O Pensamento Político de Maquiavel em O Príncipe
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Ideias de Maquiavel:
- Muitos imaginaram repúblicas e principados que nunca se viu nem se conheceu que existissem realmente.
- A ruína política advém de não distinguir entre o modo como se vive e como se deve viver.
- Aquele que quiser ser sempre bom acabará em ruína entre tantos que não são bons.
- Portanto, o Príncipe deve sempre agir de acordo com a necessidade.
Contexto do Autor: Nascido em Florença, no século XV, Nicolau Maquiavel participou ativamente da política de sua cidade após a queda dos Médici. É um homem do Renascimento, um humanista e um político. É também o criador da ciência política e da concepção moderna do Estado. Sua obra mais importante é "O Príncipe".
Estrutura do texto: Este é um texto argumentativo que leva à conclusão de por que o príncipe deve agir de determinada maneira. As três primeiras ideias são argumentos para criticar o modelo ideal de Estado, que não existe. A quarta ideia é a conclusão da argumentação, afirmando que as ações do príncipe devem sempre ser pragmáticas e oportunas.
Explicação das Ideias: No seu livro "O Príncipe", Maquiavel faz uma crítica à forma como alguns tratam a política. Ele é o precursor da ciência política moderna. Os autores que escreveram anteriormente sobre política utilizavam abordagens moralistas, nas quais os príncipes eram aconselhados a governar com base na moral cristã e na prática de virtudes como o perdão, a honra, etc.
A ruína política ocorre se o príncipe não levar em conta "o que se faz" em vez de "o que se deve fazer". Se a política se submete à moral e julga "o que é" do ponto de vista do que "deveria ser", o governante fracassa. A natureza humana não muda, é sempre a mesma e, portanto, Maquiavel pressupõe que os homens são maus; assim, o príncipe não pode ser sempre bom em todas as suas ações e deve estar disposto a fazer o mal se as circunstâncias o exigirem.
Portanto, deve agir quando necessário. A virtù deve ser o traço de energia que caracteriza um governante e um Estado para manter e reforçar seu poder, agindo com prudência, sagacidade e astúcia. Assim, a prática que sustenta a concepção maquiavélica de ação política é aquela que diz que "o fim justifica os meios" em busca do sucesso.