Psicologia e Deficiência: Intervenção, Luto e Ajustamento

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A Psicologia e a Individualidade da Deficiência

Sendo a Psicologia uma ciência que não é exata, o psicólogo deverá ter o cuidado de não generalizar os tipos de deficiência. Cada caso é um caso, com suas peculiaridades, sendo relevante estar atento para além da deficiência – a história do sujeito.

Fatores Determinantes na Intervenção Psicológica

A intervenção está ligada a inúmeros fatores: tipo de deficiência, intensidade, extensão e época de sua incidência. Ao analisar o histórico do paciente, leva-se em consideração as oportunidades de desenvolvimento e ajustamento que lhe foram oferecidas ou negadas.

Desafios do Psicoterapeuta no Atendimento

As dificuldades de atender e se relacionar com essa classe de pessoas podem levar o profissional a aflorar suas próprias limitações ou suas “deficiências” – num desabar de falsas sensações de onipotência. Por isso, a negação torna-se um mecanismo de defesa para o não atendimento.

Limites Profissionais Após o Diagnóstico

Após a avaliação e o fechamento do diagnóstico, é necessário avaliarmos os nossos limites enquanto psicoterapeutas. Existem colegas que atenderam casos além de seus níveis de habilidades e conhecimentos sobre questões que envolvem pessoas com deficiência, e o prejuízo foi ainda maior para o paciente.

As Fases Emocionais da Pessoa com Deficiência Adquirida

  1. Choque

    Ocorre quando o paciente realmente não capta o que está acontecendo, ou seja, que agora ele tem uma deficiência. Neste estágio, ainda não há sinais de ansiedade.

  2. Luto

    Perda da motivação de conviver com essa nova realidade.

  3. Negação

    Fruto de uma carga de cobrança. É quando a pessoa que adquiriu uma deficiência sente o status de desvalorização da sociedade. Uma sensação de impotência pessoal e profissional que gera estados de autodesvalorização, sentimentos de segregação ou opressão.

  4. Raiva

    Estado importante de ser manifestado durante a percepção da dimensão de sua perda, permitindo ao sujeito uma “válvula de escape”.

  5. Defesa

    Gera hostilidade. Algumas pessoas podem permanecer nesse estágio indefinidamente, enquanto outras somam esforços para enfrentar e buscar sua normalização, tornando-a tão normal quanto possível.

  6. Depressão

    Pode resultar na diminuição da motivação, refletindo negativamente nos tratamentos e atividades.

  7. Expectativa de Recuperação

    Ao notar que uma nova realidade a cerca, surge a preocupação com a melhora de sua deficiência.

  8. Ajustamento

    O sujeito deixa de considerar suas deficiências como algo contra o qual tem que lutar, não mais como uma barreira intransponível, procurando formas de satisfazer suas necessidades e ser uma pessoa inclusa na sociedade.

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