Princípios de Fayol, Burocracia e Gestão Sloan na GM
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Teoria Clássica da Administração: Henri Fayol
Os 14 Princípios de Fayol
- Divisão do Trabalho: Especialização das tarefas.
- Autoridade e Responsabilidade: Direito dos superiores de dar ordens e dever dos inferiores de obedecer.
- Unidade de Comando: O funcionário deve receber ordens de apenas um supervisor.
- Unidade de Direção: Foco nos objetivos comuns da organização.
- Disciplina: Respeito às normas e regras de conduta.
- Prevalência dos Interesses Gerais: Os interesses da empresa devem prevalecer sobre os interesses individuais.
- Remuneração: Deve ser suficiente para a satisfação de todos os envolvidos.
- Centralização: Concentrar o que é importante em apenas uma pessoa ou nível hierárquico.
- Hierarquia: Respeito a uma linha de autoridade fixa (Ex.: organograma).
- Ordem: Disposição adequada de materiais, pessoas e recursos.
- Equidade: Justiça e tratamento igualitário, visando a lealdade do funcionário.
- Estabilidade dos Funcionários: Baixa rotatividade de pessoal.
- Iniciativa: Liderança para estabelecer planos e administrar até cumpri-los.
- Espírito de Equipe (Esprit de Corps): Harmonia e união entre os funcionários.
Críticas à Teoria de Fayol
- Obsessão pelo comando.
- Administração de sistema fechado (foco interno, ignorando o ambiente externo).
- Exploração do trabalhador.
A Teoria da Burocracia (Max Weber)
A Burocracia é vista como uma organização eficiente por natureza, embora o excesso de burocracia possa ser prejudicial.
Os Três Tipos de Administração (Autoridade)
- Tradicional: Baseada na figura do patriarca ou na estrutura familiar.
- Carismática: Baseada na personalidade e liderança de indivíduos (Ex.: grupos revolucionários).
- Burocrática (Racional-Legal): Baseada em normas impessoais, racionalidade e típica de grandes empresas.
Características da Administração Burocrática
- Formalidades: Uso de leis escritas e acordos formais.
- Impessoalidade: Tratamento impessoal e imparcial.
- Profissionalismo: A pessoa ocupa um cargo, recebe salário e busca aperfeiçoamento contínuo no serviço.
Alfred Sloan e a Gestão Descentralizada na General Motors (GM)
Em 1923, Alfred Sloan foi nomeado Presidente Executivo Principal da General Motors. Para superar a Ford e alcançar o sucesso na produção em massa, Sloan identificou dois problemas críticos a serem resolvidos:
- Era preciso profissionalizar a administração da empresa.
- Era necessário modificar o produto básico da Ford, oferecendo veículos que pudessem atender a diferentes orçamentos e propósitos.
Solução para o Problema da Administração (Descentralização)
Para resolver o primeiro problema, Sloan criou divisões descentralizadas e as transformou em centros de lucro. Cada centro produzia carros ou componentes (como baterias, caixas de direção e carburadores) e era administrado com base em indicadores numéricos pela administração geral.
Sloan e seus executivos exigiam relatórios detalhados sobre vendas, participação no mercado, estoques, lucros e perdas em intervalos regulares, especialmente quando as divisões solicitavam investimentos. Sloan defendia que os executivos do nível corporativo não deveriam se ocupar com os detalhes de cada centro de lucro, mas sim concentrar-se na análise dos resultados. Dessa forma, Sloan introduziu na GM o conceito de administração descentralizada, permitindo que as unidades crescessem sem as limitações da estrutura geral.
Solução para o Problema do Produto (Estratégia de Preços)
Com relação ao segundo problema, Sloan, após uma pesquisa de mercado, lançou modelos de veículos com vários preços e opcionais, estabelecendo uma hierarquia de marcas:
- BUICK: Mais popular.
- OLD MOBILE: Intermediário.
- CADILLAC: Alto padrão.
As ideias de Sloan foram implementadas na década de 1920, mas só foram amplamente divulgadas na década de 1960, quando Sloan, próximo dos 90 anos, escreveu suas memórias.