Redes de Atenção à Saúde (RAS) — Atenção à Saúde

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Redes de Atenção à Saúde (RAS): Atenção à Saúde

Os sistemas de atenção à saúde são respostas sociais às necessidades de saúde dos cidadãos e devem operar em total coerência com a situação de saúde das pessoas usuárias.

Transição demográfica e tripla carga de doenças

A situação de saúde brasileira vem mudando e, hoje, marca-se por uma transição demográfica acelerada e expressa-se por uma situação de tripla carga de doenças:

  • Doenças infecciosas e carenciais: uma agenda não superada (aquelas provocadas pela não absorção de algum tipo de substância necessária ao organismo).
  • Causas externas: uma carga importante decorrente de traumas, lesões e quaisquer agravos de início súbito e muitas vezes como consequência imediata de violência. Estão incluídos: acidentes de transporte, homicídios, agressões, quedas, afogamentos, envenenamentos, suicídios, queimaduras, lesões causadas por deslizamentos de terra, enchentes ou outras condições ambientais.
  • Condições crônicas: presença forte de doenças crônicas, afetando especialmente as pessoas mais fragilizadas.

Rede de Atenção à Saúde (RAS)

A implantação das RAS convoca mudanças radicais no modelo de atenção à saúde praticado no SUS e aponta para a necessidade de adoção de novos modelos de atenção às condições agudas e crônicas.

Organização das RAS

As Redes de Atenção à Saúde (RAS) organizam-se por meio de pontos de atenção à saúde, ou seja, locais onde são ofertados serviços de saúde que determinam a estruturação dos pontos de atenção secundária e terciária.

Nas RAS, o centro de comunicação é a Atenção Primária à Saúde (APS), sendo esta a ordenadora do cuidado.

Atributos e função da APS nas RAS

Atributos:

  • Primeiro contato
  • Longitudinalidade
  • Integralidade
  • Coordenação
  • Focalização na família
  • Orientação comunitária
  • Competência cultural

Funções:

  • Resolubilidade
  • Comunicação
  • Responsabilidade

Composição da ESF

A Estratégia Saúde da Família (ESF) é composta por equipe multiprofissional que possui, no mínimo, médico generalista ou especialista em Saúde da Família ou médico de Família e Comunidade; enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; auxiliar ou técnico de enfermagem; e agentes comunitários de saúde (ACS).

Também há equipe de Saúde Bucal, composta por cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.

O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por agente e de 12 ACS por

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