Principais Helmintoses: Sintomas, Patogenia e Diagnóstico

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1) Estudo de Caso: Ascaridíase e outras Helmintoses

Ascaris lumbricoides:

  • Patogenia:
    • Ação espoliativa: Perda de proteínas, carboidratos, lipídios e vitaminas A e C, resultando em subnutrição e depauperamento físico e mental.
    • Ação tóxica: Provoca manifestações alérgicas no córtex cerebral, podendo causar meningite e ataques epilépticos.
    • Ação traumática e mecânica obstrutiva: Formação de nódulos no intestino.
    • Prurido nasal e cutâneo: Pode levar o paciente a ranger os dentes durante o sono (bruxismo).
  • Manifestações clínicas:
    • Aparelho respiratório: Pneumonia difusa com febre, bronquite ascaridiana e Síndrome de Loeffler (tosse, febre e eosinofilia elevada).
    • Aparelho digestivo: Cólica, dor epigástrica (periumbilical), má digestão, náuseas, perda de apetite e emagrecimento.
    • Sistema nervoso: Meningite, nervosismo, excitabilidade, irritabilidade aumentada, insônia e convulsões.
    • Metabólicas: Hipoglicemia e presença de manchas no pescoço, tronco e braços devido ao elevado consumo de vitaminas A e C.
  • Diagnóstico Clínico: Difícil. Baseia-se em dores abdominais, abdome abaulado, cólicas e vômitos.

Trichuris trichiura:

  • Patogenia e sintomatologia: Apresenta ação espoliativa, lítica e tóxica. A extremidade afilada do verme penetra na mucosa duodenal, podendo causar úlceras e abscessos, o que permite a invasão bacteriana.
  • Complicações: Anemia (devido à espoliação sanguínea), prolapso retal (irritabilidade nas terminações nervosas do reto e ceco) e diarreia (alterações no peristaltismo).

Taenia spp.:

  • Sintomatologia: Dor abdominal, distúrbios digestivos, perda de peso, anorexia, insônia, irritabilidade, náuseas e vômitos. Na maioria das vezes, as infecções são assintomáticas, sendo percebidas apenas pela eliminação de proglotes grávidas.

Enterobius vermicularis:

  • Patogenia e sintomatologia: Ação mecânica e irritativa que pode levar à enterite (inflamação no ceco), apendicite, vaginite (colpite), proctite (inflamação no reto) e diarreia. O prurido anal noturno é característico e pode causar lesões cutâneas e infecções bacterianas secundárias.
  • Diagnóstico Clínico: Presença de prurido anal noturno.

Larvas (Ancilostomídeos):

  • Ação patogênica das formas larvárias:
    • Tegumento cutâneo: Prurido e infecções secundárias.
    • Pulmões: Lesões, hemorragia e irritabilidade.
  • Ação patogênica das formas adultas: Ação espoliadora no intestino delgado com destruição tecidual e hemorragias, além de ações tóxicas por excreções dos helmintos.
  • Sintomatologia:
    • Fase Pulmonar: Tosse seca, rouquidão, febre baixa e pneumonite intersticial eosinofílica.
    • Fase Intestinal: Náuseas, vômitos, anorexia, constipação ou diarreia.
    • Anemia: Palidez, astenia, tontura, cansaço, sonolência e queda da capacidade cognitiva.

2) Estudo de Caso: Exposição ao Esgoto

A) Agentes etiológicos prováveis: Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale e Necator americanus.

B) Justificativa: As formas adultas possuem ação espoliadora no intestino delgado, causando destruição do tecido intestinal e gerando hemorragias crônicas.

3) Patogenia da Esquistossomose (Schistosoma mansoni)

  • Cercárias: Causam dermatite cercariana, comichão, eritema, edema, pápulas e dor.
  • Esquistossômulos: Migram para os pulmões (3 dias após a infecção) e para o fígado (1 semana após). Causam a forma toxêmica: febre, eosinofilia, esplenomegalia, hepatomegalia, linfadenopatia e urticária.
  • Vermes Adultos: Causam lesões hepáticas e possuem ação espoliadora de ferro.
  • Principais sintomas: Esplenomegalia, hepatomegalia e linfadenopatia.

4) Achados Anatomopatológicos: Cisticercose

Muitos casos apresentam-se de forma assintomática, pois a gravidade varia conforme o local acometido, o número de ovos e o estado imunológico do hospedeiro. Crises epilépticas ocorrem quando o cisticerco se aloja no tecido cerebral (neurocisticercose), gerando focos de lesão inflamatória ativa.

5) Estudo de Caso: Erupções Cutâneas

A) Agente: Strongyloides stercoralis. A penetração do parasita causa lesões cutâneas em pontos ou placas eritematosas, comuns na região do ânus, espaços interdigitais e dorso do pé.

B) Medidas de Prevenção: Atenção aos hábitos de higiene para evitar a autoinfecção, educação sanitária, engenharia sanitária (esgoto), uso de calçados e melhoria da nutrição da população.

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