de que ter uma ideia significa percebê-la, isto é, estar ciente dela. Este princípio é usado para a crítica das ideias inatas: por exemplo, para ser eficaz, uma ideia inata deveria ser possuída por todos os homens, inclusive crianças e selvagens.

É certo que o nosso conhecimento advém das ideias e transforma as ideias da nossa experiência.

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