Psicoterapia Sistêmica Pós-Moderna e Abordagem Narrativa

Classificado em Psicologia e Sociologia

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Sistêmica: Escolas de terapia familiar, grupal, o sistema como um todo e seus aspectos interacionais.

Sistêmica Pós-Moderna (Evolução): Pensamento da pós-modernidade, configurado como um guarda-chuva paradigmático associado a uma prática clínica sistêmica. É organizada em torno dos enfoques construtivista e construcionista social.

Pressupostos da Psicoterapia

  • Intersubjetividade;
  • Desconstrução de verdades (narrativas) absolutas;
  • Legitimação das diferenças;
  • Ressonância (o terapeuta não é neutro);
  • Autoria de vida.

Visão de Homem

Baseada no Construtivismo e no Construcionismo Social (Kenneth Gergen):

  • Psicologia da intersubjetividade;
  • Construção da realidade;
  • Subjetividade e singularidade;
  • Significados e interação;
  • Linguagem e contexto;
  • Ausência de leis gerais: desconstrução de certezas e verdades universais;
  • Legitimação das diferenças.

Abordagem Narrativa (Michael White)

Outros teóricos: Tom Andersen, David Epston, Marilene Grandesso.

  • Realidade construída por significados;
  • História de vida através da linguagem e narrativas;
  • Singularidade e intersubjetividade (o baile da vida);
  • Humildade epistemológica;
  • Desconstrução de narrativas universais;
  • Legitimação das diferenças e ressonância;
  • Ressignificação e autoria de vida.

Ao destronar o conhecimento universal e essencialista, surge um self não essencialista em constante processo, de cuja construção participam pessoas significativas presentes nos contextos das experiências vividas (intersubjetividade).

Sistêmica Pós-Moderna e Psicoterapia Infantil

Na abordagem narrativa, a criança expressa e narra suas histórias imbuídas de significados por meio do brincar.

O Psicoterapeuta:

  • Parceiro existencial;
  • Não é um expert do conhecimento;
  • Facilitador e especialista no processo;
  • O cliente é o especialista em sua própria vida;
  • Co-colaborador e construtor.

Concepção de Psicopatologia

É vista como uma empobrecida capacidade de autoria pessoal, onde os indivíduos se sentem impotentes diante dos dilemas que os afligem. Trata-se de um sistema de significados organizado pelo sofrimento, do qual fazem parte todos que contribuem para esse sistema.

Psicodiagnóstico (Mapeamento)

Mapeamento da dinâmica intersubjetiva da família, incluindo:

  • O lugar da criança na família;
  • As repercussões do problema da criança no núcleo familiar;
  • Como a família tem se organizado e administrado tais questões;
  • Tentativas de solução já realizadas;
  • Contexto escolar.

Após o mapeamento desses dados, recebe-se a criança para compreender como ela tem vivido sua história e como a narrará através do lúdico.

Mapeamento com a Criança

  • Compreender como a criança está significando seu mundo e suas relações intersubjetivas;
  • A narrativa ocorre via lúdico;
  • O terapeuta deve deixar-se conduzir pelas narrações da criança;
  • Ressonância (o terapeuta não é neutro).

Técnicas de Intervenção

O terapeuta estabelece uma conversação dialógica por intermédio da ampliação das narrativas, apoiado em perguntas reflexivas e circulares (com o uso de símbolos). Busca-se a emergência do não dito, considerando os problemas como entidades separadas das pessoas (externalização) e a desconstrução das narrativas limitantes.

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