Rede Urbana: Distribuição, Dimensão e Importância
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- A rede urbana ou sistema urbano é o conjunto das cidades que, integradas no espaço geográfico desenvolvem entre si relação de ordem hierárquica quer de dependência quer de complementaridade;
A rede urb. caracterizada por:Distribuição espacial, das cidades; Dimensão medida pelo número de habitantes; Importância medida pelas funções que oferece e pela sua área de influência - é mais equilibrada quanto menos forem as disparidades nestes 3 aspetos.
Área de influência: área sobre a qual a cidade exerce a sua ação atraindo população e oferecendo bens, serviços e emprego; Lugar central (cidade): oferece bens e serviços a uma área de influência, tendo capacidade de atrair população.
Classificação dos bens e serviços: Bens centrais (só podem ser adquiridos em determinados locais) e Bens dispersos (são distribuídos à população, como água e eletricidade. Bens vulgares (utilização frequente, presentes em muitos lugares) e Bens raros (utilização pouco frequente, presentes apenas em certos lugares).
A importância de um lugar central e a dimensão da sua área de influência, dependem dos bens e funções que oferece e da sua maior ou menor acessibilidade, verificando-se uma forte relação entre a centralidade e a dimensão populacional, logo: -As funções a nível superior- mais raras e especializadas, são oferecidas por um menor número de centros urbanos, geralmente os que têm maior área de influência; -As funções de nível inferior- mais frequentes, estão presentes em grande número de lugares, com menor área de influência.
Outro aspeto que evidencia o desequilíbrio da rede urbana portuguesa é a concentração de funções muito especializadas num reduzido número de centros urbanos, traduzindo a forma como se organiza o território.
- Em muitos países europeus a rede urbana apresenta um maior equilíbrio do que em Portugal, quanto à dimensão demográfica, à repartição espacial e ao nível de bens e funções que as cidades oferecem.
Países Europeus apresentam sistemas urbanos policêntricos, pois a população urbana distribui-se por várias aglomerações. Na maioria dos países europeus a repartição geográfica das cidades é também mais equilibrada.
O desequilíbrio da rede urbana portuguesa evidencia-se pelo contraste: -Na dimensão dos centros urbanos: predomínio de pequenas cidades, fraca representatividade das de média dimensão e dois grandes centros urbanos- Lisboa e Porto; -Na repartição geográfica: forte concentração urbana no litoral; -No nível de funções:. predominância das funções de nível superior nas principais áreas urbanas do litoral, com destaque para Lisboa e Porto.
O sistema urbano nacional apresenta, assim uma clara bipolarização (domínio de duas cidades de grande dimensão e de nível hierárquico superior, Lisboa e Porto.
O desequilíbrio é causa e efeito das assimetrias regionais e tende a persistir. Tem como principais consequências: -Fraca capacidade de inserção das economias regionais na economia nacional; -Limitação das relações de complementaridade entre os diferentes centros urbanos e, como tal, do dinamismo económico e social; -Limitação da competitividade nacional no contexto europeu e mundial, pela perda de sinergias que uma rede urbana equilibrada proporciona.
Maior coesão territorial e social, depende de um maior equilíbrio da rede urbana, devido a isso é importante: -A adoção de políticas de ordenamento urbano que potencializem as especificidades regionais; -Facilitem a coordenação de ações ao nível local; Reforcem a complementaridade interurbana e promovam o desenvolvimento de cidades e sistema urbanos que constituam polos de desenvolvimento regional