PIB, Bem-Estar Económico e Mercado de Fundos

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Óticas de Cálculo do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) pode ser calculado através de três óticas distintas: a da despesa, a da renda e a da produção (ou valor acrescentado).

Na ótica da despesa, os componentes que representam a procura interna e externa são:

  • Consumo e Investimento: Despesas de consumo e investimento privado.
  • Gastos do Governo: Compras de bens e serviços pelo Estado.
  • Exportações Líquidas: Diferença entre exportações e importações.

O PIB e o Bem-Estar Económico

O PIB não é um indicador perfeito de bem-estar, pois existem muitos elementos que contribuem para a qualidade de vida e que não são medidos por ele. As suas principais limitações são:

  • Lazer e Ambiente: Exclui o valor do lazer e de um ambiente limpo. A perda de lazer para produzir mais bens e serviços não é contabilizada negativamente.
  • Atividades Não Mercantis: Não inclui o valor do trabalho realizado fora do mercado, como tarefas domésticas ou voluntariado.
  • Qualidade Ambiental: Não considera a degradação ambiental causada pela produção.
  • Distribuição de Renda: O PIB per capita é uma média e não fornece informações sobre a desigualdade na distribuição de renda entre a população.

Mercado de Fundos para Empréstimos

O mercado de fundos para empréstimos é onde a oferta, proveniente de quem poupa, encontra a procura, de quem deseja pedir emprestado para investir. Neste mercado, a taxa de juros (i) ajusta-se para equilibrar a oferta e a procura.

Incentivos à Poupança e ao Investimento

  • Aumento da Poupança: Um incentivo à poupança aumenta a oferta de fundos, o que reduz a taxa de juros e estimula o investimento.
  • Aumento do Investimento: Um incentivo ao investimento aumenta a procura por fundos, o que eleva a taxa de juros e estimula a poupança.

Impacto do Orçamento do Estado

  • Défice Orçamental (G > T): Quando o Estado gasta mais do que arrecada, precisa de pedir emprestado, reduzindo a oferta de fundos disponíveis para o investimento privado. Isso aumenta as taxas de juros e reduz o investimento, um fenómeno conhecido como crowding out. Consequentemente, o défice reduz a taxa de crescimento da economia.
  • Superávit Orçamental (T > G): Quando o Estado gasta menos do que arrecada, aumenta a oferta de fundos para empréstimos. Isso reduz as taxas de juros e estimula o investimento, promovendo um maior crescimento económico.

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