Produção Fordista e Pós-Fordista

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Produção Fordista

Início do Século XX

Nos países centrais, indústrias de engenharia, especialmente a automotiva, alcançaram um desenvolvimento importante com o modelo de produção fordista. O sucesso do Modelo T levou à necessidade de aumentar a produção. Para isso, criou-se um sistema que permitiu produzir mais carros em menos tempo: a linha de montagem. Os trabalhadores montavam peças que se moviam em uma esteira. O trabalho era limitado a uma tarefa específica, quase mecânica. As fábricas empregavam muitos trabalhadores, e tendiam a se localizar em áreas industriais. A expansão econômica se baseava no consumo de massa, com bons salários, mas as condições de trabalho nem sempre eram as ideais. Sindicatos se organizaram para buscar melhorias. Esse modelo era considerado rígido, com características de produção, trabalho e consumo fixas, sem grandes mudanças a médio prazo. O petróleo e seus derivados eram a matéria-prima básica. A crise financeira de 1929-1930 marcou uma mudança no sistema capitalista, causando dificuldades econômicas e desemprego. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as economias desenvolvidas cresceram, mas no final da década de 1970, houve queda na produção, aumento do desemprego e queda na produtividade e lucratividade. O petróleo consumido nos países desenvolvidos era produzido principalmente nos países do Golfo Pérsico. Em 1973, a OPEP aumentou drasticamente o preço do petróleo em meio a um conflito político entre Egito e Israel.

Produção Pós-Fordista

Crise do Petróleo de 1973

Com a crise do petróleo de 1973, os países desenvolvidos buscaram estratégias para reduzir a dependência desse recurso. Outros fatores complicaram o fordismo: saturação dos mercados, esgotamento tecnológico, gastos públicos excessivos, consumo reduzido, aumento da dívida externa, aumento de impostos e queda dos salários. Na década de 1980, surgiram inovações tecnológicas nos EUA, Japão e UE: microeletrônica, biotecnologia, robótica e novos materiais (polímeros, fibras ópticas, silício, etc.). A informação se tornou fundamental. As inovações tecnológicas assumiram o papel do petróleo e das indústrias tradicionais. Os insumos básicos passaram a ser ciência e tecnologia. A desigualdade entre ricos e pobres aumentou com o progresso tecnológico. As novas tecnologias causaram mudanças no trabalho, na qualificação da mão de obra e na organização territorial da produção.

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