O Processo de Independência da América Espanhola

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A crise que tragou a Espanha encorajou o progressivo afastamento da América Latina.

Quanto às reformas bourbônicas, conducentes a um maior controle político e econômico sobre a área, não eram bem-vindas. Politicamente, a monarquia absoluta dos Bourbons entrou em confronto com as ideias iluministas; administrativamente, criaram dois novos municípios e estabeleceram vice-reinados.

A reforma do exército permitiu que a influência social dos crioulos integrados aumentasse. Em termos econômicos, a criação de parcerias comerciais para promover a exploração econômica de uma região como um monopólio também gerou a oposição de grupos locais.

Esta fase inicial de independência foi seguida por outra, caracterizada pela radicalização das posições e pela eclosão da guerra aberta.

Na primeira etapa, o vácuo de poder criado na Espanha após a abdicação de Fernando VII e a invasão francesa impediu a metrópole de lidar com outras questões que não fossem nacionais. Após a invasão napoleônica, reuniões foram realizadas em fidelidade a Fernando VII. Em breve, estas juntas (controladas por setores crioulos) agiram de forma independente da autoridade dos vice-reis, em um ato de autonomia que representou o primeiro passo para a independência.

A etapa terminou com a vitória das tropas monarquistas. No Vice-Reinado da Nova Espanha, a revolta tomou um aspecto social, pedindo a abolição da escravidão e a distribuição de terras.

Na segunda fase, desenvolveu-se uma verdadeira guerra de caráter colonial. Uma vez que Fernando VII foi reinstalado no trono, o exército dedicou-se à luta contra os separatistas.

No final do reinado de Fernando VII, o processo de independência americana tinha-se praticamente concluído; apenas Cuba e Porto Rico restavam como testemunho do antigo império colonial espanhol na América.

Como resultado da independência da América, a Espanha tornou-se uma potência de segunda classe. Na América, o poder político ficou nas mãos dos indígenas (elites locais) que reivindicavam o comércio livre e o neocolonialismo. O militarismo tornou-se uma constante na história americana recente.

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