Principais Filósofos Pré-Socráticos e Sócrates

Classificado em Filosofia e Ética

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Tales de Mileto

Buscou explicar os fenômenos naturais, que até então eram explicados através dos mitos, usando uma metodologia de cunho predominantemente racional. “Todas as coisas são feitas de água”.

Anaximandro

Discípulo de Tales, discorre sobre a origem das coisas, que ao mesmo tempo é o destino de todas elas. Esse movimento de origem e fim em uma mesma coisa é permanente, ou seja, possui um “devir”, um fluxo contínuo. Vale ressaltar que ele afirma que as coisas serão julgadas pela sua injustiça, estabelecendo um juízo sobre todas as coisas.

Heráclito

Conhecido como "o obscuro", fundava no fogo a base da natureza, a origem da physis. O fogo procedia a uma constante transformação de todas as coisas. Nada é permanente, tudo se transforma. Essa noção de devir para ele não é a de qualquer fluxo: trata-se da luta dos contrários. Assim, o quente se torna frio e o frio, quente; a criança se torna velha e o dia anoitece. O mundo é transformado constantemente através da tensão entre opostos, sendo essa tensão a causa da justiça no mundo. Portanto, os conflitos são necessários, pois sem eles não haveria justiça.

Parmênides

Sua perspectiva é diferente da de Heráclito. Para ele, o que é, é único e não muda (estabilidade do ser). Defende a identificação do ser como uno, pleno e indivisível, considerando que a mudança, a transformação e a oposição interna são opiniões desprovidas de realidade e razão. Para alguns autores, ele funda a lógica com base em três princípios:

  • Princípio da identidade: aquilo que é, é.
  • Princípio da contradição: uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo.
  • Princípio do terceiro excluído: uma coisa ou é, ou não é; não existe uma terceira opção.

Quem resolverá o problema entre Heráclito e Parmênides será Platão, mas antes disso devemos analisar Sócrates.

Sócrates

Não utilizava a força para resolver conflitos, mas a política (o logos, a fala). Para ele, o erro é fruto da ignorância e toda virtude é conhecimento. Tinha como missão "parir" o conhecimento que está dentro das pessoas. O que configura seu pensamento filosófico é justamente essa busca pela verdade; ele acreditava que o direito não é um desígnio dos deuses, nem meramente uma convenção humana. Sua busca é a de extrair o conceito de justo por meio da razão.

Por conta de seus pensamentos, Sócrates foi condenado à morte por envenenamento, sob a acusação de corromper os jovens. Ele não quis fugir, afirmando que tinha o dever de cumprir as leis da polis. Distanciando-se dos sofistas, para quem a verdade era um produto volátil e meramente convencional, e afastando-se da ideia de que o justo era revelado pelos deuses, Sócrates situa a virtude, a razão (filosofia do direito) e a verdade como critérios do justo.

Para descobrir a verdade, Sócrates utilizava a maiêutica, processo que se utiliza do diálogo para alcançar a verdade e, consequentemente, a filosofia.

Ética Socrática

Reside no conhecimento: é preciso, antes, conhecer a si mesmo e, depois, valorar acerca do bem e do mal. Sua ética é, portanto, teleológica, ou seja, tem como fim da ação a felicidade.

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