Percepção de Esforço, VFC e MET — PSE e Monitorização
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PSE (Percepção Subjetiva de Esforço)
PSE — Nas primeiras cinco escalas de percepção é possível qualificá-las pelo fato de a atividade estar predominantemente aeróbia e a intensidade não ser tão elevada. A partir do momento em que a intensidade passa de moderada para intensa, o predomínio torna-se anaeróbio e a intensidade do exercício faz com que as adaptações internas sejam tão intensas que a pessoa não consegue qualificá-las adequadamente. O indivíduo sente a intensidade, mas não é capaz de quantificá-la. As configurações internas são muito mais intensas do que é possível mensurar de maneira fidedigna.
Carga interna
Carga interna — estresse interno; é variável.
Carga externa
Carga externa — a intensidade (por exemplo, km/h) é fixa ou prescrita.
Motivos pela prática do JumpFit
Motivos para a prática
O JumpFit apresenta benefícios considerados equivalentes aos alcançados pela prática regular de exercícios aeróbios. Proporciona prazer e motivação, além de contribuir para a obtenção ou manutenção de níveis adequados de condicionamento físico para a realização das tarefas do cotidiano.
Monitorização da carga
Monitorar a carga interna percebida com a carga externa planejada
O método da PSE da sessão é uma forma simples de acessar a magnitude da carga interna em função da carga externa planejada. Esse método permite uma comparação entre o que foi prescrito pelo treinador e o que foi percebido pelo atleta.
Garantir que a periodização está sendo seguida
Já é sabido que a variabilidade de estímulos é crucial para promover as adaptações desejadas e evitar o overtraining. O monitoramento das cargas de treino via PSE da sessão possibilita o acompanhamento e o rápido ajuste da periodização planejada.
Monitorar a carga de treinamento individualmente ou coletivamente
Em esportes coletivos, o referido método também permite a comparação da média do grupo em relação ao indivíduo.
Mensuração da VFC
Métodos lineares
- Domínio do tempo – dispersões na linha do tempo.
- Domínio da frequência cardíaca – análise espectral.
Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC)
Qual a importância da medida?
O que é VFC e por que estudá-la?
- Fatores de risco cardiovasculares — queda da VFC (Zulfiqar et al., 2010).
- Medida não invasiva e de fácil aplicabilidade (Grant et al., 2009).
- Aplicável em situações de repouso e durante o exercício (Pichot et al., 2002).
- Exercício (limiar de VFC e recuperação da FC).
A VFC é a medida que descreve as oscilações entre os batimentos cardíacos consecutivos, relacionadas às influências do SNA (Sistema Nervoso Autônomo) sobre o nódulo sinusal.
VFC — é um marcador eletrocardiográfico não invasivo que reflete os componentes simpático e parassimpático do SNA sobre o coração.
Sistema Nervoso Autônomo
Controle cardíaco extrínseco
Sistema nervoso simpático — estimula ações que permitem ao organismo responder a situações de estresse, como a reação de lutar ou fugir. Essas ações incluem a aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, elevação da adrenalina, aumento da concentração de glicose no sangue e ativação do metabolismo geral do corpo. Esses processos ocorrem de forma automática, independentemente da nossa vontade.
Sistema nervoso parassimpático — é responsável por estimular ações que permitem ao organismo responder a situações de calma. Essas ações incluem desaceleração dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, redução da adrenalina e diminuição da glicemia.
Controle cardíaco intrínseco
O coração pode gerar seu próprio impulso elétrico.
Barorreceptores
Barorreceptores (ou barorrecetores) são mecanorreceptores relacionados à regulação da pressão arterial momento a momento. Estão localizados principalmente no seio carotídeo e no arco da aorta, detectando variações bruscas da pressão arterial e transmitindo essa informação ao sistema nervoso central. Essas informações geram respostas do sistema nervoso autônomo, modulando o funcionamento da circulação sanguínea.
Quimiorreceptores
Quimiorreceptores são neurônios capazes de responder a alterações do ambiente interno. Tradicionalmente os quimiorreceptores respiratórios são classificados de acordo com sua localização: quimiorreceptores centrais ou quimiorreceptores periféricos.
