Prevenção da Toxicodependência: Educação e Saúde

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A saúde é considerada um direito fundamental, cuja realização requer o envolvimento de todos os setores sociais e econômicos, além de rigorosos padrões sanitários e a participação individual e coletiva da sociedade no planejamento. Portanto, a saúde é um valor, um direito fundamental do indivíduo e da sociedade, um conceito positivo e global. Neste contexto, as intervenções devem focar na Prevenção da Toxicodependência.

No mesmo documento, Delgado, Pablo Sanchez, descreve a educação em saúde como a formação e atividade educativa que visa aumentar a conscientização sobre a saúde e estimular a responsabilidade individual, a fim de adquirir os conhecimentos, atitudes e hábitos básicos para a defesa e promoção da saúde, assumindo a responsabilidade pelas decisões na vida pessoal, familiar e social. Ou seja, a educação em saúde pode fornecer às pessoas o incentivo e a capacidade tanto para a adoção de estilos de vida saudáveis quanto para agir sobre os fatores ambientais desfavoráveis.

Aprofundando um pouco mais sobre a prevenção de inserções de drogas no campo da educação em saúde, é necessário sublinhar a importância desta área de prevenção, que, junto com outras quatro (cuidados geriátricos, integração social, redução de riscos e danos, e informação, pesquisa, formação), são os pilares das ações básicas na dependência e outras adições.

Para Sanchez, Aguilar, Jimenez e Castanyer (1998), na prevenção do abuso de substâncias, garante-se não parar completamente a ocorrência de situações relacionadas com a droga, mas pode contribuir efetivamente para minimizá-la. Isso exige o planejamento técnico de intervenções preventivas, dentro de estruturas que permitam a continuidade e a estabilidade dos programas de prevenção em diferentes níveis:

  • Prevenção Primária: Visa evitar o aparecimento do problema.
  • Prevenção Secundária: Tenta a detecção precoce de drogas e atenção imediata às implicações potenciais.
  • Prevenção Terciária: Visa reduzir a incidência e a gravidade dos problemas associados ao consumo dessas mesmas drogas.

Os autores acreditam que, para projetar e evitar o uso de drogas, é preciso levar em conta a complexidade dos fatores que afetam esse problema. Assim, definem:

  • Fatores de Risco: Aqueles que aumentam a probabilidade de um problema ou algo indesejável (ex: baixa autoestima, falta de autonomia, estilo de vida pouco saudável, superproteção, imitação do grupo).
  • Fatores de Proteção: Aqueles que apoiam ou promovem o pleno desenvolvimento orientado para estilos de vida individuais e servem como amortecedores contra os fatores de risco (ex: habilidades educativas, modelos de comunicação e habilidades sociais).

É necessário considerar que as ações preventivas devem alcançar os seguintes objetivos:

  1. Reduzir ou mitigar o uso e/ou abuso de drogas.
  2. Estimular o envolvimento e a participação do público na construção de uma cidade saudável.
  3. Contribuir para a redução do consumo de drogas de risco.
  4. Afetar grupos específicos de risco em particular.
  5. Aumentar a capacidade das pessoas para a tomada de decisões.
  6. Envolver responsáveis e a população e os parceiros sociais na prevenção do abuso de drogas e dependência sem substância.
  7. Melhorar os fatores de proteção de cada comunidade e minimizar os fatores de risco.
  8. Apoiar, promover e coordenar as estruturas comunitárias de ações preventivas em diferentes âmbitos.
  9. Diminuir o número de jovens a usar drogas de forma abusiva, especialmente álcool e/ou tabaco.
  10. Evitar que consumidores esporádicos desenvolvam dependência, promovendo o consumo responsável, especialmente em contextos de alto risco.
  11. Atrasar a idade do primeiro uso de álcool, tabaco, drogas prescritas e outras atividades aditivas.

Em suma, a prevenção é qualquer medida ou ação que tende a impedir o uso de drogas e, portanto, os problemas a ela associados, ou atrasar o início, quando o consumo não pode ser evitado, ou tentar que o consumo não se estruture em dependência. Como disse José Ángel Mañas: "O lírico com as drogas é um expediente do qual têm ido todos, mas em última análise, é improdutivo. Bêbado, mas não alimenta."

Educação no Uso de Drogas e Saúde

De acordo com Bautista Etcheberry e equipe (2004), a passagem da infância para a idade adulta é considerada uma fase crítica da vida, caracterizada por profundas transições comportamentais (emocionais, intelectuais, sexuais e sociais). Em uma sociedade complexa como a nossa, é difícil absorver tantas mudanças sem ter tido tempo de desenvolver a própria personalidade. Como resultado, este período será caracterizado por insegurança, déficits de habilidades sociais, falta de valores claros, sentimentos contraditórios, etc., que condicionam o comportamento individual e social dos jovens ao enfrentar novas configurações sociais.

Consumo de Substâncias na Adolescência

O consumo de substâncias aditivas ocorre com maior incidência entre 11 e 17 anos, variando conforme o tipo de droga. Os primeiros contatos são normalmente com drogas lícitas (tabaco e álcool), passando para drogas ilícitas "soft" (haxixe, anfetaminas e maconha), e, por fim, drogas "hard" (heroína, cocaína, "designer drugs", etc.). Esta escala significa que todos os adolescentes que começaram a consumir drogas também devem levar em conta outras atividades viciantes como internet, jogos, videogames, produtos alimentares (obesidade, anorexia, bulimia), exercício físico (vigorexia), compras compulsivas, etc. Todos esses comportamentos e atividades compartilham fatores que favorecem uma primeira aproximação (grupo social, educacional e de pares). As características pessoais são favoráveis a um vínculo forte, e o papel da família para prevenir ou ajudar a superar o desenvolvimento é muito importante.

Objetivos da Educação ao Consumidor

Entre outros objetivos, a educação do consumidor visa:

  • Refletir sobre as necessidades básicas para viver.
  • Desenvolver uma atitude crítica perante mensagens publicitárias e máximo respeito pela propriedade individual e coletiva.
  • Aprender a interpretar rótulos e informações de produtos.
  • Participar na defesa dos direitos dos consumidores.
Educação sobre Uso de Drogas

Referindo-se à educação sobre o uso de drogas, deve-se dizer que ela tem significados diferentes: prevenção, redução de danos e redução dos custos socioeconômicos decorrentes do abuso.

O objetivo baseado na eliminação do consumo, especialmente de drogas socialmente aceitas, é promover atitudes e comportamentos que minimizem os danos do uso de drogas. A educação sobre drogas tende a elevar os seguintes objetivos:

  • Proporcionar informação e conhecimento sobre o uso e abuso de drogas.
  • Promover comportamentos e atitudes saudáveis.
  • Promover alternativas positivas para crianças e jovens.

Em última análise, a autoeducação envolve o treinamento de pessoas com habilidades para solucionar problemas, visando o desenvolvimento integral do indivíduo. Para que a prevenção seja eficaz, é necessário que todos os atores e setores da comunidade estejam envolvidos: famílias, comunidade educativa, pais, etc.

O abuso de drogas tornou-se um verdadeiro problema de saúde. É, portanto, fundamental unir esforços para capacitar todas as pessoas a obter uma compreensão dos fatores que determinam a saúde e como melhorá-los ou modificá-los, a partir da perspectiva da promoção da saúde e prevenção em toxicodependências. A Organização das Nações Unidas (ONU, 1980) afirma que o tratamento do problema da droga é mais eficaz quando usado no contexto mais vasto da educação para a saúde. A OMS define a saúde como "um estado de completo desenvolvimento físico, mental e social, que não é apenas na ausência de doença".

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