Processo Inflamatório: Sinais, Fases e Mediadores

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A inflamação representa a maioria (85%) de todos os processos anatomopatológicos. É uma reação do tecido conjuntivo vascularizado a agressões, que tem como objetivos: defender de forma específica e inespecífica o organismo do agente agressor, retirar restos teciduais necróticos (limpeza tecidual) e ainda estimular a restauração, propiciando a regeneração ou cicatrização.

Sua classificação pode ser dividida em:

  • Aguda: é uma inflamação intensa e de curta duração; uma resposta rápida e precoce que causa dor, edema e aumento da temperatura, tendo a presença principal de neutrófilos. Pode destruir e eliminar o agente agressor e, se não eliminado, pode evoluir para a fase crônica.
  • Crônica: inflamação lenta e gradativa, de longa duração. Ocorre quando o agente agressor é persistente, possui sinais mais discretos ou até ausentes, podendo ter início insidioso ou após a fase aguda. Geralmente possui início assintomático.

Qual o papel dos mediadores inflamatórios na eliminação do agente agressor?

Os mediadores químicos ou mediadores inflamatórios são substâncias químicas provenientes do plasma ou células que as desencadeiam. São capazes de ampliar e/ou controlar a inflamação. Procurando eliminar o agente agressor, os mediadores promovem a vasodilatação e o aumento da permeabilidade vascular. Estes mecanismos irão permitir que leucócitos e fagócitos cheguem até o local. A partir daí, os receptores presentes na célula fagocítica facilitarão a destruição do agressor. Quando neutralizados, cessam a resposta inflamatória.

Os 5 Sinais Cardinais:

  • Calor: ocorre devido ao aumento do volume sanguíneo no local, aumentando, por consequência, a temperatura.
  • Dor: é motivada pela irritação das terminações nervosas sensitivas das adjacências e diminuição do pH local.
  • Inchaço (Edema): causado principalmente pela fase exsudativa e produtiva-reparativa, por causa do aumento de células.
  • Vermelhidão: acontece pela hiperemia.
  • Perda de função: decorrente do edema e da dor; depende do tecido e do órgão afetado.

As manifestações clínicas da inflamação são importantes como um mecanismo defensivo.

Fases do Processo Inflamatório:

  • Fase irritativa: quando ocorre o reconhecimento da lesão, vão ocorrer modificações morfológicas e funcionais dos tecidos agredidos, promovendo a liberação de mediadores químicos para desencadear as outras fases inflamatórias.
  • Fase vascular: ocorrem alterações hemodinâmicas da circulação e da permeabilidade vascular no local da agressão.
  • Fase exsudativa: característica do processo inflamatório, formada pelos exsudatos celular e plasmático (migração de células e líquidos para o foco da inflamação) devido ao aumento da permeabilidade vascular.
  • Fase degenerativa-necrótica: composta por células com alterações degenerativas reversíveis ou não (originada de material necrótico), resultantes da ação direta do agressor ou das modificações funcionais e anatômicas oriundas das fases anteriores.
  • Fase reprodutiva-reparativa: aumento da quantidade de células teciduais. Seu objetivo é destruir o agente agressor e reparar o tecido agredido.

A histamina é um mediador químico celular, uma amina vasoativa, liberada principalmente pelos mastócitos em seguida da lesão tecidual; esta vai promover a vasodilatação e o aumento da permeabilidade vascular.

Quando o anticorpo IgE é ativado por seus ligantes (antígenos, geralmente alérgenos), ele ganha capacidade de se ligar a mastócitos (células que reservam grande quantidade de histamina em seu interior), que serão lisados e liberarão a histamina para desempenhar sua função. Pode levar a uma reação anafilática, participando da contração da musculatura lisa e alterações na pressão sanguínea, levando à coceira, inchaço, hipotensão, estresse e até desmaio.

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