Pré-Modernismo, Modernismo e Romance de 30

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Pré-Modernismo

O Pré-Modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento; deve ser encarado como uma fase. Não apresentando semelhanças completas com o Modernismo, não possui grande número de representantes, mas conta com nomes de muito valor para a literatura brasileira. Caracteriza-se por uma transição informal, crítica social — a despreocupação do governo com os mais pobres — e o inconformismo diante das atitudes políticas e sociais. Essa fase de grande transição deixou importantes obras, como Canaã (Graça Aranha), Os Sertões (Euclides da Cunha) e Urupês (Monteiro Lobato).

Oswald e Mário de Andrade

O Modernismo teve início com a Semana de Arte Moderna, período em que houve um amadurecimento da literatura brasileira. Grandes autores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade aproximaram a linguagem da fala; tinham pensamentos diferentes, mas objetivos semelhantes, com características próprias.

  • Mário de Andrade: expõe suas ideias ligadas ao expressionismo — linguagem flexível, postura contra a guerra, foco no interior e na representação da nação brasileira. Exemplo de obra: Amar, Verbo Intransitivo.
  • Oswald de Andrade: discute ideias influenciadas pelo futurismo — postura mais inflexível, a favor da guerra, foco no exterior (físico) e uso de palavras estrangeiras nos textos. Exemplo de obra: Memórias Sentimentais de João Miramar.

Romance de 30

No Romance de 30 podemos observar duas fases. Na primeira, a linguagem aproximou-se da fala e não cumpriu inteiramente o objetivo de ruptura com o passado. Na segunda fase, a linguagem tornou-se mais estável, com uso de linguagem corrente, temas comuns, sem radicalismo e com ideias mais consolidadas.

O movimento ressalta o Nordeste e os engenhos; busca elementos nas narrativas do Romantismo e do Realismo. O engenho representa o auge da economia agrária e aponta para a transição da agricultura para a vida industrial (mão de obra).

Autores e características:

  • José Lins do Rego — considerado sucessor de Machado de Assis por alguns críticos; aprofunda os temas regionais e nota-se um tom melancólico em suas obras. Exemplos: Menino de Engenho, Fogo Morto.
  • Graciliano Ramos — descreve personagens muitas vezes comparando-os a animais, limita-se a não analisar reações internas e retrata os excluídos materialmente. Exemplos: Vidas Secas, São Bernardo, Caetés.

O Romance de 30 retoma o regionalismo e aprofunda a representação das realidades sociais do Nordeste brasileiro.

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