A: VFC parassimpática (adulto normal).
B: VFC simpática (recém-nascido).
Resumo – Equivalente Metabólico (MET)
A atividade física é crucial para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. A aferição de algumas variáveis potencializa a prática da atividade física. Essas variáveis são: intensidade e volume. A intensidade, neste texto, é expressa em gasto energético.
A intensidade é geralmente aferida através do valor do VO2 máximo ou da frequência cardíaca máxima, pela escala de percepção de esforço e também pelo equivalente metabólico (MET).
MET corresponde à taxa metabólica basal, representada pelo valor de 3,5 ml·kg−1·min−1. Para calcular valores em MET, deve-se considerar o VO2. O equivalente metabólico é o número de vezes pelo qual o metabolismo de repouso foi multiplicado durante a atividade.
Avaliação do MET máximo e da potência aeróbia máxima
A potência aeróbia máxima foi obtida mediante teste em ergoespirometria em esteira rolante, iniciando com velocidade de 4,5 km/h e com acréscimo de 0,5 km/h a cada 1 minuto. O teste foi realizado até a falha volitiva (quando o indivíduo não aguentava mais), ou quando ocorreu um dos critérios abaixo:
- Atingiu-se um platô da FC (quando aumenta-se a intensidade, mas a frequência cardíaca não se altera).
- Razão das trocas respiratórias (RER) maior que 1,1 (observação: neste ponto provavelmente há maior eliminação de CO2 do que captação de O2).
- A FC máxima prevista pela fórmula 220 − idade foi atingida ou ultrapassada.
A frequência cardíaca foi monitorada mediante eletrocardiograma durante o teste.
Para detectar o MET máximo foi utilizada a fórmula:
MET máx = VO2 (ml·kg−1·min−1) / VO2 repouso (ml·kg−1·min−1)
*VO2 atingido durante o teste máximo
Durante as sessões de treinamento aeróbio, de flexibilidade e de treinamento de resistência muscular localizada, a FC foi monitorada pelo frequencímetro (POLAR).
A FC foi monitorada durante todas as sessões A e B. Após as sessões serem completadas, os dados obtidos foram utilizados no laboratório, onde os avaliados realizaram caminhada na mesma FC média detectada durante as sessões A e B, para apurar o gasto energético durante as sessões.
- A FC máxima prevista pela fórmula de 220 − idade era atingida ou ultrapassada.
A FC foi monitorada mediante eletrocardiograma durante o teste.
Para detectar o MET máximo foi utilizado a fórmula:
MET máx = VO2 (ml·kg−1·min−1) / VO2 repouso (ml·kg−1·min−1)
*VO2 atingido durante teste máximo
Durante as sessões de treinamento aeróbio, de flexibilidade e de treinamento de resistência muscular localizada, a FC foi monitorada pelo frequencímetro (POLAR).
A FC foi monitorada durante todas as sessões A e B. Após as sessões serem completas, os dados obtidos foram utilizados no laboratório, onde os avaliados realizaram caminhada na mesma FC média detectada durante as sessões A e B, para apurar o gasto energético durante as sessões.
Testes
Os testes foram realizados com os indivíduos em jejum de 12 horas e sem a prática de atividade física nas 24 horas antecedentes ao início dos testes.
A taxa metabólica de repouso (TMR) e o equivalente metabólico foram obtidos por ergoespirometria indireta, ponderando o consumo de oxigênio pelo volume de dióxido de carbono exalado. O gasto energético de repouso foi calculado pela seguinte fórmula:
TMR = (3,9 × VO2 (L/min) + 1,1 × VCO2 (L/min)) × 1,440
TMR = taxa metabólica de repouso
VO2 = consumo de oxigênio
VCO2 = volume de dióxido de carbono exalado
TMR = (3,9 × VO2 (L/min) + 1,1 × VCO2 (L/min)) × 1,440
TMR = taxa metabólica de repouso
VO2 = consumo de oxigênio
VCO2 = volume de dióxido de carbono exalado