Portugal no pós-Primeira Guerra: da República ao Estado Novo

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Portugal no primeiro pós‑guerra

Portugal no primeiro pós‑guerra. A 1.ª República Portuguesa foi um período conturbado por graves problemas sociais, económicos e políticos. Assim, o contexto político, económico e social que Portugal atravessava não favoreceu em nada a 1.ª República, que rapidamente deixou de o ser por não responder às questões levantadas pela crise: as dificuldades económicas, uma indústria atrasada e insuficiente, o predomínio da agricultura, o aumento do custo de vida, a balança orçamental deficitária e a falta de bens essenciais que levou à subida dos preços.

  • Dificuldades económicas e indústria atrasada;
  • Predomínio da agricultura e falta de bens essenciais;
  • Aumento do custo de vida e balança orçamental deficitária;
  • Instabilidade política e divisões partidárias;
  • Agitação social: greves e movimentos anti-republicanos.

A guerra também trouxe consigo instabilidade política. As divergências internas eram frequentes; o próprio Partido Republicano dividiu-se em vários partidos e os governos continuavam a suceder-se. A subida do custo de vida provocou um grande descontentamento social e o regime republicano perdeu muito apoio, principalmente das classes médias e do operariado. Houve uma grande agitação social, verificando-se greves e movimentos anti-republicanos.

Com um ambiente destes, tornou-se fácil o derrube da 1.ª República através de um golpe de Estado militar, dando início a um regime de Ditadura Militar, que mais tarde iria ser substituído pela ditadura do Estado Novo.

Tal como aconteceu noutros países, cujos regimes foram influenciados pela ideologia fascista, também em Portugal se verificou a progressiva adoção do modelo italiano através da edificação do Estado Novo. Salazar defendia um Estado forte, ditatorial, autoritário, anti-parlamentar e anti-democrático que recusava as liberdades individuais e a soberania popular.

Em relação ao conservadorismo, Salazar empenhou-se na recuperação dos valores que considerava fundamentais, como "Deus, Pátria, Família, Paz Social, Autoridade", que não podiam ser postos em causa. A base da nação era a família: o homem era o trabalhador e o papel da mulher foi reduzido. Empenhou-se também na defesa de tudo o que fosse tradicional e português, mostrando a importância da ruralidade e rebaixando a sociedade industrializada.

O caráter nacionalista destacou-se, pois enalteceu e comemorou os heróis e o passado glorioso da Pátria, valorizou as produções culturais portuguesas e incutiu os valores nacionalistas através das milícias de enquadramento das massas. O Estado Novo compreendeu a necessidade de uma produção cultural submetida ao regime; por isso concebeu um projeto que incentivava os artistas para a propaganda do seu ideal. A este projeto cultural chamou-se a "Política de Espírito", encontrando-se assim o meio para divulgar o regime: tudo servia para divulgar as tradições nacionais e engrandecer a civilização portuguesa.

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