Princípios biomecânicos e componentes da PPR

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Princípios biomecânicos e componentes da PPR (Prótese Parcial Removível)

Suporte

Suporte: é a resistência que a prótese oferece às forças verticais mastigatórias, prevenindo que a PPR seja deslocada em direção aos tecidos de suporte.

Elementos responsáveis pelo suporte

  • Apoios
  • Encaixes
  • Superfície basal da sela
  • Conectores maiores para a maxila

Classificação das PPR quanto ao suporte

  • Dento–suportadas
  • Dentomuco–suportadas
  • Mucodento–suportadas
  • Implanto–suportadas
  • Implantodento–suportadas
  • Implantomuco–suportadas

Estabilidade

Estabilidade: é a resistência da prótese às forças horizontais.

A estabilidade depende de:

  • Número, distribuição e mobilidade dos dentes remanescentes
  • Quantidade e tipo de rebordo alveolar
  • Grau de resiliência da fibromucosa
  • Relação dos dentes artificiais e da sela com a musculatura paraprotética (zona neutra)
  • Relação interoclusal

Apoios

Apoios: são elementos constituintes das PPRs responsáveis pela fixação e suporte.

Funções:

  • Determinam a posição de máximo assentamento, impedindo que a prótese se desloque além desta posição

Conectores maiores

Conectores maiores: é o elemento da PPR responsável pela união direta ou indireta dos componentes do lado oposto.

Funções: além da função principal de união dos componentes da PPR, os conectores maiores auxiliam nas funções de:

  • Suporte
  • Retenção direta
  • Retenção indireta
  • Estabilização

Classificação dos apoios

  1. Apoio oclusal
  2. Apoio palatino
  3. Apoio interdental
  4. Apoio incisal

Princípios biomecânicos da PPR

Movimentos possíveis da PPR:

  • Rotação
  • Translação

Princípios biomecânicos:

  • Retenção
  • Suporte
  • Estabilidade

Retenção

Retenção: é a resistência ao deslocamento da prótese em sentido contrário à trajetória de inserção.

Tipos de retenção:

  • A — Fisiológica: sistema neuromuscular
  • B — Física: adesão, coesão, pressão atmosférica
  • C — Mecânica: direta, friccional

Técnicas de transferência de planos‑guia à boca do paciente

  • Técnica à mão livre
  • Técnica de Krikos
  • Técnica do casquete de transferência

Plano‑guia

Plano‑guia: são duas ou mais áreas paralelas entre si, preparadas nas superfícies axiais dos dentes de suporte, e paralelas à trajetória de inserção e remoção da prótese.

Funções dos planos‑guia

  1. Perpetuar a trajetória de inserção: permite que a prótese sempre entre e saia na mesma direção de inserção pré‑estabelecida.
  2. Retenção: o paralelismo entre as paredes proximais dos dentes vizinhos ao espaço protético determina uma retenção friccional (ex.: caixa de fósforo). Favorece a estética em dentes anteriores, eliminando-se o braço de retenção.
  3. Diminuir espaços mortos: reduzindo a impacção alimentar.
  4. Eliminar forças tangenciais.
  5. Reciprocidade: braço de retenção flexível / braço de oposição rígido.

Localização e extensão dos planos‑guia

  • Localizam‑se nas superfícies axiais vizinhas aos espaços protéticos e onde serão localizados os braços de oposição.
  • O desgaste é realizado no modelo de estudo posicionado no delineador, com o auxílio das facas para recorte.
  • Altura do plano‑guia: deverá ser equivalente à altura percorrida pelo braço de retenção desde o seu primeiro contato com o dente até a posição do terminal retentivo.
  • Localização do terminal retentivo: ponta calibradora 0,25 mm.

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