Política e Estratégia: Conceitos e Aplicações

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Política e Estratégia

Do mesmo modo que a guerra é a continuação da política por outros meios — querendo isto dizer que há um ato político na sua génese e na sua finalidade —, também a estratégia aparece como um instrumento da política. A estratégia serve, portanto, a política. Fazer a guerra não é ganhar batalhas, mas prosseguir objetivos políticos. A guerra não é um simples ato político, mas um verdadeiro instrumento político: "o exercício desta por outros meios". O militar deve estar subordinado ao político (Clausewitz).

  • À política compete escolher os fins e definir o quadro geral da ação.
  • À estratégia compete escolher os meios e a forma de os utilizar (os caminhos).

Estratégia Estrutural Portuguesa

O conceito estratégico de defesa nacional define os aspetos fundamentais da estratégia global a adotar pelo Estado para a consecução dos objetivos da política de segurança e defesa nacional (2013).

Existe a necessidade de reestruturação da economia portuguesa e de levantar bloqueios sociais e morais. O planeamento desta reestruturação económica e social deverá ser estratégico para fazer face às necessidades do país e à defesa dos interesses nacionais em ambiente de conflito. Uma Estratégia Estrutural e Genética melhor poderá corresponder à necessidade de planeamento e execução otimizada da reestruturação de fundo que parece impor-se à comunidade nacional.

Valores Fundamentais

Os valores fundamentais são: a independência nacional, o primado do interesse nacional, a defesa dos princípios da democracia portuguesa, bem como dos direitos humanos e do direito internacional, e o empenhamento na defesa da estabilidade e da segurança europeia, atlântica e internacional.

Interesses de Portugal

Os interesses de Portugal são: afirmar a sua presença no mundo, consolidar a sua inserção numa sólida rede de alianças, defender a afirmação e a credibilidade externa do Estado, valorizar as comunidades portuguesas e contribuir para a promoção da paz e da segurança internacionais.

Tipos de Estratégia

Estratégia Genética

Tem por objetivo a invenção, construção ou obtenção de novos meios a colocar à disposição da estratégia operacional. Responde à pergunta: tendo em conta a evolução previsível das conjunturas mundial e nacional e da tecnologia, de que meios e instrumentos se deverá dispor no prazo de 5 a 20 anos para fazer face às ameaças previsíveis?

Estratégia Estrutural

Tem por objetivo a deteção e análise das vulnerabilidades e potencialidades das estruturas existentes e a conceção das correções mais adequadas ou de novas estruturas. Responde à questão: que estruturas devem ser desenvolvidas, corrigidas ou criadas para se reduzirem as vulnerabilidades e reforçarem as possibilidades relativas à segurança nacional?

Divisão de Estratégias

  • Estratégia Total: Imediatamente subordinada à política. Cabe-lhe conceber os cenários de intervenção e uso dos recursos materiais e morais com vista à oportuna prevenção ou superação de ameaças.
  • Estratégias Gerais: Económica, diplomática, psicológica e militar. Cabe-lhes repartir e combinar as tarefas que deverão ser levadas a cabo nos diversos ramos de atividade e assegurar a sua execução.

Estratégias Direta e Indireta

  • Estratégia Total Direta: Procura obter a decisão (no campo de batalha) ou dissuasão através do emprego de forças militares. É a estratégia clássica de confronto direto e a que domina a oposição potencial de forças nucleares (estratégia de dissuasão nuclear).
  • Estratégia Indireta: A decisão do conflito não utiliza as forças militares como vetor principal, mas recorre a outras formas de coação. Visa desgastar física e psicologicamente o adversário através da subversão, propaganda, bluff e espionagem.

Segundo Sun Tzu, a arte da guerra é a arte de enganar o inimigo; o bom estratega derrota o inimigo sem combate.

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