Principais Modelos de Intervenção Socioeducativa

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Modelo de Modificação de Comportamento

Este modelo visa alterar as respostas do usuário aos fatores que influenciam o meio ambiente, sem alterá-lo deliberadamente, mas modificando os fatores existentes para mudar o comportamento. O tratamento busca a manutenção ou modificação comportamental. Os objetivos do educador são: a mudança de comportamento, a instrução e a elaboração de programas que modifiquem ou mantenham o comportamento tratado.

Seguimos o seguinte procedimento: os estímulos que geram respostas problemáticas são ignorados, enquanto os positivos são reforçados. Estímulos discriminativos podem ser usados para reduzir a execução de respostas a problemas e aumentá-las em contextos positivos. Baseia-se na resposta condicionada instrumental que ocorre no futuro.

As técnicas utilizadas neste modelo são:

  • Reforço positivo;
  • Extinção do atendimento;
  • Reforço diferencial (mistura dos anteriores);
  • Treinamento de resposta;
  • Reforço negativo.

Modelo Sistêmico

Parte da intervenção foca na família como um sistema que afeta o usuário e é afetada por cada membro, de modo que o que acontece a um indivíduo afeta o todo. O foco está no tipo de relações existentes entre os membros. A metodologia sistêmica envolve o contato entre família e professores, fornecendo informações cruciais para a intervenção.

As técnicas utilizadas são divididas em fases:

  1. Entrevistas iniciais (apresentação do educador e da família);
  2. Fase de definição do problema;
  3. Fase de interação (avaliação das relações familiares);
  4. Definição das mudanças desejadas.

O educador deve prever hipóteses de resposta para os problemas ou causas, mantendo uma postura neutra.

Modelo Ecológico

Baseia sua teoria na relação estabelecida entre os sistemas individuais e ambientais em que o sujeito opera. A intervenção deve abordar o contexto dos indivíduos, onde reside a gênese da maioria dos problemas, visando modificar e melhorar a rede de relações e as possibilidades construtivas. Em suma, trata-se de usar os recursos da comunidade para promover uma mudança positiva, incentivando a participação social, socialização e ajuda mútua. Foca na criação de recursos de suporte e sistemas de apoio comunitário informal.

Modelo de Desenvolvimento de Redes (Marco Marchioni)

Este modelo segue etapas claras:

  • Fase preliminar de estudo: Esclarecimento de todos os elementos que o professor deve saber (contínua durante todo o trabalho).
  • Fase de auscultação: Busca por novos métodos de comunicação que permitam um diálogo entre a comunidade e o profissional.
  • Iniciativas: O professor torna-se observador, deixando as decisões para a comunidade, resultando em um plano global de desenvolvimento.
  • Atuação: Estende-se a áreas mais amplas para a educação dos homens.

"Educar não é correr para viver, mas temperar a alma para as dificuldades da vida."Jean J. Barthélemy

"O professor medíocre fala. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira."William Arthur Ward (citando também Pitágoras).

13. Modelos de Intervenção Socioeducativa

O conceito de modelo, tal como definido por Ander Egg em seu "Dicionário do Trabalho Social", é considerado uma construção simplificada e esquemática da realidade que emerge de uma teoria, podendo ser testado empiricamente na prática. A intervenção é a atividade do assistente social para produzir mudanças — o "fazer" e o "como fazer" — orientada por conhecimentos, valores e habilidades para atingir objetivos. Falamos de intervenção voluntária e organizada para modificar o ambiente social e transformar questões socioeducativas.

Modelo de Crise

Adaptado ao modelo de trabalho social, baseia-se nos estudos de Linderman e Caplan. Fenômenos que podem causar crises incluem:

  • Crise situacional: Acidentes ou desastres.
  • Contexto social e cultural: Aposentadoria ou crise de gerações.
  • Fenômenos individuais e ambientais: Insucesso escolar, desemprego ou questões mentais.

A intervenção foca na percepção individual e na incapacidade de resolver tais crises, visando aliviar o impacto emocional (depressão, raiva, medo, ansiedade) e mobilizar recursos para retomar o equilíbrio. O professor deve tranquilizar o usuário e ajudá-lo a falar sobre seus problemas.

Tarefas principais do professor: Compreender a pessoa em crise, identificar sintomas, fatores precipitantes e recursos, e debater medidas de apoio.

Modelo Psicossocial (Teoria Psicanalítica)

Este modelo utiliza o diagnóstico psicossocial para análise e compreensão das pessoas. O trabalho ocorre por meio de relações pessoais, sendo a entrevista a base da relação de ajuda. Utiliza-se a empatia para considerar medos e ansiedades, explorando o mundo do usuário.

Metodologia:

  1. Estudo ou exploração: Conhecimento da pessoa, ambiente e problema.
  2. Diagnóstico: Processo de mediação e interpretação de fatores causais.
  3. Plano de ação: Definição de objetivos (curto e longo prazo) e estratégias de mudança.
  4. Tratamento: Uso de técnicas psicológicas, orientação, compreensão e reflexão.
  5. Conclusão e avaliação: Término do relacionamento após a solução do problema ou encaminhamento.

Nota: O educador deve evitar criar um modelo de dependência com o usuário.

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