Recalque de Estacas: Métodos e Acréscimo de Tensões

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Uso de Soluções para Acréscimo de Tensões

Os acréscimos de tensão, obtidos abaixo da ponta da estaca, podem ser combinados com as propriedades de formação dos solos (abaixo da estaca) num cálculo indireto do recalque da ponta da estaca.

A esse recalque deve ser somado o encurtamento elástico do fuste, para se obter o recalque da cabeça da estaca.

Tanto para uso na solução do acréscimo de tensão quanto para o cálculo do encurtamento elástico do fuste, é necessário estimar as cargas transferidas pelo fuste e pela ponta no nível da carga de serviço (modo de transferência de carga).

Método de Poulos e Davis

Os autores utilizaram um processo numérico que emprega a solução de Mindlin (1936) para calcular a ação da estaca sobre o solo.

  • Estacas compressíveis
  • Solo com espessura finita
  • Ponta em material resistente

Método de Randolph

Randolph (1977) e Randolph & Wroth (1978) estudaram o recalque de uma estaca isolada carregada verticalmente, inicialmente com as cargas transferidas pela base e pelo fuste separadamente e, posteriormente, juntando os dois efeitos.

Recalque de Grupos sob Carga Vertical

Quando estacas (ou tubulões) estão relativamente distantes num grupo, o modo de transferência de carga não é afetado, e o recalque do grupo pode ser estimado pela superposição de efeitos das várias estacas analisadas como isoladas (submetidas a uma carga equivalente à carga do grupo dividida pelo número de estacas). Quando o espaçamento é pequeno, as estacas têm seu modo de transferência afetado, e as estacas periféricas absorvem mais carga do que as estacas internas.

Artifício do Radier Fictício

A primeira abordagem do problema de estimativa de recalques de um grupo de estacas foi feita por Terzaghi e Peck (1948) através do chamado radier fictício, uma fundação direta imaginada a alguma altura acima da base das estacas (dependendo de as estacas trabalharem mais por atrito ou por ponta). O objetivo é calcular o acréscimo de tensões em camadas compressíveis abaixo da ponta das estacas para um cálculo convencional de recalques, como o de fundações superficiais. (Aceito pela norma brasileira).

Método de Fleming et al. (1985)

Foram feitas algumas propostas com base empírica para a previsão do recalque de um grupo de estacas, para definir uma razão ξ entre os recalques de um grupo de estacas e aquele de uma única estaca sob sua parcela de carga no grupo.

Métodos Elásticos

Os métodos elásticos são aplicáveis quando o espaçamento é suficientemente grande para permitir o trabalho independente das estacas.

Verifica-se que o recalque médio de um grupo com estacas igualmente carregadas é aproximadamente igual ao recalque do grupo com o bloco de coroamento rígido. Assim, a hipótese de cargas iguais seria adequada na maioria dos casos, se o recalque for calculado em uma estaca representativa que não esteja nem no centro nem nos vértices do grupo.

Conclui-se que a análise de um grupo de estacas pode ser feita com os fatores de interação de duas estacas e o conhecimento do recalque da estaca isolada.

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