Os Principais Paradoxos Lógicos e Semânticos

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O que é um Paradoxo?

Paradoxo significa "ao contrário da opinião aceita". Em um paradoxo, todas as premissas são aceitas, mas a conclusão parece falsa, mesmo que o raciocínio lógico pareça impecável. Os paradoxos podem ser semânticos ou lógicos. O paradoxo de Russell é lógico, enquanto o do mentiroso é semântico. Essas contradições levaram ao surgimento de novas formulações teóricas, como a distinção de diferentes níveis de linguagem.

O Paradoxo de Cantor

No Paradoxo de Cantor, demonstra-se que, para qualquer conjunto, o conjunto de todos os seus subconjuntos possíveis (conjunto potência) possui uma cardinalidade maior. Paradoxalmente, o conjunto de todos os conjuntos também deveria ser um conjunto. Cantor dedicou sua vida ao desenvolvimento da aritmética dos números transfinitos, fornecendo conteúdo matemático ao conceito de infinito real.

Ele provou com rigor matemático que o infinito não era uma noção indiferenciada: nem todos os infinitos são iguais em tamanho. Galileu já havia notado que, em conjuntos infinitos, a parte poderia ter o mesmo tamanho do todo (como ocorre entre os números inteiros e os números pares). Cantor definiu que dois conjuntos têm o mesmo tamanho se puder ser estabelecida uma correspondência biunívoca entre seus elementos.

O Paradoxo de Russell

O filósofo britânico Bertrand Russell descobriu um paradoxo no conceito de conjunto: a classe de todos os conjuntos que não pertencem a si mesmos. Russell propôs a Teoria dos Tipos como solução, onde as proposições devem ser ordenadas em uma hierarquia. Assim, um predicado só é verdadeiro para objetos que estejam no mesmo nível ou tipo.

Paradoxos Semânticos: O Paradoxo do Mentiroso

Na Grécia Antiga, era famoso o Paradoxo de Epimênides: "Epimênides, que é cretense, diz que todos os cretenses são mentirosos." Se ele diz a verdade, ele está mentindo; se ele mente, a afirmação de que todos mentem é falsa, tornando-a potencialmente verdadeira.

O paradoxo do mentiroso surge ao confundir diferentes níveis de linguagem. A linguagem comum é o primeiro nível; quando a usamos para nos referir a esse nível, entramos na metalinguagem. Essa série é infinita, sendo sempre possível adicionar um novo nível para analisar o anterior.

Ambiguidade e Linguagem

Alguns paradoxos provêm de limites de ambiguidade e aplicações incorretas. A chave para esses paradoxos é a imprecisão da linguagem natural, que não é estritamente definida, permitindo a construção de contradições.

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