O Perigo de Contar Calorias: Como o Cérebro Engana na Perda de Peso

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As sociedades modernas são muito rígidas quanto à nossa aparência física. A tecnologia avançada criou facilidades que nos distanciaram de praticamente qualquer tipo de esforço físico. Independentemente do motivo, seja por beleza ou por saúde, a busca por exercícios físicos e pela perda de peso é algo enorme nos dias de hoje.

Diversas táticas e métodos são desenvolvidos e usados pelas pessoas para perder peso de um jeito mais rápido, prático, saudável e menos custoso. Porém, nem sempre esses métodos são bem-sucedidos com todos os praticantes.

Um desses métodos é a contagem de calorias perdidas em exercícios aeróbicos. Muitos aparelhos modernos exibem para o usuário a quantidade queimada durante uma sessão de corrida ou pedalada, por exemplo. No entanto, um grande mistério assombra alguns ávidos contadores de calorias: o simples fato de se pensar nessa perda pode cancelar todo o seu avanço.

Mas como isso acontece? Mágica? Forças ocultas em ação? Poder da mente? Quase. Na verdade, são erros de cálculo do nosso cérebro afoito.

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Um Cérebro Otimista e o Apetite Pós-Exercício

Muitas pessoas pensam que o fato de praticar exercícios faz com que o apetite aumente. Assim, passamos a nos exercitar e comer muito mais do que antes e, em vez de emagrecer, ganhamos quilos indesejados. Acontece que uma série de pesquisas e estudos práticos comprovaram que esse aumento da fome não só não acontece como, eventualmente, o apetite pode até diminuir.

Os pesquisadores compararam três grupos: um que faria exercícios pesados, outro que faria treinos leves e um terceiro que permaneceria sedentário. Depois, os três conjuntos eram levados para comer à vontade e deveriam relatar a quantidade de fome que sentiam. O resultado foi surpreendente: os grupos submetidos aos exercícios físicos não apresentaram aumento significativo de apetite quando comparados com as pessoas que se mantiveram sedentárias.

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Cálculos Equivocados: O Efeito da Contagem de Calorias

O mistério começou quando o mesmo teste foi realizado, porém, com uma pequena diferença: foi pedido para as pessoas pensarem nas calorias que estavam perdendo. Quando levados para o restaurante, os pesquisadores pediram a elas que não comessem à vontade, mas sim que buscassem ingerir a mesma quantidade de calorias que teriam queimado nos treinos físicos. Adivinhem o que aconteceu: as pessoas comeram de duas a três vezes mais do que queimaram e mais do que comeriam sem essa preocupação.

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Isso acontece com pessoas que mantêm essa contagem de calorias perdidas em uma sessão de exercícios e resolvem se “premiar” com alguma guloseima pós-treino. A famosa lei da compensação. Meia hora de esteira para uma barra de chocolate, ou algo parecido. Essa prática se mostra extremamente ineficaz pelo simples motivo de o nosso cérebro ser muito otimista, achando que pode comer mais do que realmente merece.

É claro que manter o controle das calorias queimadas é um ótimo método para perder peso, mas apenas caso você tenha uma alimentação também controlada e que não trabalhe com essa lei de compensação. Uma alimentação saudável com a ingestão de alimentos balanceados é muito mais eficaz para a perda de peso do que uma quantidade exacerbada de exercícios.

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