Planejamento do Investimento e Avaliação de Projetos
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O planejamento do investimento em capital e avaliação econômica de projetos: A maior preocupação nessas discussões era gerar uma combinação de atividades que garantisse sucesso financeiro, isto é, lucro para a propriedade. Ainda foi explicitada a necessidade de analisar o fluxo de caixa referente à implantação de qualquer planejamento. Como se sabe, o capital constitui um dos gargalos para o crescimento e o desenvolvimento do setor agrícola, e seu investimento representa uma decisão muito difícil para o administrador da empresa rural.
Devem existir dois objetivos básicos e simultâneos e, talvez, com o mesmo valor: aumentar a renda nacional total (objetivo de crescimento) e melhorar a distribuição dessa renda (objetivo de equidade). Portanto, os projetos devem ser avaliados em relação à sua contribuição para esses objetivos. O problema econômico básico é o de alocar recursos limitados, como o trabalho em todos os níveis de qualificação, o capital, a terra e outros recursos naturais.
A análise financeira de um projeto identifica o lucro monetário auferido pela entidade que implanta o projeto, e o lucro social mede o efeito do projeto nos objetivos fundamentais de toda a economia.
Critérios de análise econômica
Os critérios de análise econômica podem ser classificados em dois grandes grupos:
- Critérios que não consideram a variação do capital no tempo – critério do tempo de retorno do capital investido (payback period); critério da razão receita/custo.
- Critérios que consideram a variação do capital no tempo – critério do valor presente líquido (VPL); critério da taxa interna de retorno (TIR); critério da razão benefício/custo; critério do custo (benefício) anual uniforme.
Os critérios que se baseiam no fluxo de caixa e no valor do dinheiro no tempo são mais coerentes entre si, quando adequadamente utilizados.
Taxa mínima de atratividade
O custo do capital será expresso por esse valor, e o investimento só será interessante se a taxa de rendimentos produzidos for superior. Essa comparação identifica o custo do capital como a rentabilidade mínima aceitável para qualquer aplicação, caracterizando uma base para aceitação ou rejeição de propostas de investimento.
Custo de oportunidade
A diferença de valores entre duas taxas de juros provindas de alternativas econômicas diferentes de investimentos constitui, para a alternativa aceita e de menor valor, uma taxa de juros chamada custo de oportunidade, representando o custo que se paga por não se preferir tal oportunidade.
Valor presente líquido (VPL)
O valor presente líquido (VPL) é definido como a diferença entre o valor presente dos benefícios e o valor presente dos custos. A característica essencial desse critério é que os benefícios e os custos são referenciados ao presente; isto é, os fluxos de caixa esperados durante a vida útil do projeto são descontados para o tempo zero a uma taxa de juros que representa o mínimo retorno para o capital.
Taxa Interna de Retorno (TIR)
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é definida como a taxa de desconto em que o valor presente líquido é nulo. É nesta taxa que a soma dos benefícios se torna igual à soma dos custos, pois o valor presente líquido é a soma algébrica, no instante zero, dos benefícios e dos custos.
Payback (prazo de recuperação do capital)
O payback, ou prazo para recuperação do capital, é um indicador voltado para medir o tempo necessário para que um projeto recupere o capital investido. É aplicável, sem restrições, a projetos convencionais de investimento que apresentem um fluxo de caixa com as seguintes características: