Psicologia Jurídica: Definição, Áreas de Atuação e Funções Essenciais
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1. Definição de Psicologia Jurídica
A Psicologia Jurídica é uma área de trabalho psicológico especializado e de pesquisa que visa estudar o comportamento dos atores jurídicos no campo do Direito, da Lei e da Justiça. Esta área é reconhecida por associações e organizações nacionais e internacionais de Psicologia Jurídica e/ou Forense.
2. Psicologia Aplicada à Justiça: Áreas de Atuação
Psicologia Aplicada ao Direito da Criança e do Adolescente
Através de estudos, o psicólogo deve informar a situação da criança e quais são as chances de reabilitação e tratamento. Assim, o psicólogo auxilia a Justiça na aplicação de critérios legais e científicos. O psicólogo realiza uma série de intervenções, como o monitoramento de funções e o desenho de tratamento. Suas funções nos Tribunais de Menores são:
- Emissão de relatórios técnicos especializados solicitados pelo juiz ou aconselhamento.
- Aconselhamento sobre medidas fiscais a aplicar.
- Acompanhamento de intervenções.
Psicologia Aplicada ao Direito de Família
Seus papéis nos tribunais de família são:
- Emissão de relatórios técnicos especializados solicitados pelo Tribunal de Justiça em processos de ruptura de casais com filhos (separação, divórcio, anulação e incidentes alterados).
- Emissão de relatórios especializados em outras situações decorrentes do direito de família: tutela, acolhimento, adoção, autorização para casamento, etc.
- Acompanhamento dos casos.
- Aconselhamento para juízes e procuradores.
Psicologia Aplicada ao Direito Civil
Oferece aconselhamento e experiência profissional em várias construções jurídicas, como a capacidade civil em situações de tomada de decisões. Atua em todos os campos da psicologia dentro do Direito Civil.
Psicologia Aplicada ao Direito do Trabalho
Aconselha os tribunais sobre os efeitos psicológicos em acidentes, simulação e problemas psicofisiológicos, o que inclui a nova Lei de Prevenção de Riscos Ocupacionais.
Psicologia Aplicada ao Direito Administrativo
Elabora relatórios sobre deficiência não contributiva e controversa, e atua na avaliação e nos sistemas de avaliação na seleção ou promoção de pessoal que realizam as administrações públicas.
Psicologia Aplicada ao Direito Penal
Suas funções são:
- Emissão de relatórios sobre a psicologia do testemunho.
- Emissão de relatórios para juízes e tribunais sobre réus e vítimas.
- Seleção e agilização do Júri.
- Aconselhamento e mediação em questões de segurança penitenciária.
3. Psicologia Prisional (Psicologia Penitenciária)
Princípios da Psicologia Prisional
- Ser baseada no estudo científico da constituição, temperamento, caráter, habilidades e atitudes do indivíduo em questão, bem como a dinâmica do sistema, aspectos motivacionais e de desenvolvimento de sua personalidade, levando a uma análise global do mesmo.
- Estar diretamente relacionada ao diagnóstico da personalidade criminal.
- Ser individualizada.
- Ser, em geral, complexa.
- Ser agendada.
Funções do Psicólogo Prisional
- Estudo da personalidade dos detentos a partir da perspectiva da ciência da psicologia e de acordo com seus métodos, descrevendo e analisando seus traços temperamentais, traços de personalidade, aptidões, atitudes, motivação e dinâmica do sistema, e em geral, todos os setores e traços de personalidade que considere relevantes para a interpretação e compreensão do ser e agir dos valores observados.
- Definir e aplicar corretamente os métodos psicológicos mais adequados para o estudo de cada recluso.
- Interpretar e avaliar testes psicométricos e técnicas projetivas, realizando avaliação conjunta com outros dados psicológicos, sendo responsável por elaborar o relatório psicológico final, que será integrado à proposta de classificação ou programa de tratamento.
4. Psicologia do Testemunho e do Júri
Psicologia do Testemunho
Consiste em um conjunto de conhecimentos baseados em resultados de pesquisas das áreas de Psicologia Experimental e Social, que tentam determinar a qualidade (precisão e credibilidade) do testemunho fornecido por testemunhas presenciais em crimes, acidentes ou acontecimentos cotidianos.
Psicologia do Júri
O psicólogo que trabalha nesta área atua na avaliação dos jurados, bem como na investigação dos processos de tomada de decisão, influência social, etc.
5. Psicologia da Polícia e das Forças Armadas
Funções Gerais
- Seleção de Pessoal.
- Formação geral e/ou social específica.
- Estudos de Clima e do trabalho.
- Análise de Cargos.
Principais Contribuições da Psicologia Jurídica Militar
O foco está em três tarefas principais:
- Trabalhos semelhantes à "Psicologia Jurídica Civil": Realização de avaliações psicológicas para profissionais militares e funcionários civis relacionados com os militares, perante vários tribunais, principalmente de natureza médico-sanitária. As intervenções também estão no âmbito do Presídio Militar, pertencendo às equipes de revisão e tratamento.
- Estudos sobre áreas específicas da psicologia jurídica militar: A natureza prática de sua participação é realizada em questões relacionadas com as Forças Armadas que possuem grande interesse.
- Estudos teóricos em áreas específicas em que as Forças Armadas estão envolvidas, como, por exemplo, os aspectos legais da aplicação das regras e usos de guerra psicológica, componentes legais e as implicações psicológicas no conceito de "defesa da comunidade", etc.
6. Psicologia da Vítima (Vitimização)
O tratamento de Vítimas deve incluir o seguinte (Soria, 2002):
- Intervenção global na vitimização.
- Intervenção em todo o processo de vitimização, desde os aspetos preventivos até o acompanhamento.
- Foco na atenção integral psico-sócio-jurídica.
- Estudos de vitimologia em larga escala para melhorar os esforços de prevenção e intervenção.
Funções do Psicólogo da Vítima
- Atendimento, tratamento e acompanhamento das vítimas em diferentes graus.
- Estudo, planejamento de prevenção e grupos de risco.
- Campanhas de informação à população em geral.
7. Mediação
A mediação é efetuada pelas partes em litígio com a ajuda de um terceiro imparcial, o mediador, que auxilia a conseguir acordos consensuais que permitirão uma solução pacífica para a situação de conflito.
Funções do Mediador
- Preparar um contexto adequado para que as partes se comuniquem.
- Desenhar o processo de mediação.
- Oferecer às partes ferramentas para gerenciar o conflito.
A mediação oferece uma maneira racional de resolver conflitos que são difíceis de solucionar ou representam um custo elevado para os indivíduos e para a sociedade. A mediação também promove a comunicação entre as partes e a consolidação dos acordos. A mediação, assim compreendida, promove a liberdade e a responsabilidade dos indivíduos e faz parte de um processo de democratização da sociedade, aceitando a diversidade e regulando os conflitos a partir de uma perspectiva pacífica.